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Exposição interativa convida pessoas de todas as idades a explorar novas formas de pensar a cidade

  • Audiovisual, Destaque 3, Sub-Editoria Tela, Tela
  • 2026-01-11
  • Sem comentários
  • 4 minutos de leitura

"Esconderijo", obra de Maxim Malhado. | Crédito: Manuela Cavadas

Uma plataforma que transforma a arte em experiência viva para crianças, jovens e famílias. A Caixa Cultural Salvador recebe a exposição interativa “Lugar Nenhum é Logo Ali”, com entrada gratuita durante o verão na capital baiana. A exposição faz parte do PLAY Festival e reúne obras que podem ser observadas de perto, exploradas com o corpo, investigadas com curiosidade e usadas como ponto de partida para imaginar novas formas de viver e habitar a cidade.

Voltado para infâncias e juventudes, o PLAY propõe um encontro lúdico com a arte contemporânea por meio de atividades que estimulam a descoberta, sensibilidade e criatividade. As crianças e pessoas de todas as idades são convidadas a caminhar pelo espaço e interagir com obras instaladas no chão, nas paredes e no espaço, criando percursos que estimulam o olhar por diferentes ângulos: de cima, de perto, de lado, caminhando ou até se abaixando para descobrir detalhes. 

A exposição tem visitação gratuita e foi pensada para que famílias possam viver a arte juntas, criando conexões afetivas enquanto descobrem novos jeitos de olhar para o mundo. O horário de funcionamento da Caixa Cultural Salvador é de terça a domingo, das 9h às 17h30.

Participam da mostra Vik Muniz, Marepe, Milena Ferreira, Mano Penalva, Laís Machado e Maxim Malhado, com obras inéditas criadas especialmente para esta edição ao lado de trabalhos emblemáticos de suas trajetórias. O diálogo entre diferentes gerações e linguagens artísticas amplia o olhar sobre o cotidiano urbano e seus modos de ver o mundo.

A exposição reúne 18 obras, sendo quatro delas inéditas, que convidam o público a percorrer um território sensorial e simbólico em que cada trabalho propõe uma nova forma de habitar o espaço e de pensar a cidade. Vik Muniz, reconhecido mundialmente por transformar materiais ordinários em imagens extraordinárias, recria imagens conhecidas a partir de materiais inusitados, provocando deslocamentos entre o real e a representação. Marepe, por sua vez, parte do cotidiano do interior da Bahia para criar artefatos poéticos que misturam humor, afeto e crítica social. Enquanto Mano Penalva constrói narrativas visuais a partir da cultura material e do comércio popular, reorganizando objetos e símbolos da vida urbana em novas composições.

Milena Ferreira mergulha nas gravuras e ruínas como lugares de memória, criando instalações e esculturas que evocam o tempo e o pertencimento, como espaço de memória e reconstrução da coletividade. Laís Machado, artista transdisciplinar cuja prática atravessa corpo e performance, propõe experiências imersivas de presença e escuta coletiva, convidando o público a participar de pactos poéticos de memória e intimidade. Já Maxim Malhado traz a força simbólica de suas esculturas e objetos feitos de madeira, palha e linha, materiais que carregam rastros de uso e de vida, transformando a simplicidade em potência simbólica.

Como plataforma que articula arte e educação por meio da experimentação e da reflexão, o Play propõe expandir sua atuação para além do espaço expositivo, com uma programação transversal que conecta diferentes territórios da cidade. Oficinas, ações formativas e atividades públicas desdobram as experiências inauguradas pela exposição, ampliando o alcance de suas propostas e encontros.

Com mais de duas décadas de atuação nos campos da arte e da cultura, Tathiana Lopes aprofunda, nesta curadoria, uma pesquisa sobre a cidade educadora, que transita entre arte contemporânea, espaços urbanos e práticas coletivas.

“Convidei artistas de diferentes gerações e com vivências distintas da cidade de Salvador. Suas obras, algumas emblemáticas e outras criadas especialmente para esta edição, convidam a uma interação direta e lúdica com o público. São instalações com diferentes texturas, materiais e objetos cotidianos que propõem que pessoas de todas as idades circulem, interajam e brinquem pelo espaço expositivo. E, como coautores dessa experiência, se sintam provocados pelos questionamentos que esses trabalhos levantam — as tensões entre espaço público e privado, realidade e ilusão, presença e ausência — para refletir e imaginar outras formas de pensar e ocupar a cidade”, afirma a curadora.

Sobre a curadora:
Tathiana Lopes é curadora independente, diretora artística, especialista em cultura, educação e comunicação. Sua pesquisa é permeada pelas premissas e conceitos de Cidade Educadora, Educação Integral e Arte como dispositivo de educação e transformação social. É fundadora e diretora criativa da Cardápio de Ideias, que assina a realização do Play Festival.

Desenvolveu e realizou projetos com parceria de empresas e instituições como British Council, Institut Français, Goethe Institut, Instituto Serrapilheira, Coca Cola, O Globo, Ambev, Oi Futuro, Petrobrás, RedBull, Natura, Asics, Heineken, Localiza, Google, entre outras.

É responsável pela criação, desenvolvimento e realização de projetos como Ping Festival de Cultura, Arte e Educação;  Festival Novas Frequências, Festival Mais Performance, Projeto Paisagem, Shakespeare House, entre outros. Foi mentora do Rio de Encontros, do Percursos Formativos do Museu de Arte do Rio e do Hiper Museus. Cocriou o curso de produção de festivais para a plataforma Coliga, da Fundação Roberto Marinho. É parte do conselho da Escola Vidigal.

Sobre o Play:

Pensando as infâncias e juventudes de maneira diversa, inclusiva e participativa, o Play é uma Plataforma Livre de Acesso às Artes, de impacto sociocultural, que através das múltiplas linguagens e expressões artísticas, deseja ampliar percepções sobre educação a partir da cidade e suas diversidades.

Estimulando a reflexão e a experimentação através de instalações e intervenções artísticas, performances, residências, oficinas e diálogos, que explorem diferentes experiências estéticas nas artes visuais e performáticas, oferecendo um espaço de conhecimento, troca e intercâmbio artístico, cultural e territorial.

Criado como um projeto de circulação nacional, o Play busca mobilizar e articular diferentes territorialidades urbanas, mapeando instituições culturais, escolas, artistas, educadores e lideranças locais em cada cidade que o recebe. Sua proposta é construir cada edição a partir da cidade e de seus atores sociais, fortalecendo vínculos entre arte, educação e território.

O Play edição Salvador é realizado pela Cardápio de Ideias, conta com patrocínio da Caixa Cultural e Governo Federal, apoio cultural da TVE e Rádio Educadora, e apoio do Estúdio Cru.

SERVIÇO
[Artes Visuais] CAIXA Cultural Salvador apresenta Play Festival
Exposição “Lugar Nenhum é Logo Ali”
Local: Caixa Cultural Salvador – Rua Carlos Gomes, 57, Centro
Período: 14 de novembro de 2025 a 8 de fevereiro de 2026

Visitação: terça a domingo, das 9h às 17h30

Classificação indicativa: Livre

Entrada gratuita

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