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Protetor cerebral para tratamento de AVC e Alzheimer é desenvolvido no Brasil

  • Destaque 1-vitalidade, Saúde, Sub-Editoria Vitalidade, Vitalidade
  • 2025-10-02
  • Sem comentários
  • 4 minutos de leitura

Ilustração: Cleveland Clinic/Divulgação

Pesquisa desenvolvida pela Unidade Embrapii do Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos (Cienp) em parceria com a startup Neuroprotect já passou pela fase de testes em animais e apresentou eficácia em lesões cerebrais agudas em ratos. Consequências do AVC mataram cerca de 85 mil pessoas no Brasil em 2024

O acidente vascular cerebral (AVC) é um grave problema de saúde pública mundial. Em 2024, o Brasil registrou 84.878 mortes em decorrência do AVC e , até abril deste ano, foram registradas 18.724 mortes, uma a cada 7 minutos. A projeção é que ocorram 10 milhões de mortes até 2050, no país. Para a doença de Alzheimer, são 70 milhões de pessoas acometidas no mundo, fora as outras doenças neurodegenerativas crônicas como Parkinson, Huntington e Esclerose Lateral Amiotrófica. Esses números motivaram a pesquisa para o desenvolvimento de um neuroprotetor fitoterápico para atenuar os efeitos dessas doenças e dar mais qualidade de vida aos pacientes. 

Quando alguém sofre um AVC, o cérebro tem uma primeira lesão, que se expande com o tempo, podendo chegar de 60 a 70% do tamanho inicial. Esse crescimento é chamado de degeneração secundária, que ocorre principalmente por uma neuroinflamação exagerada no cérebro e a formação de substâncias lesivas chamadas radicais livres (estresse oxidativo). O neuroprotetor em desenvolvimento atua para evitar a expansão da lesão secundária, a mais grave, o que diminuiria as sequelas dos pacientes. 

A grande inovação do projeto é o desenvolvimento de um fitoterápico neuroprotetor sem efeitos tóxicos como os alopáticos já testados, que podem induzir a psicose e alucinações. A medicação poderá ser usada dias após o AVC e não apenas poucas horas após o início dos sintomas. As medicações disponíveis no mercado atualmente atuam somente para dissolver o trombo, a massa que obstrui o vaso durante um AVC isquêmico. 

O projeto foi desenvolvido com a parceria da Unidade Embrapii Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos (Cienp), de Florianópolis (SC), sob a coordenação do pesquisador João Batista Calixto. A startup demandante é a Neuroprotect, fundada pelo biomédico e neurocientista Walace Gomes Leal, autor da pesquisa e professor da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). O trabalho conta com o envolvimento de 12 pesquisadores com formação de doutorado e pós-doutorado no Brasil e no exterior e 5 técnicos de nível superior, alguns deles com mestrado e doutorado. 

“Uma nova alternativa terapêutica poderá disponibilizar o tratamento de milhares de pacientes e reduzir drasticamente os índices de invalidez decorrentes do AVC, que hoje figura entre as principais causas de morte e incapacidade no Brasil e no mundo”, avalia o diretor-presidente da Unidade Embrapii Cienp, João Batista Calixto. “Para o Sistema Único de Saúde (SUS), uma terapêutica mais eficaz poderá diminuir os custos com internações prolongadas, reabilitação de longo prazo e aposentadorias precoces por invalidez”, complementa. 

Pesquisa revolucionária 

Há mais de 15 anos, Walace Gomes Leal se dedica a pesquisar lesões cerebrais da medula espinhal e do cérebro usando modelos, inicialmente experimentais, no laboratório do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFPA). Em 2012, o grupo de pesquisa do professor Walace publicou o primeiro estudo no mundo mostrando que o óleo de copaíba é neuroprotetor em ratos com lesão aguda do cérebro. “Desde então, investigamos umas seis plantas da Amazônia para AVC usando pistas da medicina popular para iniciar o estudo. Uma delas, codificada como ST-165, mostrou um grande efeito anti-inflamatório e neuroprotetor na medula espinhal de ratos paraplégicos em duas teses de doutorado que orientei”, recorda Leal. 

Foi então que a equipe decidiu transformar o ST-165 em um neuroprotetor para o AVC humano. “Em 2022, juntamente com a Unidade Embrapii Cienp, buscamos recursos para fazer os testes em animais (pré-clínicos) usando todas as normas das resoluções da Anvisa, FDA e EMA, que são as agências brasileira, americana e europeia que controlam a aprovação de medicamentos”, conta Walace. As etapas incluíram testes de prova da eficácia do produto, para ver se o produto pode induzir mutação no DNA e causar câncer, se pode lesionar órgãos internos, além de testes de mecanismos de ação, entre outros. 

Os testes foram realizados com cerca de R$ 1,6 milhão liberado pela Embrapii e confirmaram a eficácia do produto. O estudo está em fase de conclusão para ser enviado para a Anvisa até o final de 2025, solicitando testes em humanos com AVC, para que o ST-165 se torne um medicamento. A previsão é que até abril de 2026, seja lançado um nutracêutico preventivo do AVC derivado da mesma matéria prima. 

Teste em mini cérebros 

A pesquisa conta atualmente com a colaboração internacional de Allyson Moutri, pesquisador brasileiro da Universidade da Califórnia em San Diego que vai testar o neuroprotetor em modelo experimental de Alzheimer. “Ele vai fazer os testes em mini cérebros, que envelhecem na estação espacial e apresentam alguns sintomas de Alzheimer como acúmulo de beta amiloide no tecido e intensa neuroinflamação”, explica Walace Gomes Leal. 

Risco crescente 

Existem dois tipos de AVC: o isquêmico, onde um vaso sanguíneo do cérebro, como uma artéria, é obstruído por uma massa estacionária chamada trombo (coágulo) e o hemorrágico, quando a artéria rompe. Cerca de 80% dos casos são de AVC isquêmico. Quando acontece isso, os neurônios e outras células do cérebro ficam sem oxigênio e nutrientes e começam a morrer e o paciente apresenta sequelas que podem ser permanentes ou parciais, dependendo da intensidade do AVC. Os sintomas dependem da área do cérebro que é afetada, mas podem incluir problemas no tato, paralisia do músculo, boca torta, convulsão mental, desorientação temporal e espacial. Normalmente ocorre um lado do corpo, no lado oposto ao lado do cérebro que foi afetado. 

Sobre a Embrapii 

A Embrapii é uma organização social que atua em cooperação com Instituições de Ciência e Tecnologia, públicas ou privadas, para atender ao setor empresarial e fomentar a inovação na indústria. Para isso, conecta centros de pesquisa e empresas, compartilhando os custos da inovação ao aportar recursos não reembolsáveis em projetos que levem à introdução de novos produtos e processos no mercado.

Para ter acesso ao modelo, a empresa deve apresentar seu desafio tecnológico à Unidade Embrapii com a competência técnica que se enquadra às necessidades do projeto. A Embrapii possui contrato de gestão com o Governo Federal, por meio dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Educação, da Saúde e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Além disso, possui parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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