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Exposição “Ele é Xangô – Nos Terreiros do Candomblé em Salvador” ocupa a Casa do Benin  

  • Artes Visuais, Destaque 1-tela, Sub-Editoria Tela, Tela
  • 2025-07-28
  • Sem comentários
  • 4 minutos de leitura

Crédito: Carolina Fidelis

Entre o silêncio da esteira e o rufar dos atabaques, entre a luz das velas e o cheiro curador das folhas sagradas, uma exposição se ergue como rito e memória: “Ele é Xangô – Nos Terreiros do Candomblé em Salvador”, do artista visual e fotógrafo Iuri Marc, ocupa a Casa do Benin, em Salvador, a partir das 11h do dia 2 de agosto (sábado) até outubro de 2025. A mostra reúne 23 fotografias em preto e branco, duas instalações de forte carga simbólica, uma ocupação sonora documental e oficinas educativas, que estarão expostos no espaço Tata Somba e no pátio interno, registros visuais que apresentam um pouco o cotidiano ancestral das tradições dos povos de terreiro.

Fruto de um processo de imersão vivido entre 2020 e 2024, o trabalho de Iuri Marc transita entre a arte e a devoção. Os trabalhos a serem expostos nascem de uma pesquisa artística e etnográfica a partir das vivências em terreiros de Candomblé – dentre eles, o Ilê Axé Ewé, importante casa de tradição Jeje-Nagô de Salvador. Seu olhar se debruça sobre a presença “vento” dos orixás nos Ilês, em especial Xangô – senhor da justiça e do fogo.

“Ele é Xangô” é mais que exposição: é saudação, reverência e testemunho. Uma escuta visual dos gestos e símbolos que sustentam a cosmologia africana no Brasil. Por meio das fotografias, instalações e ações formativas, o visitante é convidado a partilhar do sagrado, entendendo que cada corpo assentado numa esteira, cada quartinha de água, cada folha manipulada carrega em si a sabedoria ancestral que mantém viva a tradição. A curadoria é de Marcelo Gobatto e Macauly Oliveira.

A esteira como corpo e testemunha

Ao adentrar a exposição, o visitante poderá apreciar seis esteiras de palha que compõem a instalação Corpo-Esteira, uma referência ao conhecido barco de filhos de santo da Mãe Simplícia de Ogum Dequissi, importante Ialorixá da Casa Oxumarê. As esteiras — chamadas também de eni, dicissa ou esteira nagô — são muito mais que objetos rituais: são corpos vivos que acolhem, silenciam, sustentam e iniciam. Sobre elas, os iaôs ajoelham, sonham, renascem. São testemunhas do borí, dos sacrifícios, dos ebós. São o chão sagrado onde o orí/cabeça/mutuê encontra caminho.

Compõem ainda esta instalação, alguidares com pigmentos –  efum, osún e uáji – usados nos corpos dos iaôs/muzenzas/filhos de santo em processos de feitura, além de paramentas de orixás forjadas por um mestre ferreiro baiano. Esta instalação materializa a sabedoria das tecnologias ancestrais africanas. A esteira, aqui, é linguagem e templo: liga o aiyé ao òrun, a terra ao céu.

Na sala Tata Somba, outra instalação acolhe o visitante. Em meio as fotografias, Iuri Marc expõe uma instalação com objetos ressignificados: uma série de moringas com elementos que as associam aos orixás. Feitas de barro, as moringas vestidas com pinturas e tecidos, penas e cabaças, búzios e mariwô, incorporam os Òrìsàs que nos protegem e guiam: Xangô, Ogum, Iansã, Obá, Oxossi, Iemanjá, Oxum, Obaluaê e Oxalá.

Fotografia como gesto e escuta

As 23 imagens da exposição — impressas em tecido e canvas — foram registradas em espaços sagrados como o Ilê Axé Ewé, a Casa do Mensageiro e o Ilê Axé Omin Ijexá Miro. Longe de uma estética folclórica ou voyeurista, as fotografias de Iuri se apresentam como documentos sensíveis da vida litúrgica: não há espetáculo, mas silêncio; não há pose, mas presença.

Os corpos assentados entre quartinhas e velas, os gestos suspensos em transe, os olhares recolhidos e as folhas frescas revelam a filosofia de um povo que mantém viva a ligação entre passado, presente e futuro. Há, em cada fotografia, um tempo ancestral que retorna. Um tempo Sankofa, em que os mortos nunca morrem e os Òrìsà jamais deixam de pisar esta terra que é, ao mesmo tempo, Aiyé e Òrun.

Documentário e oficinas: tradição como saber partilhado

A exposição amplia seu caráter formativo com o ecoar sonoro do documentário “Ele é Xangô! Resistência e Cura nos Terreiros do Candomblé” – que reúne relatos e vivências da Àgbá Dó de Ossain (Ilê Axé Ewé) e Àgbá Nilza de Ogun -(Casa de Oxumarê ) sobre os caminhos de Xangô, Ossain e Ogum. O filme, assinado por Iuri Marc e Junior Mascarenhas pode ser assistido no perfil @iurimarc no Instagram, é uma escuta às memórias das mulheres que guardam e atualizam as tradições nos terreiros de Salvador.

Será realizada ainda durante o período de exposição, a Oficina Folhas Sagradas, que trará fundamentos das folhas, as suas relações com cada orixá, banhos e cânticos do Candomblé, a ser ministrada por Iuri Marc e um “mais velho” de terreiro convidado. Aberta gratuitamente ao público e a estudantes de escolas públicas, a oficina é um momento de partilha de conhecimento e continuidade de saberes. Para mais informações – datas e inscrições, podem ser acompanhadas pelo perfil do artista no Instagram.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.

Sobre o artista

Iuri Marc (Salvador, BA) é fotógrafo, artista visual e estudante de Artes na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Iniciou sua trajetória na fotografia em 2019 com a exposição Brasil Sagrado entre o Orum e Aiyê, e em 2021 lançou o livro AWO – Luzes e Sombras de uma Religião em Trânsito. Em 2024, apresentou a primeira montagem da exposição Ele é Xangô na Galeria Espaço Incomum (FURG/RS). Sua pesquisa cruza arte e liturgia, tratando a imagem como parte dos gestos que preservam o axé e a oralidade dos povos de terreiro.

Serviço
O quê: Exposição Ele é Xangô – Nos Terreiros do Candomblé em Salvador, do fotógrafo e artista visual Iuri Marc
Quando: a partir das 11h do dia 02 de agosto a outubro de 2025
Onde: Casa do Benin – Rua Pe Agostinho Gomes, 17 | Pelourinho, Salvador (BA)
Horários de Visitação – Terça a Sexta, das 10h às 17h; Sábados, das 09h às 16h

Entrada gratuita

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