Ir para o conteúdo
  • Envelhescência
  • Ribalta
    • Música
    • Teatro
    • Circo
    • Dança
    • Agenda
  • Planeta
    • Saia de Casa
    • Natureza
    • Bichos
  • Palavras
    • Literatura
    • História e Patrimônio
    • Educação
    • Balbúrdia
  • Tela
    • Audiovisual
    • Artes Visuais
    • Decoração
  • Banquete
    • Comida
    • Bebida
  • Atitude
    • Beleza
    • Moda
    • Comportamento
  • Vitalidade
    • Saúde
    • Bem Estar
  • Envelhescência
  • Ribalta
    • Música
    • Teatro
    • Circo
    • Dança
    • Agenda
  • Planeta
    • Saia de Casa
    • Natureza
    • Bichos
  • Palavras
    • Literatura
    • História e Patrimônio
    • Educação
    • Balbúrdia
  • Tela
    • Audiovisual
    • Artes Visuais
    • Decoração
  • Banquete
    • Comida
    • Bebida
  • Atitude
    • Beleza
    • Moda
    • Comportamento
  • Vitalidade
    • Saúde
    • Bem Estar
Facebook Instagram

Estudo traz esperança para pacientes com câncer de pâncreas não operável

  • Educação, Palavras, Secundário 1, Sub-Editoria Palavras
  • 2025-09-25
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Aplicação de campos elétricos é usado pela primeira vez neste tipo de tumor, com bons resultados

Tumor altamente letal e difícil de tratar ganha nova abordagem terapêutica

O uso de campos elétricos sobre o câncer de pâncreas não operável, aliado à quimioterapia, aumentou a sobrevida global e livre de dor de pacientes com a doença. É o que mostra um estudo norte-americano de fase 31, publicado pela revista da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco). Até hoje, a terapia que utiliza os campos elétricos para impedir a multiplicação de células tumorais se limitava ao tratamento de glioblastomas, um tipo de tumor cerebral. O trabalho trouxe esperança às pessoas com esta enfermidade difícil de tratar — apenas 13% dos pacientes sobrevivem cinco anos após o diagnóstico. 

A pesquisa envolveu 571 adultos com adenocarcinoma, o tumor de pâncreas que responde por 95% dos casos. Todos passaram por sessões de quimioterapia. Mas apenas 50% receberam a aplicação de ondas elétricas. “Comparado a outros tumores, o câncer de pâncreas apresenta poucas opções de tratamento. Por isso, este estudo é muito bem-vindo, principalmente por sugerir uma alternativa sem efeito colateral, como o campo elétrico”, observa a oncologista Ana Carolina Nobre, da Oncologia D’Or.

O diagnóstico do câncer de pâncreas é desafiador, porque os sintomas só aparecem numa fase avançada, quando surgem sinais como icterícia, fadiga, falta de apetite, perda de peso e dores no abdômen e nas costas. A descoberta tardia e o comportamento agressivo fazem do câncer de pâncreas uma enfermidade altamente letal. “Mesmo quando é diagnosticado em sua fase inicial, o tumor pode não ser ressecável, se tiver invadido vasos sanguíneos”, explica a especialista. 

O estudo PANOVA, realizado em 20 países sob a coordenação da Clínica Mayo, acompanhou os pacientes por cinco anos. Passados 12 meses, 68% dos que fizeram a nova terapia estavam vivos, 8% acima do grupo de controle. A sobrevida livre de dor foi de 15 meses nos pacientes submetidos às ondas elétricas, bem superior aos nove meses registrados no outro grupo. 

A doença

O câncer de pâncreas é o 14º tumor mais prevalente no País, sem considerar o câncer de pele não melanoma2. Em 2025, deverão ser diagnosticados 10.980 casos da doença, responsável por 5% das mortes por todos os tipos de câncer no Brasil3. Só entre 2011 e 2020, a taxa de letalidade dessa neoplasia subiu 53,9%, passando de 7.726 para 11.8934. Embora seja mais comum em homens, ela vem crescendo entre as mulheres, passando a figurar entre os dez tipos de câncer mais comuns da população feminina das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. 

