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Mary del Priore vai apresentar série sobre o povo e seus costumes

  • Audiovisual, Destaque 1-tela, Sub-Editoria Tela, Tela
  • 2024-02-16
  • Sem comentários
  • 6 minutos de leitura

A historiadora e escritora Mary del Priore em ‘Histórias da Gente Brasileira’ (Crédito: Divulgação/Curta!)

Baseada na coleção de livros homônima, a série inédita “Histórias da Gente Brasileira” estreia com exclusividade no Curta! e no CurtaOn – Clube de Documentários. Em 26 episódios apresentados pela historiadora Mary del Priore, autora das obras literárias, a produção se propõe a olhar através das entrelinhas do nosso passado para contar, de maneira diferente da historiografia oficial, a história do Brasil e falar de sua gente e de seus hábitos. Entres os temas comentados estarão ‘Selvagem, quem?”, “Trabalho e açúcar”, “Asseio”, “Desejo”, “Paladar”, “Infância” e “Moléstias”. 

Dirigida por Beca Furtado, a série se desenvolve de forma cronológica começando a partir da expedição de Pedro Álvares Cabral — portanto, na era colonial —, passando pelo Império e chegando até a República. Ao longo dos episódios, outros historiadores e demais especialistas, além de Del Priori, vão apresentando curiosidades, visões de mundo de outras épocas e reflexões; entre eles, Alberto Mussa, Luiz Antônio Simas, Rodrigo Faour e João Barone. Costurados, esses depoimentos desenvolvem a narrativa de cada episódio, ao lado de performances de atores que ajudam a ilustrar o que está sendo contado.

No primeiro episódio, intitulado “Colônia — Sobrevivência”, a história da gente brasileira é protagonizada pelos indígenas, em contraponto com uma historiografia que costuma colocá-los no posto de coadjuvantes. Del Priore confronta as noções de “descobrimento” versus “invasão”: “Os colonizadores sonhavam com riquezas (…), pedras preciosas, sedas, chás e especiarias. Imaginavam cidades de ouro e prata, mas temiam também só encontrar doença, fome e morte. Para os indígenas, se manterem vivos foi tarefa ainda mais árdua e luta necessária”. Os depoentes continuam a conduzir a reflexão: “Foi um tremendo impacto a médio prazo sobre as culturas tradicionais. Em prazo menor, foi uma tragédia demográfica por causa das gripes, da varíola…”, ressalta o historiador e professor Ronaldo Vainfas. 

Além de falar sobre os primeiros anos de colonização, desde a chegada das primeiras caravelas até o trabalho de catequização feito pelos jesuítas, o episódio também mostra que o passado produz impactos no presente — formando, assim, a história da nossa gente. “Quando a gente vê alguns indígenas adentrando no mundo da política, a gente fica feliz de ver que agora, talvez, a gente consiga abrir a porta pelo lado de dentro. Porque até agora a gente teve que ficar batendo na porta pelo lado de fora, e quem estava do lado de dentro resolvendo se abre ou não é nosso inimigo”, reflete o escritor e ativista indígena Daniel Munduruku, como uma voz representante dos povos originários, profundamente afetados pela chegada dos portugueses. 

“Histórias da Gente Brasileira” é uma produção da Giros viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). A série também pode ser assistida no CurtaOn – Clube de Documentários, streaming disponível no Prime Video Channels — da Amazon —, na Claro TV+ e no site oficial da plataforma. A estreia no Curta! é no dia temático Sexta de História e Sociedade, 23 de janeiro, às 23h30.

Relação entre memória e oralidade é discutida em novo episódio de “A Persistência da Memória”

No quinto episódio da série “A Persistência da Memória”, inédita e exclusiva do Curta!, especialistas de diferentes áreas analisam memória e oralidade sob diversos pontos de vista. Como ponto de partida, a importância da transmissão oral de religiões, culturas, lendas, ensinamentos, lembranças e histórias de pessoas e famílias.

O historiador Luiz Antônio Simas e o escritor Paulo Lins (de “Cidade de Deus”, 1997; “Desde que o Samba é Samba”, 2012), por exemplo, defendem que a tradição oral das religiões de matriz africana pode servir de fonte para se estudar a história do Rio de Janeiro. A série debate, ainda, o papel da memória em manifestações culturais focadas na oralidade – como o caso dos repentistas e da prática do improviso – e a potência da memória como geradora de reflexão, ideia defendida pelo filósofo e líder indígena Ailton Krenak.

Krenak ressalta outro ponto a ser discutido: memórias apagadas ou perdidas com os idiomas extintos de etnias indígenas dizimadas e toda a cultura e visões de mundo que também se vão. Em seguida, a produção apresenta os trabalhos focados na memória oral, como a rádio virtual Yandê — que busca praticar a “etnomídia”, dando espaço para a troca de memórias orais indígenas, muitas delas em suas línguas originais — e do Museu da Pessoa, que registra e legitima histórias de gente comum, sobretudo de indivíduos cujas trajetórias de vida não entram na historiografia oficial. 

Dirigida por Paola Vieira, a partir de argumento de Bráulio Tavares, a série conta com 13 episódios. Além de “Memória e Oralidade”, os outros capítulos discutem os seguintes temas: “As Primeiras Memórias”; “O Funcionamento da Memória”; “Memórias e Traumas”, “Memória e Imaginação”; “Memória e Oralidade”; “Memória dos Saberes e Fazeres”; “Memórias das Artes Visuais”; “Memória e História”; “Memórias Oficiais”; “Memórias Audiovisuais”; “Memórias Digitais”; “Os Apagamentos de Memória” e “O Labirinto da Memória”.

