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Dislexia – A tecnologia IA pode ajudar a superar os desafios

  • Atitude, Comportamento, Principal, Sub-Editoria Atitude
  • 2024-03-04
  • Sem comentários
  • 6 minutos de leitura

Por Cássia Reuter

Com os avanços da tecnologia, hoje podemos usar as ferramentas da inteligência artificial para ajudar as pessoas com dislexia a superar os seus desafios. A IA pode ser usada para desenvolver aplicativos, dispositivos e programas específicos que auxiliam na leitura e na compreensão de textos. Essas soluções tecnológicas podem melhorar a aprendizagem, reduzir o estress e aumentar a autoconfiança e autoestima do disléxico. Na verdade, o mundo está se tornando mais acessível, permitindo que pessoas com diversas deficiências de aprendizagem explorem e se movimentem com maior independência e segurança.

A dislexia é um transtorno específico da aprendizagem, que compromete as habilidades de leitura e escrita de um indivíduo. Atualmente, o transtorno atinge cerca de 10 milhões de brasileiros, e a Inteligência Artificial tem se tornado cada vez mais uma ferramenta imprescindível na vida de pessoas acometidas pelo distúrbio.

O principal obstáculo para um disléxico realizar qualquer tarefa sempre terá uma relação direta com a necessidade de haver leitura e escrita para realizá-la, então, tendo isso em vista, utilizar a Inteligência Artificial como ferramenta para criação de conteúdo e de estratégias para facilitar a compreensão leitora – como solicitar resumos, elencar tópicos importantes e explicar com outras palavras – muda completamente o cenário cotidiano de disléxicos, podendo ainda ter conteúdos corrigidos e textos lidos pela IA.

E, para além do universo cotidiano de um disléxco, a IA também pode ser uma peça chave para a identificação precoce dos sinais da dislexia, por meio da análise de padrão de resposta desses indivíduos, facilitando o processo de avaliação e diagnóstico, o que qualificaria uma mudança considerável no cenário atual das pessoas com dislexia.

Segundo pesquisa do Instituto ABCD com a CISCO, demoram 8,6 anos para identificar o transtorno. Identificar a dislexia de maneira precoce é importante porque o cérebro da criança pequena ainda é mais plástico e isso permite que ela se beneficie mais de uma intervenção. Quanto antes a dislexia for diagnosticada, menores serão a defasagem escolar e os impactos emocionais da criança e é justamente aí que IA pode desempenhar um importante papel.

A diretora presidente do Instituto ABCD, Juliana Amorina, deu uma entrevista exclusiva ao site dorispinheiro.com.br

Cássia Reuter: O que é dislexia?

Juliana Amorina : A dislexia é um transtorno específico da aprendizagem que impacta as habilidades de leitura e escrita e manifesta seus sintomas de forma mais evidente na etapa de alfabetização dos indivíduos acometidos pela condição. Tais dificuldades não são atribuíveis a outras condições neurológicas, sensoriais ou motoras.

CR: Como tratar a dislexia?

JA: Não há prescrição de medicamentos para quadros de dislexia, e sim adaptações pedagógicas aliadas ao atendimento especializado de um profissional da área de saúde ou educação (psicólogo, fonoaudiólogo, psicopedagogo ou professor especializado). O processo de intervenção varia de acordo com a dificuldade e as necessidades do indivíduo. O foco inicial do trabalho interventivo deve ser fortalecer o processamento fonológico da pessoa com dislexia.

CR: Qual a prevalência da dislexia?

JA: De acordo com a Associação Internacional de Dislexia (IDA, na sigla em inglês), a dislexia afeta 10% da população mundial. A associação calcula que haja mais de 700 milhões de pessoas disléxicas no mundo.

CR: A dislexia é uma doença?

JA: A dislexia não é uma doença ou um transtorno da medicina, apesar de muitos neurologistas, geneticistas, psiquiatras, neuropsiquiatras e pediatras terem nos ajudado a aprender sobre esse transtorno. A dislexia é uma condição que requer tratamento e intervenção educacional. Não existem remédios para tratar ou curar a dislexia.

CR: Como é feita a intervenção?

JA: Não há prescrição de medicamentos para quadros de dislexia, e sim adaptações pedagógicas aliadas ao atendimento especializado de um profissional da área de saúde ou educação (psicólogo, fonoaudiólogo, psicopedagogo ou professor de educação especial). O processo de intervenção varia de acordo com a dificuldade e as necessidades do indivíduo. O foco do trabalho interventivo deve ser fortalecer o processamento fonológico da pessoa com dislexia.

O Instituto ABCD recomenda a alfabetização estruturada que foque habilidades específicas que o disléxico precisa adquirir e/ou fortalecer. A pessoa com dislexia se beneficia do ensino explícito, direto, individualizado, multissensorial, sequencial, diagnóstico e preventivo.

