Ir para o conteúdo
  • Envelhescência
  • Ribalta
    • Música
    • Teatro
    • Circo
    • Dança
    • Agenda
  • Planeta
    • Saia de Casa
    • Natureza
    • Bichos
  • Palavras
    • Literatura
    • História e Patrimônio
    • Educação
    • Balbúrdia
  • Tela
    • Audiovisual
    • Artes Visuais
    • Decoração
  • Banquete
    • Comida
    • Bebida
  • Atitude
    • Beleza
    • Moda
    • Comportamento
  • Vitalidade
    • Saúde
    • Bem Estar
  • Envelhescência
  • Ribalta
    • Música
    • Teatro
    • Circo
    • Dança
    • Agenda
  • Planeta
    • Saia de Casa
    • Natureza
    • Bichos
  • Palavras
    • Literatura
    • História e Patrimônio
    • Educação
    • Balbúrdia
  • Tela
    • Audiovisual
    • Artes Visuais
    • Decoração
  • Banquete
    • Comida
    • Bebida
  • Atitude
    • Beleza
    • Moda
    • Comportamento
  • Vitalidade
    • Saúde
    • Bem Estar
Facebook Instagram

Mais de 90% dos consumidores negros enfrentam o racismo nas experiências de consumo no Brasil

  • Atitude, Comportamento, Destaque 2, Sub-Editoria Atitude
  • 2025-07-25
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Crédito: João Lins

Thainá Pitta critica a dissociação entre campanhas diversas e práticas discriminatórias no cotidiano das marcas, e reforça que inclusão não é estética, é estrutura.

Em 2025, o Brasil avançou em direção a uma publicidade mais diversa, pelo menos à primeira vista. Os dados mostram que a presença de pessoas negras em campanhas cresceu, a linguagem visual das marcas se sofisticou, e o discurso de inclusão entrou no vocabulário das grandes agências . Por outro lado, o que se repete nos bastidores é o silêncio diante das experiências de racismo vividas nos pontos de contato com o consumidor.

Uma pesquisa L’Oréal Luxo , lançada em abril de 2025, em parceria com o movimento Mover e a rede Black Sisters in Law , revelou que 91% dos consumidores negros da classe AB já vivenciaram episódios de discriminação em lojas de alto padrão , a exemplo de abordagens invasivas, tratamento indiferente e ausência de produtos direcionados para peles negras nos estoques.

Diante desse cenário contrastante entre discurso e prática, a executiva de atendimento e Relações Públicas, Thainá Pitta , explica que as marcas precisam entender que inclusão não é performance . Quando um consumidor negro entra em uma loja, farmácia, salão de beleza ou restaurante e se sente vigiado, invisibilizado ou maltratado, não há campanha que repare a agressão causada. “O atendimento é uma encruzilhada onde a marca confirma ou desmente tudo o que ela vendeu na publicidade e ações promocionais. E se a prática não sustenta a promessa, o público percebe, recua e rompe a relação” .

Atenta aos diversos cenários de mercado, Thainá explica que é preciso parar de tratar a diversidade como uma estratégia de imagem e começar a tratá-la como estrutura de cuidado . Não se trata apenas de colocar pessoas negras nas campanhas, mas de garantir que essas pessoas sejam incluídas, respeitadas, ouvidas e valorizadas quando se aproximam da marca na vida real. A executiva destaca que a experiência de consumo ainda é um campo de tensão para pessoas negras , e que o que chama de humanização só faz sentido se for capaz de reconhecer a história, o corpo e a subjetividade de quem está do outro lado.

“Em um mercado no qual 37% dos consumidores da classe AB são negros, e mais de 60% na classe C, a negligência não é apenas injusta. É estrategicamente burra. Estudos da Ipsos e da Columbia apontam que campanhas com representatividade racial aumentam o engajamento, mas mostram também que esse efeito se dissolve quando não há coerência entre discurso e entrega. Nós aprendemos a importância quando estamos sendo representados e quando estamos sendo instrumentalizados, e isso muda tudo” , pontua Pitta.

Inserida como mulher negra e baiana dentro de ativações culturais importantes, Thainá Pitta tem atuado junto a grandes organizações e eventos como o Energy Summit 2025,  Rio2C, Pacto Global da ONU, The Town, Afropunk, e o Prêmio da Música Brasileira , permitindo-lhe ver de perto ações de sucesso e inclusão.

Reforçando, e provocando a reflexão de que diversidade sem transformação interna é publicidade com prazo de validade, o especialista explica que o consumidor negro está cansado de ser usado como símbolo, e tratado como problema . Para ela, é hora de mudar a pergunta e, ao invés de pensar como a marca quer ser vista, é preciso perguntar como ela quer fazer as pessoas se sentirem.

“Em um tempo em que a comunicação se apresenta como solução para tudo, poucas marcas entendem que há conflitos que não se resolvem com estética. É preciso coragem política, mudanças reais e responsabilidade coletiva” , conclui.

Relacionado

Gostou do conteúdo?
Compartilhe:

PrevAnteriorNovidades na área da saúde
PróximoVeja o que movimenta com muita música boa, a cidade da música, nossa SalvadorNext
Picture of Iven

Iven

Postagens Recentes

Idosos de todo Brasil podem viajar sem gastos com passagem e sem burocracia em trajetos interestaduais

19 de março de 2026

Uso de canetas emagrecedoras por idosos acende alerta

19 de março de 2026

Editora Melhoramentos lança a coleção “Bicho Letrado” com foco na fase inicial da alfabetização

19 de março de 2026

Grupo Marujos Pataxó da Aldeia Mãe Barra Velha transformam ancestralidade em patrimônio  

19 de março de 2026
Ver mais

Jornalista que gosta muito do que faz e que quer dar espaço para quem quer mudar o mundo para melhor.

Icon-facebook Instagram

Postagens Recentes

Idosos de todo Brasil podem viajar sem gastos com passagem e sem burocracia em trajetos interestaduais

Uso de canetas emagrecedoras por idosos acende alerta

Editora Melhoramentos lança a coleção “Bicho Letrado” com foco na fase inicial da alfabetização

Conheça Doris e Equipe

Copyright © 2023. Todos os direitos reservados.

  • Política e Privacidade
  • Contato
  • Anuncie aqui