Resenha de de Ana Marice Ladeia
Hoje vamos de Bella Baxter, incrível personagem do filme Pobres Criaturas e da atriz Emma Stone @emmastoneirworld que encarna Bella com talento único e sem pudor. Sem pudor de ferir, sem pudor de se mostrar e sem pudor de ser Bella Baxter na sua mais pura essência, sem os freios sociais que encaixotam e punem as mulheres.
O filme do cineasta grego Yorgos Lanthymos @yorgos_lanthimos_ ousou sair da banalidade de que toda monstruosidade é perversa e má, e deixando o maniqueísmo de lado nos apresenta “ monstros” extremamente humanos, a ponto de muitas vezes trazer a comédia para situações constrangedoras. Nesse aspecto Lanthymos criou um filme novo em cima do que já existe e ganhou de presente a interpretação espetacular de Emma Stone que merecidamente ganhou seu segundo Oscar. Bella e Emma se integram em uma só mulher, ao mesmo tempo ingênua e questionadora e que sem amarras sociais, sem as convenções do patriarcado, vive uma experiência confusa sim, mas cheia de verdades do seu amadurecimento.
Tudo no filme é feito para encantar: a forma de filmar, o cenário mostrando Londres, Paris e Lisboa surreal e futurista, a musica que acompanha cada cena, os figurinos que dizem tudo sobre cada personagem, as cenas de sexo e nudez que não chocam por trazerem a naturalização que vem de Bella Baxter, a interpretação também primorosa de Mark Ruffalo, como o “bon vivant” que se transforma em amante ciumento diante da liberdade que habita Bella, uma mulher despida de falsa ética e falsa moralidade! Bella é a essência de uma mulher livre, seja por imaturidade inicial ( cérebro de bebê) , seja por desconhecimento das leis sociais, seja pelo prazer de sentir prazer! Bella é pura nas suas entregas, assim como o é, Emma Stone na sua performance de atriz que não se impõe limites, exceto o da perfeição!
Palmas para Lanthymos, palmas para Emma, palmas para Bella por demonstrarem que é sempre possível fazer diferente em cima do que já existe!

















