De acordo com a Secretaria Nacional do Consumidor, que acompanha esses dados há mais de uma década, foram quase 35 mil queixas registradas em 2025, uma média de quatro por hora. O número evidencia não apenas um pico estatístico, mas um desgaste estrutural na relação entre beneficiários e operadoras.
Para além do volume, o cenário revela um ponto pouco explorado, muitos dos conflitos decorrem de falhas previsíveis de comunicação, negativas de cobertura, atrasos em reembolsos e problemas na gestão da jornada do paciente, questões que poderiam ser mitigadas com tecnologia, inteligência de dados e gestão ativa por parte das empresas contratantes.
Os principais problemas estão relacionados a negativas de cobertura e atrasos no reembolso. Em 95% dos casos, os consumidores tentaram resolver a situação diretamente com as operadoras. Os dados da Senacom mostram que 76% das reclamações foram solucionadas em poucos dias.
A Agência de Saúde Suplementar, que fiscaliza o setor, pede aos consumidores que cobrem cada vez mais os seus direitos.














