Ir para o conteúdo
  • Envelhescência
  • Ribalta
    • Música
    • Teatro
    • Circo
    • Dança
    • Agenda
  • Planeta
    • Saia de Casa
    • Natureza
    • Bichos
  • Palavras
    • Literatura
    • História e Patrimônio
    • Educação
    • Balbúrdia
  • Tela
    • Audiovisual
    • Artes Visuais
    • Decoração
  • Banquete
    • Comida
    • Bebida
  • Atitude
    • Beleza
    • Moda
    • Comportamento
  • Vitalidade
    • Saúde
    • Bem Estar
  • Envelhescência
  • Ribalta
    • Música
    • Teatro
    • Circo
    • Dança
    • Agenda
  • Planeta
    • Saia de Casa
    • Natureza
    • Bichos
  • Palavras
    • Literatura
    • História e Patrimônio
    • Educação
    • Balbúrdia
  • Tela
    • Audiovisual
    • Artes Visuais
    • Decoração
  • Banquete
    • Comida
    • Bebida
  • Atitude
    • Beleza
    • Moda
    • Comportamento
  • Vitalidade
    • Saúde
    • Bem Estar
Facebook Instagram

Epidemia silenciosa. Especialistas alertam para aumento da Doença Hepática Esteatótica

  • Destaque 1-vitalidade, Saúde, Sub-Editoria Vitalidade, Vitalidade
  • 2025-10-30
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Inflamação e fibrose do fígado levam à MASLD; atividade física e boa alimentação são opções para evitar o problema

A esteatose hepática, hoje renomeada como Doença Hepática Esteatótica Associada à Disfunção Metabólica (MASLD), já atinge cerca de 30% da população mundial e, segundo estimativas médicas, deve se tornar a principal causa de transplante de fígado até 2030, segundo publicação americana na Jama Network Open. A condição, que até pouco tempo era considerada benigna, vem preocupando especialistas pelo potencial de evolução silenciosa e grave.

De acordo com o hepatologista do Hospital Universitário Cajuru, Jean Tafarel, a doença é caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado, geralmente associado à síndrome metabólica, que inclui obesidade, diabetes, colesterol elevado e hipertensão arterial. “O grande problema da MASLD é que ela evolui de forma silenciosa. O fígado sofre em silêncio, e muitas vezes o diagnóstico só acontece quando já há inflamação ou fibrose”, observa o médico.

A mudança de nomenclatura, de “esteatose hepática não alcoólica” para “MASLD”, reflete o entendimento mais moderno da medicina: a doença está diretamente ligada a distúrbios metabólicos e não apenas ao consumo de álcool.

Evolução e riscos

A MASLD pode se manifestar de duas formas: uma mais simples, em que há apenas o acúmulo de gordura, e outra mais grave, a esteatohepatite, em que ocorre inflamação e cicatrização do fígado (fibrose). A fibrose é classificada em níveis de F0 a F4, sendo F4 equivalente à cirrose hepática. “O normal é o fígado ter zero de fibrose. Quando a gordura começa a agredir as células, elas são substituídas por cicatrizes. Essa sequência de lesões pode evoluir para cirrose e até levar à necessidade de transplante do órgão”, explica o especialista.

Embora nem todos os pacientes com esteatose desenvolvam fibrose, os números são expressivos: entre os que apresentam gordura no fígado, cerca de 30% evoluem para inflamação e fibrose, e aproximadamente 15% chegam à cirrose. Na América Latina, a prevalência é ainda maior, alcançando até 45% da população.

Novos tratamentos

O avanço da ciência tem trazido esperança para pacientes com esteatose e fibrose, especialmente a partir do estágio F2. No ano passado, um medicamento aprovado nos Estados Unidos conseguiu reduzir a inflamação e a fibrose em parte dos pacientes, mas ainda não está disponível no Brasil.

Já a semaglutida — canetas originalmente usadas no tratamento da obesidade e do diabetes, que já estão disponíveis no Brasil — mostrou resultados promissores em estudos com pacientes com MASLD e fibrose. Utilizada na dose de 2,4 mg, reduziu significativamente o acúmulo de gordura e a inflamação hepática. Outro fármaco em investigação é a tirzepatida, que também apresenta potencial para melhora no perfil hepático de pacientes com inflamação e fibrose.

“Essas novas terapias são animadoras, mas ainda é preciso acompanhamento rigoroso e mais estudos. O principal tratamento continua sendo o controle das causas: obesidade, diabetes e sedentarismo”, destaca Tafarel. “Manter a pressão arterial, o açúcar no sangue e o colesterol sob controle, aliado à prática regular de atividade física — ao menos 150 minutos por semana — é essencial para evitar a progressão da doença”, acrescenta o hepatologista.

O especialista também alerta que não existe limite seguro para o consumo de álcool em pessoas com esteatose hepática. “Não adianta cuidar da hipertensão, do diabetes e esquecer de cortar a bebida alcoólica. O fígado não é um órgão isolado — ele faz parte de um organismo inteiro, e só quando olhamos o paciente como um todo conseguimos alcançar melhores resultados.”

Diagnóstico precoce é fundamental

Como a doença não manifesta sintomas, o diagnóstico depende da atenção médica e da realização de exames de imagem, como o ultrassom de abdômen. Pacientes com fatores de risco — obesidade, diabetes, hipertensão e colesterol alterado — devem ser avaliados periodicamente. “Durante muito tempo se acreditou que a esteatose não traria consequências sérias, mas hoje sabemos que pode evoluir para cirrose e até para câncer de fígado. O cuidado preventivo é essencial”, conclui o médico.

Relacionado

Gostou do conteúdo?
Compartilhe:

PrevAnteriorSesc Pelourinho reúne linguagens artísticas em programação intensa durante novembro
PróximoCantora baiana Mariane Reis lança clipe “Samba na Alma”, já coroado com prêmio internacionalNext
Picture of Iven

Iven

Postagens Recentes

Desfile da Louis Vuitton na Semana de Moda de Paris reúne celebridades

10 de março de 2026

63% dos brasileiros encaram a limpeza de casa como forma de terapia, estima levantamento

10 de março de 2026

Entenda como a atividade física é essencial para o tratamento de mulheres com fibromialgia

10 de março de 2026

Hospital Municipal conquista certificação internacional máxima no atendimento ao AVC

10 de março de 2026
Ver mais

Jornalista que gosta muito do que faz e que quer dar espaço para quem quer mudar o mundo para melhor.

Icon-facebook Instagram

Postagens Recentes

Desfile da Louis Vuitton na Semana de Moda de Paris reúne celebridades

63% dos brasileiros encaram a limpeza de casa como forma de terapia, estima levantamento

Entenda como a atividade física é essencial para o tratamento de mulheres com fibromialgia

Conheça Doris e Equipe

Copyright © 2023. Todos os direitos reservados.

  • Política e Privacidade
  • Contato
  • Anuncie aqui