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Que tal um jantar? Um lugar tranquilo? Como anda a sua ansiedade?

  • Audiovisual, Destaque 2-tela, Sub-Editoria Tela, Tela
  • 2024-01-29
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Resenha exclusiva de Bruno Passos

“O Urso” (The Bear) está na sua segunda temporada, disponível no Star Plus e saiu fazendo lavada na última premiação do Emmy (O Óscar da TV), foram nada menos que 10 prêmios.: Melhor série de comédia, melhor ator em série de comédia, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, roteiro, direção, elenco, fotografia, mixagem de som… ufa! Saiu como o maior ganhador da noite, deixando para trás séries do calibre de Succession e The Last Of Us (ambas da HBO Max).

A Primeira temporada é um verdadeiro caos. A história é sobre Carmy (Jeremy Allen White, espetacular), um renomado chef de cozinha de um grande restaurante e herda do irmão um restaurante caótico de comidas rápidas. Ele se sente na obrigação de aceitar a missão dada pelo falecido Michael e tenta levantar o lugar, que está atolado em dívidas e parece que vai explodir a qualquer momento, metaforicamente pela personalidade combustiva dos integrantes como literalmente pelas condições precárias do lugar. 

Realmente é um teste para quem tem problemas de ansiedade. A edição super recortada dá uma sensação de caos, sendo impossível se concentrar em uma só situação por mais que alguns segundos, os diálogos se atropelam, a gritaria corre solta e panelas e molhos voam para todos os lados… e você se sente atraído por esse caos, tamanha a competência da condução dessa deliciosa bagunça. Deliciosa porque a série não deixa de mostrar em detalhes uma das grandes atrações: A comida! Uma das grandes, mas não a principal. Esse título fica para a família de Carmy  e a sua relação problemática, a saúde mental de todos e o luto.

O que nos traz para a segunda temporada. É impressionante como a série muda o ritmo, na sua maioria super caótico na primeira para uma edição contemplativa na segunda. É possível se aprofundar na personalidade de cada um dos personagens, acompanhando e entendendo os dramas de cada um. Sidney é a Sous Cheff, talentosíssima, vem atraída pela carreira de Carmy e se questiona se aquele é mesmo o seu lugar; Richard, explosivo primo, não parece ter nenhum  talento e sempre é marcado como perdedor; Tina e Ebraheim são cozinheiros antigos que terão que se adaptar aos novos rumos; Claire… coitada da Claire, é o interesse romântico do conturbado Carmy e vai ver como é tentar se relacionar com um cheff de cozinha ansioso, perfeccionista, depressivo e com sérios problemas de auto estima. E tem muito mais.

Com tantos ingredientes, esse jantar poderia facilmente desandar, mas é muito bem orquestrado. A história da segunda temporada não é mais sobre tentar salvar o velho restaurante (The Beef) mas sim abrir um novo (The  Bear) no mesmo local. Assim, se inicia uma contagem regressiva para o dia da inauguração e os desafios são enormes. Desde o alinhamento de expectativas de todos sobre o local, arrumar grana para a empreitada, até a manutenção dos equipamentos caindo aos pedaços. Mas que jornada! Todos precisarão evoluir, a modificação daquele lugar em algo novo é similar ao que cada personagem vive.  Sidney vai buscar inspirações para o novo menu nas ruas, Marcus (cheff de sobremesa) viaja para ter aulas em Copenhage, Richard consegue um estágio no melhor restaurante da cidade e aprende lições de humildade.

Esses episódios de crescimentos individuais são maravilhosos. O de Copenhage é um deleite, tanto pela calmaria e contemplação quanto pelas sobremesas mostradas em detalhes e que dão uma experiencia sensorial. Aquele no qual Sidney sai em busca de novos sabores em Chicago nos leva para uma viagem gastronômica e turística pela cidade. Outro momento fabuloso é o capítulo final, com o restaurante funcionando, somos brindados com um plano sequência incrível, numa imersão entre cozinha e salão do restaurante. Obra prima.

Mas nada se compara ao episódio do jantar em família, um flashback para conhecermos mais os Berzatto, principalmente Michael, o falecido irmão cuja presença é sentida em cada minuto da série. Então fica claro o peso do luto nessa história. Como a perda de um ente querido pode mudar a personalidade e os rumos de uma família. 

A morte, por mais reconhecida como natural, não dá avisos ao coração, chega e obriga a todos a lidar com ela, de qualquer jeito. O resto do mundo não para, não reconhece a dor. O tempo atropela e transforma, impessoal e aleatório, te obriga a um recomeço. Aos que ficam, resta juntar os cacos, tratar o vazio e seguir. E aqui, ao conhecer um pouco mais o passado, conseguimos entender o presente dolorido dessas pessoas apenas dando o melhor de si, engolindo o choro… ou apenas enlouquecendo aos poucos.

Com altos e baixos e cheia de recomeços. Assim é a vida, assim é The Bear. Uma montanha russa de emoções, com momentos de tensão e caos, seguidos por momentos de contemplação, suspiros em suspensão até chegar a próxima descida e o coração vir à boca.  Bon appétit !!

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