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Dezembro Vermelho: prevenção de ISTs vai além do teste de HIV e exige check-up completo

  • Destaque 1-vitalidade, Saúde, Sub-Editoria Vitalidade, Vitalidade
  • 2025-12-03
  • Sem comentários
  • 4 minutos de leitura

Foto: Shutterstock

Especialistas alertam que infecções silenciosas como sífilis, HPV e hepatites podem causar danos graves se não diagnosticadas a tempo. A testagem regular é um pilar essencial da prevenção, ao lado do uso de preservativos

A campanha Dezembro Vermelho é um momento crucial para ampliar o debate sobre a prevenção ao HIV/Aids. No entanto, especialistas alertam que o cuidado com a saúde sexual deve ser mais abrangente, incluindo um check-up periódico para diversas outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) que, muitas vezes, não apresentam sintomas. Infecções como sífilis, clamídia, HPV e as hepatites virais podem evoluir silenciosamente e, quando não tratadas, levar a consequências graves como infertilidade, câncer e danos neurológicos.

O check-up de ISTs é um ato de autocuidado e de responsabilidade, pois permite o diagnóstico precoce, o tratamento eficaz e a quebra da cadeia de transmissão. “Muitas pessoas associam a testagem de ISTs apenas ao HIV, mas há um universo de outras infecções que precisam de atenção. A sífilis, por exemplo, tem registrado um aumento alarmante de casos no Brasil e pode ser facilmente diagnosticada e tratada com um simples exame de sangue”, explica Luciana Campos, consultora médica e infectologista do Sabin Diagnóstico e Saúde.

“A testagem periódica é uma das mais importantes ferramentas de cuidado, pois permite que o indivíduo conheça sua condição de saúde, receba o tratamento correto e proteja seus parceiros”, complementa.

O que incluir em um check-up de saúde sexual?

Após uma conversa com um médico de confiança, um check-up completo para ISTs  deve contemplar os seguintes exames:

  1. HIV 1 e 2: Testes de quarta geração já conseguem detectar o vírus em uma janela imunológica menor, agilizando o diagnóstico.
  2. Sífilis (VDRL e testes treponêmicos): Essenciais para identificar a bactéria Treponema pallidum em seus diferentes estágios.
  3. Hepatites virais (B e C): Infecções que atacam o fígado e podem se tornar crônicas. O diagnóstico precoce é vital para evitar danos hepáticos severos.
  4. HPV (Papilomavírus Humano): Testes moleculares e o exame Papanicolau são cruciais para a detecção do vírus, principal causador do câncer de colo de útero.
  5. Clamídia e gonorreia: Duas das ISTs bacterianas mais comuns, frequentemente assintomáticas e com grande potencial para causar doença inflamatória pélvica e infertilidade.
  6. Herpes simples (Tipo 1 e 2): O diagnóstico sorológico pode identificar a infecção mesmo fora dos períodos de crise.

Prevenção combinada é a estratégia mais eficaz

A testagem, no entanto, é um pilar que complementa os métodos mais eficazes de prevenção: o uso do preservativo (camisinha masculina ou feminina) em todas as relações sexuais (oral, vaginal e anal) e, para quem tem indicação, a utilização da PrEP (Profilaxia Pré-Exposição), um medicamento que reduz significativamente o risco de infecção pelo HIV quando usado corretamente.

A combinação de testagem regular, uso de preservativos, acesso à PrEP, vacinação (como para HPV e Hepatite B) e diálogo aberto com parceiros e profissionais de saúde forma a base da chamada “prevenção combinada”. 

“Mais do que uma campanha de conscientização, o Dezembro Vermelho é um lembrete sobre o valor do autocuidado. Informação, prevenção e testagem são pilares para uma vida saudável e responsável”, conclui Luciana. 

Situação epidemiológica das ISTs

O Brasil enfrenta um cenário complexo e preocupante em relação às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Enquanto há avanços significativos no tratamento do HIV, observa-se uma explosão de casos de outras infecções, especialmente a sífilis. A subnotificação de doenças como clamídia e gonorreia mascara uma realidade ainda mais grave.

Segundo o Boletim Epidemiológico de 2023, o Brasil registrou cerca de 36,7 mil novos casos de HIV. Observa-se uma tendência de queda no número de novos casos de Aids (estágio avançado da infecção), graças ao sucesso da terapia antirretroviral. A epidemia continua concentrada em populações-chave, com um aumento preocupante entre os jovens de 15 a 29 anos.

Já a sífilis vive uma epidemia no país. Em 2022, foram notificados mais de 213 mil casos de sífilis adquirida, registrando um aumento expressivo em relação aos anos anteriores. O cenário é ainda mais alarmante na sífilis congênita (transmitida da mãe para o bebê), com o registro de 27 mil casos em 2022, resultando em uma alta taxa de mortalidade infantil e sequelas graves. 

Sobre o HPV, estima-se que mais de 50% da população jovem sexualmente ativa no Brasil esteja infectada pelo vírus. Por ser frequentemente assintomático, é uma das ISTs mais prevalentes. O HPV é o principal responsável por quase todos os casos de câncer de colo do útero, que, segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), é o terceiro tipo de câncer mais comum entre mulheres no Brasil, com mais de 17 mil novos casos estimados por ano.

Em 2022, o Brasil registrou cerca de 13,5 mil novos casos de Hepatite B e 23,7 mil de Hepatite C. A vacina contra a Hepatite B é altamente eficaz. Para a Hepatite C, existem tratamentos que levam à cura, mas o desafio é diagnosticar as pessoas que não sabem que têm o vírus.

Clamídia e gonorreia são as ISTs bacterianas mais comuns, mas não fazem parte da lista de agravos de notificação compulsória no Brasil, sejam casos graves ou não graves, o que gera um cenário de ampla subnotificação em todo o território nacional.

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