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O que fazer com filhos exigentes e ingratos? Será que tem jeito?

  • Atitude, Comportamento, Destaque 1, Sub-Editoria Atitude
  • 2025-08-07
  • Sem comentários
  • 4 minutos de leitura

Por Yafit Laniado

Gratidão é uma palavra que está muito em moda. As pessoas estão a usando para substituir o “obrigado nosso de cada dia”, ao final de frases, posts e mensagens de whatsapp. Contudo, as palavras, assim como as cores, têm gradações. E a comparação tem um fundamento.

Assim como o suave azul pastel transmite uma sensação e um estímulo diferente do azul royal mais vibrante, o obrigado é uma forma de agradecimento pontual, uma palavra que deve ser dita sempre que alguém faz alguma coisa em nosso favor, seja nos servir um copo d’água, abrir a porta do elevador, até nos ajudar a conseguir um emprego, por exemplo. Já gratidão é um sentimento profundo e que pode se manifestar de formas infinitas, inclusive ao dizermos um simples obrigado.

E por que essa diferenciação é importante?

Porque quando banalizamos termos e sentimentos, eles perdem seu real significado, se tornam comuns, sem a devida relevância.

Nesse sentido, existe uma grande diferença entre ensinar nossos filhos a agradecerem dizendo obrigado e a realmente se sentirem gratos. Agradecer é uma atitude, ser grato é um sentimento. E ambos são fundamentais para a construção da nossa índole.

Muita gente deve ter ouvido de seus pais – assim como eu – que existem três palavrinhas mágicas capazes de fazer quase tudo: “por favor”, “obrigado” e “desculpe”. No entanto, essas palavras mágicas de ontem foram esquecidas e substituídas.

“Eu quero”, “todos os meus amigos têm” e “eu te odeio”, parecem ser as frases encantadas das crianças de hoje. Infelizmente, elas recebem cada vez mais e reconhecem o esforço de seus pais cada vez menos.

Surge a questão: Por que será que estamos criando filhos incapazes de dizer obrigado e/ou sentirem gratidão mesmo quando dizem obrigado?

Basicamente, a resposta está diretamente relacionada à prioridade dos pais, que vem mudando de geração em geração com a melhora da qualidade de vida, com a diminuição da mortalidade infantil e a autoindulgência.

O psicólogo e escritor Rossandro Klinjey exemplifica muito bem essa transição. Ele diz que a missão da geração dos pais na virada do século 19 para o século 20 era a sobrevivência dos filhos. A prioridade era mantê-los vivos. Na geração seguinte, a missão dos pais era alfabetizar os filhos, uma vez que muitos deles não sabiam nem escrever o próprio nome. A prioridade era uma educação mínima.

Na sequência chegam os pais que têm como sonho e missão ver seus filhos formados em uma faculdade, já que muitos não tiveram essa oportunidade. A prioridade era uma formação que lhes permitisse uma ascensão social.

Chegamos na geração atual e a provocação que faço é: como você completaria a frase: “Como pais, o mais importante para vocês é que a criança seja…”

A palavra FELIZ se forma na cabeça e nos lábios de esmagadora maioria dos pais. Sim, a prioridade da atual geração de pais é fazer seus filhos felizes.

Estamos dispostos a fazer tudo ou quase tudo para que nossos filhos se sintam felizes e satisfeitos, e é claro que temos a melhor das intenções.

No entanto, ao satisfazer todos ou quase todos os desejos dos nossos pequenos, estamos privando-os de lidar com frustrações e de lutar para conseguirem o que querem.

Queridos pais e mães, a frase a seguir até pode soar chocante, mas é necessária: não está em nossas mãos fazermos nossos filhos felizes, portanto essa não pode ser nossa prioridade.

A felicidade plena e permanente é uma meta inatingível, incompatível com a vida, que é feita de altos e baixos. Momentos felizes, sim, todos buscamos vivenciar e colecionar. E para cada indivíduo, esses momentos assumem diferentes formas.

A prioridade desta geração de pais – assim como foram as prioridades das gerações anteriores – seria preparar nossos filhos para a vida adulta com as melhores ferramentas internas que formos capazes de lhes dar. Nossos filhos são nossos maiores tesouros, e como todas as coisas preciosas, não devem ocupar o centro da nossa vida.

Ao entender que são parte integrante e indissociável da vida dos pais, mas não a única e exclusiva preocupação e ocupação deles, as crianças passam a ser menos exigentes e a desempenhar tarefas para contribuir na vida familiar.

Sentir que tudo gira em torno deles e que eles são mais importantes que os próprios pais, lhes dá um poder que na realidade não têm e com o qual não sabem lidar. Se tornam pequenos tiranos, exigentes e incapazes de demonstrar gratidão.

Crianças aprendem pelo exemplo, mais do que por palavras. Se os pais sentem gratidão verdadeiramente pelos próprios pais, pelos amigos e por Deus – seus filhos serão capazes de perceber, assimilar e sentir gratidão.
 

*Yafit Laniado
Psicóloga e hipnoterapeuta, criadora da Relacionamentoria, consultoria especializada no relacionamento entre pais e filhos

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