Professora do curso de Fisioterapia da Anhanguera explica como recursos simples da área podem aliviar sintomas ansiosos e melhorar a qualidade de vida
A ansiedade tem sido uma das principais queixas nos consultórios e na vida cotidiana, com mais de 56 milhões de brasileiros impactados com o transtorno, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). E, embora muita gente associe seu tratamento exclusivamente a psicoterapia e medicamentos, a Fisioterapia pode ser uma grande aliada na redução dos sintomas. Técnicas fisioterapêuticas simples, acessíveis e cientificamente comprovadas ajudam o corpo a sair do estado de alerta constante e promovem sensação de calma e bem-estar.
Claudia Russi, fisioterapeuta e professora do curso na Faculdade Anhanguera, explica que quando estamos ansiosos, o corpo responde como se estivesse diante de um perigo real, com respiração acelerada, músculos contraídos, batimentos cardíacos aumentados e tensão física generalizada. “Essas reações são naturais do organismo, mas quando se tornam crônicas, provocam desgaste e desconforto. A fisioterapia atua justamente no sentido de reorganizar essas respostas e devolver ao corpo seu equilíbrio fisiológico”, afirma.
Entre as abordagens mais eficazes estão a reeducação respiratória, a liberação miofascial, a massoterapia, o uso de técnicas de relaxamento muscular progressivo e os exercícios terapêuticos focados em consciência corporal. Claudia destaca que a respiração é uma das principais portas de entrada para o controle da ansiedade. “Quando respiramos de forma curta e superficial, reforçamos o estado de alerta do sistema nervoso. Ensinar o paciente a respirar com profundidade, ativando o diafragma, é uma das formas mais rápidas de promover relaxamento”, explica.
Outro recurso bastante utilizado por fisioterapeutas são os exercícios de alongamento e liberação de tensões musculares acumuladas, especialmente na região cervical, lombar e dos ombros, áreas que, segundo a especialista, concentram grande parte do estresse físico. “Ao trabalhar essas regiões, o paciente sente alívio quase imediato. E, com o tempo, vai entendendo os sinais do corpo e aprendendo a regular suas respostas físicas à ansiedade”, comenta.
Além das técnicas manuais, a fisioterapia também estimula a prática de atividades que promovem conexão entre mente e corpo, como o Pilates terapêutico, que combina respiração, fortalecimento e concentração. “O importante é entender que o corpo fala e que, ao escutá-lo e cuidar dele, também estamos cuidando das nossas emoções”, afirma a professora.
A especialista reforça que a fisioterapia não substitui tratamentos psicológicos ou psiquiátricos, mas pode complementar de forma valiosa os cuidados com a saúde mental. “É uma atuação integrada, que reconhece o ser humano como um todo, físico, mental e emocional. Nosso papel é contribuir para que a pessoa recupere o bem-estar, o controle sobre o próprio corpo e a autonomia para enfrentar os desafios do dia a dia”, conclui Claudia.

















