Pesquisadores da Universidade da Califórnia identificaram a proteína FTL1 como fator-chave no envelhecimento do hipocampo; descoberta pode revolucionar os estudos sobre memória e cognição, avalia o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela
Um estudo publicado na revista científica Nature Aging identificou a proteína FTL1 como um elemento central no processo de envelhecimento cerebral, especialmente no hipocampo, região responsável pela memória e pelo aprendizado.
A pesquisa, que foi conduzida por cientistas da Universidade da Califórnia, mostrou que níveis elevados da proteína estão relacionados à perda de conexões neuronais e ao declínio cognitivo.
Para compreender sua ação, os pesquisadores manipularam geneticamente camundongos. Quando jovens passaram a produzir mais FTL1, desenvolveram sinais típicos da velhice. Por outro lado, ao reduzir essa proteína em animais idosos, houve aumento de conexões entre neurônios, com melhora em aspectos ligados à juventude cerebral.
Impactos na ciência do envelhecimento
O Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, explica que a descoberta reforça a compreensão de que o envelhecimento não deve ser visto apenas como um processo inevitável, mas também como resultado de alterações moleculares específicas.
“Esse achado nos mostra que há mecanismos concretos no cérebro que aceleram ou atenuam o envelhecimento. Se conseguimos identificar proteínas como a FTL1 e entender seus efeitos, abrimos espaço para terapias que podem retardar ou até reverter perdas cognitivas associadas à idade”, afirma.
Conexão entre metabolismo e cognição
Outro aspecto relevante do estudo foi o impacto da FTL1 no metabolismo celular. Em animais envelhecidos, a proteína desacelera o funcionamento das células nervosas. No entanto, quando tratados com compostos capazes de estimular esse metabolismo, os efeitos nocivos foram minimizados.
De acordo com o Dr. Fabiano de Abreu Agrela, esse resultado aponta para uma nova fronteira de investigação:
“O metabolismo celular e a plasticidade neural caminham juntos. Manipular esses processos pode ser um caminho viável para prolongar a saúde cognitiva, e isso se conecta ao que já sabemos sobre neuroplasticidade e fatores ambientais que influenciam o cérebro ao longo da vida”.
Perspectivas para o futuro
Apesar dos testes tenham sido realizados apenas em modelos animais, os cientistas acreditam que os resultados são promissores para o desenvolvimento de terapias direcionadas ao envelhecimento cerebral em humanos.
“Estamos em um momento histórico da neurociência. Descobertas como essa não apenas explicam o que acontece em nosso cérebro ao envelhecer, mas também oferecem esperança de que possamos viver mais anos com qualidade cognitiva. É ciência aplicada diretamente à longevidade”, completa o Dr. Fabiano de Abreu Agrela.
Sobre Dr. Fabiano de Abreu Agrela
Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues MRSB/P0149176 é Pós-PhD em Neurociências, eleito membro da Sigma Xi – The Scientific Research Honor Society (mais de 200 membros da Sigma Xi já receberam o Prêmio Nobel), além de ser membro da Society for Neuroscience nos Estados Unidos, da Royal Society of Biology e da The Royal Society of Medicine no Reino Unido, da The European Society of Human Genetics em Vienna, Austria e da APA – American Philosophical Association nos Estados Unidos. Mestre em Psicologia, Licenciado em História e Biologia, também é Tecnólogo em Antropologia e Filosofia, com diversas formações nacionais e internacionais em Neurociências e Neuropsicologia. Dr. Fabiano é membro de prestigiadas sociedades de alto QI, incluindo Mensa International, Intertel, ISPE High IQ Society, Triple Nine Society, ISI-Society e HELLIQ Society High IQ. Ele é autor de mais de 330 estudos científicos e 30 livros. Atualmente, é professor convidado na PUCRS e Comportalmente no Brasil, UNIFRANZ na Bolívia e Santander no México. Além disso, atua como Diretor do CPAH – Centro de Pesquisa e Análises Heráclito e é o criador do projeto GIP, que estima o QI por meio da análise da inteligência genética.















