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Você é da “geração sanduíche”? Cuida dos filhos e dos pais e do resto todo?

  • Atitude, Comportamento, Secundário 1, Sub-Editoria Atitude
  • 2025-10-01
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Entre 30 e 59 anos, milhares de brasileiros enfrentam a sobrecarga de equilibrar carreira, filhos e pais idosos

Eles são conhecidos como geração sanduíche: adultos que vivem simultaneamente a responsabilidade de criar filhos e cuidar de pais idosos, enquanto lidam com carreira, vida pessoal e obrigações financeiras. Com o Dia do Idoso chegando (1º de outubro), é preciso discutir como esse duplo cuidado, muitas vezes invisível, coloca sobre os ombros desses homens e mulheres uma pressão intensa que pode impactar a saúde mental, emocional e física.

Segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre), existem 955 mil chefes de família ou cônjuges entre 35 e 49 anos vivendo em lares com filhos até 24 anos e idosos com 65 anos ou mais (dados de 2023). A maior parte desses adultos, 60,2%, é formada por mulheres. Isso sem contar as famílias nas quais os idosos não vivem no mesmo lar, mas demandam atenção e cuidados constantes.

O estresse constante e a sensação de culpa por não conseguir dar conta de todas as demandas podem gerar ansiedade, depressão, insônia e até burnout. “Esse é um problema sério: cuidar de filhos e dos pais que já são idosos e ainda trabalhar e fazer todas as outras atividades da vida é uma conta que não fecha”, diz Danielle Admoni, psiquiatra geral e psiquiatra da infância e adolescência, supervisora na residência de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM) e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).


Mulheres tendem a sentir ainda mais a sobrecarga, já que, culturalmente, ainda assumem maior parte das tarefas de cuidado no Brasil. O resultado é um ciclo de estresse crônico que compromete tanto o bem-estar quanto as relações familiares. Existe até uma condição chamada “estresse do cuidador”, que acontece quando a pessoa que cuida de alguém doente ou que demanda muita atenção acaba adoecendo também e deixando suas necessidades dela de lado para cuidar do outro.Para a psiquiatra Danielle Admoni, é importante que o cuidador tenha um momento para si, pratique um hobby ou uma atividade física para que ela não vá “enlouquecendo” nesse dia a dia exaustivo. “Muitas vezes, nas famílias, um filho fica sobrecarregado no cuidado com os pais, quando existem outros irmãos que poderiam colaborar. É preciso dividir a carga, pedir ajuda e delegar tarefas”, diz.

Cuidar de todos sem se perder de si
Especialistas recomendam estratégias como planejamento, divisão de tarefas e fortalecimento da rede de apoio entre familiares e amigos. O autocuidado também é essencial: incluir na rotina momentos de lazer, prática de exercícios físicos e sono adequado pode ajudar a reduzir o estresse. O acompanhamento psicológico surge como aliado importante para enfrentar sentimentos de culpa e sobrecarga.

O papel do poder público
O desafio, no entanto, não deve recair apenas sobre os indivíduos. É necessário cobrar do poder público políticas que ofereçam suporte às famílias, como escolas em tempo integral, centros esportivos, culturais e sociais para crianças, além de espaços de convivência e cuidado para idosos. Essas iniciativas ajudam a reduzir a sobrecarga das famílias e promovem qualidade de vida para todas as gerações.

No fim, a geração sanduíche enfrenta o dilema de cuidar de todos sem se esquecer de si mesma. Reconhecer a sobrecarga e procurar tanto suporte institucional quanto encontrar outras redes de apoio dentro da própria família e comunidade são medidas fundamentais para garantir equilíbrio emocional e qualidade de vida a quem vive nessa posição desafiadora.

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