Conhecimento do próprio corpo pode ajudar a população a entender se os sintomas leves devem ser tratados em casa ou levados para um centro médico
O Autocuidado em saúde é uma preocupação que vai além de tratar doenças. É um conjunto de práticas que visam prevenir problemas de saúde e promover o bem-estar físico e mental. Segundo uma pesquisa do Datafolha, encomendada pela ACESSA – Associação Brasileira da Indústria de Produtos para o Autocuidado em Saúde, 97% dos entrevistados concordam que o governo deve promover iniciativas relacionadas ao Autocuidado em saúde e estimular hábitos saudáveis.
Para promover o conhecimento sobre Autocuidado em saúde no Brasil, sete pilares principais norteiam esse movimento. São eles o autoconhecimento, busca de informações sobre saúde, prática de atividade física, alimentação saudável, hábitos de higiene, evitar riscos para a saúde e o uso responsável dos chamados MIPs – Medicamentos Isentos de Prescrição e que não possuem tarja.
Entre esses pilares, o autoconhecimento ocupa uma posição central. Entender como nosso corpo e mente funcionam, reconhecer sinais de alerta e compreender as necessidades individuais são passos importantes para adotar práticas de Autocuidado em saúde efetivas. “O autoconhecimento permite que cada pessoa identifique seus próprios limites, saiba quando precisa desacelerar e busque ajuda antes que um problema de saúde se agrave. É um caminho essencial para a prevenção e para a construção de hábitos que beneficiam a saúde física e mental ao longo da vida”, explica Cibele Zanotta, Presidente Executiva da ACESSA.
Quando as pessoas têm consciência do próprio estado de saúde e do que podem fazer para melhorá-lo, elas se tornam protagonistas do seu bem-estar. O autoconhecimento capacita o indivíduo a perceber mudanças sutis no corpo ou no comportamento, como cansaço constante, alterações de humor ou dores frequentes. Com esse conhecimento, é possível tomar medidas proativas, como ajustar a rotina, mudar hábitos alimentares, recorrer aos MIPs ou, em casos mais graves, buscar ajuda profissional de forma precoce. Segundo Cibele, “essa capacidade de entender e agir de forma preventiva é o que diferencia um sistema de saúde que trata doenças de um sistema que promove saúde”.
De acordo com a ACESSA, para aprofundar o autoconhecimento, as pessoas podem adotar práticas que incentivem a introspecção e a auto-observação. Essas atividades ajudam a identificar padrões de comportamento, emoções recorrentes e reações automáticas, permitindo que cada indivíduo compreenda melhor suas motivações e limites. Além disso, buscar informações confiáveis sobre saúde e bem-estar, monitorar sinais físicos e mentais do corpo e manter diálogos abertos sobre experiências são formas de desenvolver uma relação mais consciente consigo mesmo. É um processo contínuo que permite tomar decisões mais informadas e promover um cuidado pessoal mais eficaz e preventivo.
Para os governos, incentivar o autoconhecimento no contexto do Autocuidado não é apenas uma questão de saúde pública, mas também uma oportunidade de investimento com grande retorno financeiro. A prevenção, quando bem orientada, reduz consideravelmente os custos com tratamentos médicos, internações e procedimentos complexos. Dados da Associação Latino-Americana para o Autocuidado Responsável (ILAR) mostram que o custo de tratamento com Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs) – adquiridos em farmácias, sem necessidade de prescrição médica, para tratar males menores como dores de cabeça, febre e azia, por exemplo, pode ser até 68% menor do que o custo para o SUS tratar a mesma condição.
Além disso, populações mais saudáveis contribuem diretamente para a economia, seja pela redução da necessidade de se isentar no trabalho, seja pelo aumento da produtividade e bem-estar geral. “Investir em políticas públicas que estimulem o autoconhecimento e o Autocuidado em saúde é uma estratégia inteligente. É menos custoso educar e prevenir do que tratar. O Autocuidado em saúde é o alicerce de uma sociedade saudável e próspera”, ressalta a presidente da ACESSA.
Dessa forma, ao fomentar políticas públicas que incentivem o autoconhecimento, os governos não apenas promovem a saúde de seus cidadãos, mas também asseguram uma economia mais robusta e eficiente. Populações que cuidam de si mesmas demandam menos do sistema de saúde e têm maior qualidade de vida, refletindo em uma sociedade mais produtiva e equilibrada.
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