CR: Como a Inteligência Artificial pode ajudar os disléxicos?

JA: O principal obstáculo para um disléxico realizar qualquer tarefa sempre terá uma relação direta com a necessidade de haver leitura e escrita para realizá-la, então, tendo isso em vista, utilizar a Inteligência Artificial como ferramenta para criação de conteúdo e de estratégias para facilitar a compreensão leitora – como solicitar resumos, elencar tópicos importantes e explicar com outras palavras – muda completamente o cenário cotidiano de disléxicos, podendo ainda ter conteúdos corrigidos e textos lidos pela IA.

E, para além do universo cotidiano de um disléxco, a IA também pode ser uma peça chave para a identificação precoce dos sinais da dislexia, por meio da análise de padrão de resposta desses indivíduos, facilitando o processo de avaliação e diagnóstico, o que qualificaria uma mudança considerável no cenário atual das pessoas com dislexia, que, segundo pesquisa do Instituto ABCD com a CISCO, demoram 8,6 anos para identificar o transtorno.

Identificar a dislexia de maneira precoce é importante porque o cérebro da criança pequena ainda é mais plástico e isso permite que ela se beneficie mais de uma intervenção. Quanto antes a dislexia for diagnosticada, menores serão a defasagem escolar e os impactos emocionais da criança e é justamente aí que IA pode desempenhar um importante papel.

CR: É necessário acessar algum aplicativo da IA?

JA: Nesse caso vai da escolha de cada indivíduo. O mais comum atualmente é o uso do ChatGPT, que produz e corrige textos rapidamente, funcionalidade muito útil para disléxicos, mas que claro, não descarta a necessidade de checagem das informações ali coletadas.

Para quem busca outras tecnologias, o Instituto ABCD lançou em 2019 o EduEdu, um aplicativo desenvolvido e pensado especialmente para ajudar crianças que enfrentam dificuldades para aprender a ler e escrever. Com uma breve avaliação, o aplicativo identifica as áreas em que a criança precisa de apoio e desenvolve atividades personalizadas para estimulá-las. Além disso, o aplicativo acompanha o seu desenvolvimento, criando novas atividades para o perfil atual de aprendizagem. Com elementos de gamificação, o EduEdu transforma a alfabetização e o reforço escolar em uma experiência interativa e divertida.

CR: Em quanto tempo se obtém resultados com o implemento da inteligência artificial em disléxicos?

JA: Não há dados que apontem essa informação. Mas o uso da IA no cotidiano de um disléxico pode melhorar sua vida desde o primeiro contato.

CR: Atualmente qual é a estatística de quantos disléxicos têm hoje no Brasil ou na Bahia?

JA: A  Associação Internacional de Dislexia (IDA, na sigla em inglês), calcula que haja mais de 700 milhões de pessoas disléxicas no mundo, e estima-se que haja mais de 8 milhões de pessoas com dislexia no Brasil.

CR: Tem alguma instituição em Salvador que pode tratar os disléxicos com essa tecnologia da inteligência artificial?

JA:Em Salvador, existe um grupo de acolhimento que realiza um trabalho excelente junto às famílias. É o DislexBahia. Recomendamos entrar em contato com eles pelo Instagram @dislexbahia.

Juliana Amorina – Diretora Presidente Instituto ABCD
Fonoaudióloga, Mestre em Saúde da Comunicação Humana pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e Especialista em Linguagem com o enfoque na Linguagem Escrita. Juliana já atuou como coordenadora do projeto Individualmente (centro de referência interdisciplinar na avaliação e intervenção de dificuldades e transtornos de aprendizagem) no Instituto Cefac entre 2011 e 2014. Tem experiência na clínica de Fonoaudiologia na área de avaliação e intervenção nos transtornos de linguagem oral e escrita. Iniciou suas atividades no Instituto ABCD em 2010, no projeto Centro de Referência e, em julho de 2018 assumiu o cargo de Diretora Presidente.

Sobre o Instituto ABCD

O Instituto ABCD é uma organização social sem fins lucrativos que se dedica, desde 2009, a gerar, promover e divulgar conhecimentos que tenham impacto positivo na vida de brasileiros com dislexia e outros transtornos de aprendizagem, com o objetivo de garantir que todos tenham sucesso na escola, na escola, no trabalho e na vida.Com mais de 2 milhões de downloads, o aplicativo do Instituto ABCD, o EduEdu, já se consolidou como uma solução tecnológica acessível para apoiar a alfabetização de crianças dos anos finais da educação infantil (4 e 5 anos de idade), e do 1º ao 3º ano do ensino fundamental.

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