O fenômeno não ocorre apenas no Brasil. Um estudo estatístico4 publicado na revista da Associação Médica Americana5 projetou a incidência e a mortalidade por câncer nos Estados Unidos entre 2020 e 2040. A previsão é que, em 17 anos, o câncer de pâncreas será o segundo mais letal, ficando atrás apenas do câncer de pulmão.

A doença tem origem multifatorial, sendo associada ao histórico familiar e fatores externos como obesidade, tabagismo, diabetes e alcoolismo. É mais comum a partir dos 60 anos. Segundo a União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), a incidência aumenta com o avanço da idade. Na faixa dos 40 a 50 anos, são registrados 10 casos a cada 100 mil habitantes. Entre os 80 e os 85 anos, essa proporção sobe para 116 casos a cada 100 mil pessoas. 

As medidas preventivas incluem controlar o peso, praticar atividade física, ter uma dieta rica em frutas, verduras e carnes magras, não fumar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas e alimentos ultraprocessados. Não há exame de rastreio para detectar o câncer de pâncreas de maneira precoce.

Referências

1. Babiker HM et al. PANOVA-3 Study Investigators. Tumor Treating Fields With Gemcitabine and Nab-Paclitaxel for Locally Advanced Pancreatic Adenocarcinoma: Randomized, Open-Label, Pivotal Phase III PANOVA-3 Study. J Clin Oncol. 2025 Jul 20;43(21):2350-2360. doi: 10.1200/JCO-25-00746. Epub 2025 May 31. PMID: 40448572.
2.Instituto Nacional do Câncer (INCA). Disponível em  Link
3. INCA. Disponível em  Link 
4. Anderson Amaral da Fonseca; Marco Antônio Vasconcelos Rêgo. Tendência da Mortalidade por Câncer de Pâncreas em Salvador – Brasil, 1980 a 2012.Revista Brasileira de Cancerologia 2016; 62(1): 9-16. Disponível em  Link 
5. Lola Rahib e al. Estimated Projection of US Cancer Incidence and Death to 2040. JAMA Network Open. 2021;4(4):e214708. doi:10.1001/jamanetworkopen.2021.4708. Disponível em  Link 

Oncologia D’Or

A Oncologia D’Or opera uma rede com mais de 60 clínicas em 12 estados brasileiros e no Distrito Federal. Seu corpo clínico é formado por mais de 500 especialistas em oncologia, radioterapia e hematologia, que, junto às equipes multiprofissionais, entregam um cuidado integral, personalizado e de excelência ao paciente.
 

Em estreita integração com grande parte dos mais de 79 hospitais da Rede D’Or, a instituição proporciona uma experiência assistencial abrangente, combinando terapias avançadas e os modelos mais modernos de medicina integrada, assegurando agilidade, eficiência e segurança em todas as etapas do tratamento oncológico, desde o diagnóstico até a recuperação.

Relacionado

Gostou do conteúdo?
Compartilhe:

PrevAnteriorEncomende Seu Caruru no Temperê, escolha quantidades e receba em casa
PróximoAcademia de Letras da Bahia lembra os 128 anos da Guerra de Canudos com evento aberto ao públicoNext
Picture of Iven

Iven

Postagens Recentes

MEC divulga resultado da segunda chamada do Prouni 2026

3 de março de 2026

Shakespeare? Hemingway? Fitzgerald? IA escolhe melhor escritor da história, e resposta surpreende

3 de março de 2026

A chuva está chegando na Antártica e vai mudar a face do continente gelado

3 de março de 2026

Seu pet está com as vacinas em dia? Saiba o que não pode faltar para o seu cão, gato, coelho ou furão

3 de março de 2026
Ver mais

Jornalista que gosta muito do que faz e que quer dar espaço para quem quer mudar o mundo para melhor.

Icon-facebook Instagram

Postagens Recentes

MEC divulga resultado da segunda chamada do Prouni 2026

Shakespeare? Hemingway? Fitzgerald? IA escolhe melhor escritor da história, e resposta surpreende

A chuva está chegando na Antártica e vai mudar a face do continente gelado

Conheça Doris e Equipe

Copyright © 2023. Todos os direitos reservados.

  • Política e Privacidade
  • Contato
  • Anuncie aqui