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É científico! Em tempos de burnout, ouvir música clássica traz equilíbrio ao dia a dia

  • Destaque 1, Saúde, Sub-Editoria Vitalidade, Vitalidade
  • 2025-08-13
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Com mais de 19 milhões de brasileiros enfrentando transtornos de ansiedade, o maior número do mundo, segundo a OMS, cresce a urgência por soluções acessíveis para a saúde mental;

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos mentais relacionados ao trabalho, como o burnout, já afetam mais de 15% dos profissionais globalmente. No Brasil, os números não são menos alarmantes: o país lidera o número de casos de ansiedade em todo o mundo, de acordo com dados recentes da própria OMS.

Diante de um cenário de crescente exaustão coletiva, cresce também o interesse por práticas que promovam saúde mental, como a utilização da música clássica não apenas como arte, mas como uma ferramenta de cuidado psíquico.

Idealizador do Guia dos Clássicos, projeto que aproxima o repertório erudito da vida cotidiana, Rafael Fonseca aposta no poder transformador da escuta ativa. “Em tempos em que o ritmo acelerado e a pressão constante desgastam a mente, a música clássica oferece uma pausa estruturada, um momento para reorganizar o pensamento e a emoção”, afirma.

Estudos científicos reforçam esse olhar. Um relatório da British Academy of Sound Therapy mostra que poucos minutos ouvindo música clássica são suficientes para reduzir os níveis de cortisol (o hormônio do estresse) e diminuir a frequência cardíaca. Já pesquisadores da University of Helsinki identificaram melhorias significativas na concentração e na memória entre os ouvintes habituais desse repertório.

Além dos dados que apontam os benefícios da música clássica para a saúde mental, histórias reais ajudam a dar dimensão emocional a essa influência. Entre elas está a do empresário e livreiro Marcus Gasparian, da tradicional Livraria Argumento, que reviveu um conselho marcante recebido na infância:

“Quando eu tinha uns 10 anos, meu avô materno, italiano de nascimento, que veio ao Brasil ainda pequeno e era uma rocha de espírito, me falou um dia: ‘Marcus, se algum dia na sua vida, você se sentir totalmente desamparado, desiludido e desanimado com a vida, a ponto de pensar em colocar um fim a ela, ponha um disco de música clássica na vitrola e ouça os dois lados’. Aquilo me impressionou demais, pois nunca tinha passado pela minha cabeça que pudesse haver uma tristeza tão profunda.” Décadas depois, durante a pandemia, Marcus reviveu esse momento como uma âncora em meio às incertezas:

“Quando passamos pela pandemia, o meu nível de dúvidas sobre o futuro atingiu o nível da adolescência. Mudo de profissão? Vou para o exterior? Volto pra faculdade aos 60 anos? Enfim… E aí descobri que as dúvidas nos fazem ficar mais jovens. Certeza é coisa de velho. Resultado: voltei a ouvir música às alturas (mais rock, confesso) e a fumar maconha. Depois, passou.”

Histórias como a dele se somam à de muitos brasileiros que, ao longo da vida, encontraram na música um ponto de equilíbrio, inclusive em processos de saúde mental. É o caso de Victor Felipe, aluno do projeto Guia dos Clássicos e estudante de psicanálise.

“Fui diagnosticado com transtorno bipolar e esquizofrenia no CAPS da minha cidade e, após anos de tratamento, hoje me considero totalmente curado. Passei mais de sete anos fazendo uso de medicamentos como carbonato de lítio e olanzapina, mas uma das coisas que mais me ajudou nesse processo foi o contato com a música clássica. Ela começou como um hobby, mas se tornou parte essencial da minha recuperação. Hoje sou formado em Psicologia e utilizo a música também com meus pacientes, especialmente porque primeiro precisei cuidar de mim. A música foi, sem dúvida, o melhor remédio que encontrei”, relata Victor Felipe, estudante de psicanálise e aluno do projeto Guia dos Clássicos.

A estrutura da música clássica, marcada por silêncios intencionais, variações harmônicas e desenvolvimento progressivo, cria um ambiente sonoro que estimula a desaceleração e o foco. No Guia dos Clássicos, Rafael propõe um contato mais pessoal e descomplicado com esse universo, mostrando que não é preciso entender partituras para sentir os efeitos. “Não é sobre conhecimento técnico ou formalidades, mas sobre fazer da música uma companhia que ajuda a atravessar momentos de incerteza”, destaca.

Sobre Rafael Fonseca e o Guia dos Clássicos:

Rafael Fonseca é o criador do Guia dos Clássicos, uma plataforma dedicada a tornar a música clássica acessível e relevante para o público contemporâneo. Com quase duas décadas de experiência no cenário musical, Fonseca acredita no poder transformador da música e em como ela pode ser vivida de forma mais humana e consciente. O Guia dos Clássicos propõe uma escuta que vai além do simples ato de ouvir, convidando os ouvintes a se aprofundarem na história e na interpretação das grandes obras da música clássica.

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