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Prazer na menopausa: como manter a satisfação durante a transição hormonal

  • Destaque 1-envelhescência, Envelhescência, Sub-Editoria Envelhescência
  • 2025-11-27
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Dra Ana Maria Passos, especialista na saúde da mulher, explica como o autoconhecimento, tratamentos e apoio do parceiro podem transformar a vida íntima das mulheres nessa fase

A menopausa ainda é cercada de tabus e pouco discutida, apesar de impactar diretamente a sexualidade e o bem-estar de milhões de brasileiras. Sintomas como ressecamento vaginal, queda de libido, insônia e ansiedade são comuns, mas muitas mulheres não relacionam essas mudanças à transição hormonal.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, divulgados em 2025, 29 milhões de mulheres no Brasil estão na menopausa e 80% delas apresentam sintomas que afetam a vida sexual e emocional. A médica ginecologista Dra. Ana Maria Passos, especialista em saúde da mulher 40+, ressalta que o desconhecimento é um dos maiores obstáculos.

“Todas as mulheres que têm a felicidade de envelhecer vão passar pela perimenopausa e pela menopausa. Precisamos falar mais sobre isso, porque é uma fase marcada por desafios, mas todos tratáveis. É possível viver esse período com leveza, energia, bem-estar e qualidade na vida sexual”, afirma. 

Abaixo, 9 itens que esclarecem dúvidas sobre o assunto:

Hormônios e desejo sexual

A queda hormonal é um dos principais fatores que afetam a vida íntima. “Os hormônios têm uma ação no cérebro, eles interferem muito na libido. O declínio do estradiol, principalmente, afeta bastante o desejo”, explica a especialista.

Sintomas que atrapalham a vida íntima

Entre os sintomas mais comuns estão ressecamento vaginal, dor na relação e dificuldade de atingir o orgasmo. “As paredes vaginais mais finas causam dor e, somadas à baixa libido e ao desconforto, acabam realmente atrapalhando. Isso torna a relação desinteressante e a mulher fica cada vez com menos vontade de ter relação”, diz.

Perimenopausa: sinais de alerta

Mesmo com ciclos regulares, sintomas como fadiga, queda de motivação e ganho de peso podem indicar o início da transição hormonal. “Não é apenas a libido para namorar, mas também para a vida: cai a motivação e a vontade de fazer novos planos”, alerta a médica.

Autoconhecimento e diálogo

O autoconhecimento aparece como ferramenta essencial para manter o prazer. “A mulher começa a perceber o que realmente lhe dá prazer e pode conversar sobre isso com o parceiro. Poder falar o que quer e o que gosta é muito importante. Conhecer o próprio corpo faz toda a diferença”, ressalta.

Tratamentos e recursos disponíveis

Além de lubrificantes, a reposição hormonal é apontada como a principal estratégia para recuperar o bem-estar íntimo. “Ao fazer a reposição hormonal, há melhora na lubrificação, no desejo e no orgasmo. O impacto é muito positivo”, afirma. A especialista também cita a fisioterapia pélvica e o laser vaginal como aliados importantes.

Impacto emocional e saúde mental

Sintomas como ansiedade, irritabilidade e insônia também influenciam a vida sexual. “Se ela está sempre cansada, sem energia, isso por si só já diminui a libido. Além disso, a falta de paciência e a irritabilidade acabam afetando o relacionamento”, explica. Nesse contexto, o acompanhamento psicológico pode ser um recurso adicional para fortalecer autoestima e bem-estar.

Impacto emocional e apoio do parceiro

O papel do parceiro é fundamental: “É essencial que ele entenda o que está acontecendo e possa oferecer apoio inclusive na busca pelo tratamento”.

Ambiente de trabalho e acesso desigual

A menopausa também afeta a produtividade e a carreira das mulheres, mas poucas empresas oferecem políticas de acolhimento. Além disso, nem todas têm acesso a tratamentos como reposição hormonal ou fisioterapia pélvica, seja por questões financeiras ou geográficas, o que reforça a necessidade de ampliar o debate e democratizar o cuidado.

Quebra de tabus culturais e sociais

A especialista reforça que o preconceito em torno da sexualidade feminina madura ainda é um entrave. “As mulheres não precisam ter vergonha: todas passam por essa fase. Precisamos falar mais sobre o assunto para quebrar tabus e ampliar o acesso à informação”, conclui.

Sobre a Dra. Ana Maria Passos

Com mais de 19 anos de experiência como ginecologista e obstetra, Dra. Ana Maria Passos oferece um atendimento especializado em saúde da mulher, com foco na prevenção e promoção de um envelhecimento saudável. Atuando na AME Clínica, em Porto Alegre (RS), ela é especialista em perimenopausa, menopausa, endometriose, síndrome dos ovários policísticos e gestação. A Dra. Ana Maria é reconhecida por sua abordagem humanizada e atualizada, utilizando reposição hormonal e suplementação para promover o bem-estar feminino, especialmente em mulheres acima dos 40 anos.

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