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Burnout no vestibular: pressão e excessos podem levar estudantes ao esgotamento emocional por anos

  • Destaque 2-palavras, Educação, Palavras, Sub-Editoria Palavras
  • 2026-10-03
  • Sem comentários
  • 4 minutos de leitura

Especialista da Universidade São Judas alerta para sinais de burnout entre jovens que enfrentam rotina intensa de estudos e cobrança por resultados

A preparação para o vestibular costuma ser encarada como uma fase passageira de esforço intenso. Para alguns estudantes, porém, a combinação entre excesso de estudos, pressão por resultados, privação de sono e poucas oportunidades de descanso pode desencadear um processo de esgotamento que não termina com a aprovação. Quando a sobrecarga se mantém ao longo do tempo, os sinais de burnout podem atravessar diferentes etapas da formação acadêmica e se prolongar por anos.

O fenômeno não necessariamente surge de forma repentina. O esgotamento pode se desenvolver gradualmente, começando com cansaço persistente e perda de energia e avançando para dificuldades de concentração, irritabilidade, distanciamento dos estudos e sensação de incapacidade diante das demandas acadêmicas. A manutenção desse estado durante a transição do Ensino Médio para a universidade pode fazer com que o estudante entre na graduação já carregando parte desse desgaste.

Evidências científicas apontam para a importância de observar o burnout de forma longitudinal. Uma revisão sistemática publicada no Journal of Adolescence, que reuniu 48 estudos longitudinais sobre burnout escolar entre adolescentes, identificou consequências como menor envolvimento com os estudos, prejuízos no desenvolvimento da identidade e menor satisfação com a vida. O trabalho também aponta a exaustão como uma das primeiras dimensões do burnout a se desenvolver.

Universidade como apoio

Na universidade, o problema também pode se manter ou se intensificar. Estudo publicado na revista Contemporary Educational Psychology acompanhou a evolução temporal de sintomas de burnout entre estudantes e identificou aumento linear dos sintomas ao longo de um semestre. Os autores também destacam evidências de estudos longitudinais anteriores que observaram mudanças em exaustão e cinismo ao longo de períodos de aproximadamente dois a quatro anos de formação universitária.

Isso significa que o vestibular pode ser entendido como parte de uma trajetória mais ampla de exposição a demandas acadêmicas. O estudante que passa meses ou anos submetido à lógica de estudar continuamente, renunciar ao descanso e associar seu valor pessoal ao desempenho pode chegar à universidade sem interromper esse padrão.

Nesse cenário, instituições de ensino também têm papel na prevenção e no acolhimento. Na Universidade São Judas, o Centro Integrado de Saúde (CIS) oferece serviços voltados à atenção à saúde da comunidade acadêmica, contribuindo para que questões relacionadas ao bem-estar possam ser identificadas e acompanhadas.

“Quando o estudante passa a vivenciar a rotina acadêmica de forma predominantemente exaustiva, o problema deixa de estar restrito a uma prova ou a um semestre. A manutenção desse padrão de cobrança e pouca recuperação pode contribuir para que o sofrimento acompanhe diferentes momentos da trajetória educacional”, explica Pedro Guersoni, doutorando em Desenvolvimento Humano, especialista em Análise do Comportamento Aplicada e professor da Universidade São Judas.

Por isso, diferenciar uma fase de esforço pontual de um processo persistente de esgotamento é fundamental. Cansaço depois de um período de provas, por exemplo, pode fazer parte da rotina acadêmica. Já a sensação constante de exaustão, a perda prolongada de motivação, alterações no sono, dificuldade de concentração, irritabilidade e afastamento de atividades que antes eram prazerosas merecem atenção.

A prevenção também passa pela compreensão de que descanso não é necessariamente o oposto de produtividade. Sono adequado, pausas, atividades físicas, lazer e convivência social são componentes importantes de uma rotina sustentável de estudos. Da mesma forma, familiares e educadores podem contribuir ao evitar que a aprovação seja apresentada como única medida de sucesso ou que períodos de descanso sejam interpretados como falta de dedicação.

Uma revisão sistemática e meta-análise publicada na Scientific Reports, por exemplo, analisou 44 estudos envolvendo 26.500 universitários e encontrou prevalências elevadas de exaustão emocional, cinismo e baixa realização pessoal entre os estudantes avaliados.

O cuidado precisa continuar após o vestibular. A entrada no Ensino Superior não representa necessariamente o fim da pressão: novas disciplinas, trabalhos, provas, estágios e expectativas profissionais podem manter o ciclo de demandas.

Sobre a São Judas

A Universidade São Judas, integrante do Ecossistema Ânima integra o maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima de Educação. Com mais de 55 anos de história, tem Conceito Institucional máximo concedido em 2023 pelo Ministério da Educação (MEC). Com 10 unidades localizadas na Capital, Grande São Paulo e Baixada Santista, conta com mais de 130 cursos de Graduação e Pós-Graduação Lato e Stricto Sensu. A instituição combina qualidade e acessibilidade, tradição e inovação, com o uso de novas metodologias educacionais, laboratórios multidisciplinares de aprendizagem integrada e programas de desenvolvimento de competências socioemocionais. Além disso, o estudante aprende na prática desde o primeiro dia de aula, em seus mais de 200 laboratórios e núcleos de atendimento à população.

Sobre a Ânima Educação

Com o propósito de transformar o Brasil através da educação, a Ânima é o maior e mais inovador ecossistema de educação e impacto para o Brasil, com um portfólio de marcas valiosas e um dos principais players de educação continuada na área médica. A companhia é composta por cerca de 350 mil estudantes, distribuídos em 17 instituições de ensino superior e aproximadamente 360 polos educacionais em todo o país.  

Integradas ao Ecossistema Ânima também estão marcas especialistas em suas áreas de atuação, como HSM, HSM University, EBRADI, Le Cordon Bleu São Paulo, SingularityU Brazil, Inspirali, Community Creators Academy, Learning Village — primeiro hub de inovação e educação da América Latina — e Instituto Ânima.  

Desde 2013, a companhia está listada na Bolsa de Valores no segmento Novo Mercado, que reúne empresas com os mais elevados padrões de governança corporativa. Em 2023, a Forbes, uma das mais respeitadas publicações de negócios e economia do mundo, incluiu a Ânima entre as 10 companhias mais inovadoras do país. Além disso, a Presidente, Paula Harraca, foi reconhecida como Executiva de Valor na categoria Educação, na edição de 2026 do Prêmio Executivo de Valor, que destaca os gestores que mais se destacam à frente de empresas e organizações.  

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