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Enterro de idoso pobre, mais um texto super interessante de Ildo Simões 

  • Destaque 2-envelhescência, Envelhescência, Sub-Editoria Envelhescência
  • 2024-04-05
  • Sem comentários
  • 2 minutos de leitura

Por Ildo Simões

Cansado de viver e em plena saúde física e mental, resolvi morrer.
Viúvo, aposentado, com salário mínimo, passei por vários perrengues pra criar os sete filhos. No último filho a mulher morreu de parto e foi difícil segurar a barra. Mas pão não é lembrado, como diz o ditado popular. Passei a viver uma temporada com os filhos que me despachavam a cada semana com a desculpa de que a vida estava pela hora da morte, embora tivesse carro e filhos estudando em Son Palo. Pai, vai passar uns dias com Ernesto enquanto alivia um pouco aqui em casa. Sempre ouvi falar da figuração de enterro de idoso pobre e resolvi passar isto a limpo: morri. Sentinela barata, caixão de terceira comprado em trocentas prestações, buquê de rosa menina e cravo de defunto, fechava com uma meia missa porque o padre tinha outra ‘encomenda’.

Para a encenação levaram-me para a capela do cemitério e o padre desavergonhado era um olho no catecismo e outro no decote da cunhada e sua cruzada de perna, quando trocava o Agnus Dei por Ai Deus me salve! Ali mesmo levado a cafezinho e pinga, começou a briga pela herança: a aposentadoria fica pro meu filho porque meu marido tá desempregado-dizia uma das filhas. -Negativo, fica pra mim que sou viúva desempregada e escola tá muito cara. Um convidado levantou uma importante questão, mas foi ali mesmo resolvida:

– o terreno é de invasão e ninguém tem dinheiro pras despesas na Prefeitura que devem ser mais que o preço do terreno. Até ali nenhum choro, saudade ou lamento pela grande perda, foi quando o último filho a chegar de Son Palo, letrado, formado em Introdução à informática, curso mais comprado no que lhe dava um linguajar modernoso:

– Andei futucando na internete e no zap,zap e descobri que o falecido era uma pessoa muito querida e caridosa, tinha uma poupança no Banco Polista de Investimento pra mais de dezessete conto. O caixão foi reaberto e começou a choradeira. Meu genro abriu a última garrafa de pinga bradando viva o saudoso desfalecente. Minha filha aproveitou e arrancou a alça do soutien aos berros e desmaiou de pernas pro ar deixando à mostra uma tonelada de celulite. A nora que fazia crochê, acertou com o susto a poupança da vizinha que andava de olho em seu marido que reagiu com um catiripapo. O velório era só gritos e desmaios. O padre que já tinha pegado os 100 reais da missa, escafedeu-se sem deixar rastro. Mal dissera e Senhor seja louvado. A zona do ambiente foi aliviando porque os parentes correram ao banco, pra desespero do gerente que desconhecia a tal fortuna. Restaram quatro gatos pingados pra levar o caixão. Durante o trajeto até a cova fiquei pensando no gerente do banco que não achava herança nenhuma.
Como demoraram de cavar a cova rasa, o mágico que me hipnotizou me acordou e conseguiu que os quatro carregadores do defunto sumissem em desabalada carreira, no que aproveitei e dei no pé.

– Realmente enterro de velho pobre só perde pra briga em casa de tolerância.

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