“A Persistência da Memória” é uma produção da Luni Áudio e Vídeo viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). A série também pode ser assistida no CurtaOn – Clube de Documentários, streaming disponível no Prime Video Channels — da Amazon —, na Claro TV+ e no site oficial da plataforma. A estreia do episódio no Curta! é no dia temático Quintas do Pensamento, 22 de fevereiro, às 23h30.

Segundas da Música – 19/02

22h30 – “Com a Palavra, Arnaldo Antunes” (Documentário)
Um documentário autobiográfico sobre o papel que a palavra, a música e a imagem ocupam na obra de Arnaldo Antunes. De sua origem como poeta ao sucesso como cantor e compositor, o artista revisita os momentos mais marcantes de sua carreira. Duração: 80 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 20 de fevereiro, terça-feira, às 02h30 e 16h30; 21 de fevereiro, quarta-feira, às 10h30; 24 de fevereiro, sábado, às 16h; 25 de fevereiro, domingo, 22h30.

Terças das Artes – 20/02

22h – “A Última Vanguarda” (Documentário)

Nos anos 50 e 60, a cidade de Salvador passava por uma série de transformações que marcariam sua história cultural e a de todo o país. O motor principal foram as experiências ocorridas na UFBA, a partir dos investimentos culturais do reitor Edgard Santos que, somados à cultura boêmia e à vanguarda intelectual europeia, geraram uma nova leva de intelectuais e criadores cujas obras permanecem até hoje instigantes e inovadoras. Direção: Peu Lima. Duração: 100 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 21 de fevereiro,quarta-feira, às 2h e às 16h; 22 de fevereiro, quinta-feira, às 10h; 24 de fevereiro, sábado, às 14h10; 25 de fevereiro, domingo, às 20h35.

Quartas de Cena e Cinema – 21/02

21h30 – “Na Ilha” (Documentário)

“Na Ilha” é um documentário imersivo no processo de montagem de filmes. Vinte montadores do cinema brasileiro expõem as nuances dessa arte, seus segredos e processos. Com o cinema digital, muitos trabalham em suas casas ou escritórios, locais onde os filmes ganham sua forma final e suas narrativas são construídas. Tudo pode mudar até o último minuto. O documentário mostra as escolhas e os métodos desses montadores e faz um panorama do cinema brasileiro. Diretor: Julia Bernstein e Vinícius Nascimento. Duração: 75min. Classificação: 12 anos. Horários alternativos: 22 de fevereiro, quinta-feira, às 1h30 e 15h30; 23 de fevereiro, sexta-feira, às 09h30.

Quintas do Pensamento – 22/02

23h30 – “A Persistência da Memória” (Série) – Ep.: “Memória e Oralidade” – INÉDITO

Cultura oral como fonte primordial de aquisição de conhecimento e de memória. A memória oral vs. a escrita. A memória ancestral. As línguas perdidas. O registro e a preservação de histórias orais. A oralidade da palavra como base da literatura. Repentistas, cantadores. Casos de registros de memórias orais: Radio Yandê e Museu da Pessoa. Direção: Paola Vieira. Duração: 26 min. Classificação: A Livre. Horários alternativos: 23 de fevereiro, sexta-feira, às 3h30 e às 17h30; 24 de fevereiro, sábado, às 20h30; 25 de fevereiro, domingo, às 12h.

Sextas de História e Sociedade – 23/02

23h30 – “Histórias da Gente Brasileira” (Série) – Episódio: “Colônia – Sobrevivência” – INÉDITO

A ideia do Brasil primitivo como um paraíso, “terra onde tudo o que se planta, dá”, é controversa. No primeiro século da colonização, já havia quem dissesse que o país não servia para colônia porque era “quente como vulcão e doentio”. Mergulharemos nos comportamentos e dinâmicas dos primórdios do período colonial, revelando seus constantes perigos. Direção: Beca Furtado. Duração: 26 min. Classificação: A Livre. Horários alternativos: 24 de fevereiro, sábado, às 03h30 e às 11h; 25 de fevereiro, domingo, às 18h; 26 de fevereiro, segunda-feira, 17h30; 27 de fevereiro, terça-feira, às 11h30.

Sábado – 24/02

22h – “Paulo César Pinheiro – Letra e Alma”

Poeta, escritor, compositor e referência incontestável da rica produção cultural brasileira, Paulo César Pinheiro fala sobre suas origens, referências literárias, seu encontro com a poesia e o que lhe deu “régua e compasso”. Autor de vasta e rica produção, entre músicas, livros, peças teatrais e de parcerias memoráveis, que já atravessam cinco gerações, o poeta não dá sinais de que a genial inspiração possa se esgotar. Duração: 85min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 25 de fevereiro, domingo, às 16h10;

Domingo – 25/02

19h30 – “O Filme Perdido de Nuremberg” (Documentário)

O diretor Jean-Christophe Klotz sai em busca do filme “Nuremberg: Uma Lição Para o Mundo de Hoje”, registro histórico do julgamento de Nuremberg feito pelos irmãos Schulberg. Ele foi retirado de circulação nos Estados Unidos no pós-guerra, por razões geopolíticas, e desapareceu. Klotz conta a história por trás daquele filme e narra o incrível trabalho de busca por evidências dos crimes nazistas levado a cabo por Budd e Stuart Schulberg na Alemanha devastada pela guerra. As evidências encontradas pelos dois foram exibidas no Tribunal de Nuremberg e foram decisivas para a condenação dos criminosos. Foi a primeira vez que uma tela de cinema foi usada num tribunal. Diretora: Jean-Christophe Klotz. Duração: 94 min. Classificação : A 16 anos. Horários alternativos: 26 de fevereiro, segunda-feira, às 15h; 27 de fevereiro, terça-feira, às 09h.

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