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Quedas entre idosos disparam e reforçam importância de adaptação do ambiente

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  • 2026-01-11
  • Sem comentários
  • 4 minutos de leitura

Exercícios, avaliação médica e ajustes em casa reduzem o risco de fraturas e internações em pessoas acima de 60 anos

Mais de 62 mil idosos foram internados após sofrerem quedas no Brasil, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Saúde referentes ao primeiro quadrimestrede 2025. O sistema de saúde brasileiro registrou, ainda, 67 mil atendimentos ambulatoriais no período, sem a necessidade de hospitalização. Somente em 2024, o país contabilizou mais de 344 mil atendimentos ou hospitalizações. Desse total, 13.385 idosos morreram em decorrência dos ferimentos.

Dados recentes de uma empresa de teleassistência mostram que o número de quedas entre idosos aumentou 11% em 2025 quando comparado ao mesmo período de 2024. As quedas se tornaram, pela primeira vez, o principal motivo de acionamento de emergência, representando 22% do total de ocorrências registradas.

Especialistas em ortopedia alertam que a expectativa é de aumento nos casos de lesões ortopédicas em pessoas acima de 60 anos, acompanhando o crescimento da longevidade. A projeção foi apresentada em setembro durante o congresso internacional Orto in Rio, organizado pela Rede D’Or, que reuniu ortopedistas na cidade do Rio de Janeiro ao lado de centenas de colegas pesquisadores e estudantes de todo o país. Dados internacionais indicam que devem ocorrer entre 7 milhões e 21 milhões de fraturas de fêmur anualmente no mundo até 2050, segundo informações levantadas no evento.

Projeção de R$ 260 milhões em custos

Um estudo publicado na revista Ciência & Saúde Coletiva analisou a tendência temporal de quedas em idosos entre 2000 e 2020 e estimou o impacto econômico para 2025. Os pesquisadores projetam que as internações por quedas no Brasil estarão próximas de 150 mil neste ano, gerando custos em torno de R$ 260 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS). 

A análise identificou aumento significativo das internações nos dois períodos estudados, de 2000 a 2008 e de 2008 a 2020. O valor médio das Autorizações de Internação Hospitalar (AIH) aprovadas, apresentou crescimento de 4,4% ao ano entre 2000 e 2020. O número de óbitos por quedas também subiu no período, com variação anual de 6,4%.

O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) aponta que 90% das fraturas do fêmur são causadas pela queda da própria altura – ou seja, não é preciso cair de uma escada ou sofrer um acidente grave; basta um tropeço ou desequilíbrio. 

Um em cada quatro idosos que vivem em cidades já sofreu queda

O Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), coordenado pela Fiocruz e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), encontrou prevalência de 25% de quedas na população idosa residente em áreas urbanas. Entre idosos com 80 anos ou mais, 40% sofrem quedas todos os anos, de acordo com o Ministério da Saúde. Nos que moram em instituições de longa permanência, asilos ou casas de repouso, 50% podem cair.

O ex-presidente da Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico (SBTO), Tito Rocha, afirmou no Orto in Rio que 48% dos idosos caem uma vez a cada dois anos e destacou que 70% das mortes acidentais em pessoas acima de 75 anos são causadas por quedas. A queda é a segunda maior causa de óbito por acidente entre aqueles com 80 anos ou mais, segundo informações do governo federal.

Alto risco de morte após fratura do fêmur

Caso a fratura tenha sido do fêmur, o risco aumenta consideravelmente. De acordo com o INTO, aproximadamente 20% dos pacientes idosos morrem dentro de um ano após quebrar o fêmur, e a mortalidade em 30 dias após a fratura chega a 10%, segundo dados apresentados no congresso. A lista de espera para cirurgia pode influenciar esses índices de mortalidade.

O óbito costuma ocorrer por causa do agravamento de problemas preexistentes do coração, pulmão e rins. Uma das razões, segundo médicos ortopedistas, é que as fraturas na coxa são lesões em que o osso demora a se consolidar, afetando tanto a vida do paciente quanto o dia a dia das famílias.

O ELSI-Brasil identificou que 1,8% das quedas resultaram em fratura de quadril ou fêmur. Entre essas fraturas, 31,8% necessitaram de cirurgia com colocação de prótese, conforme dados do Ministério da Saúde.

Sequelas psicológicas agravam quadro

A médica Nubia Queiroz, especialista em gerontologia, explicou à Agência Brasil que as quedas representam um risco muito mais grave para pessoas idosas devido à maior fragilidade óssea, com maior propensão a fraturas como as de quadril, e ao tempo de recuperação mais longo. 

Muitas vezes, segundo a especialista, o problema pode comprometer de forma definitiva a mobilidade, a independência e a qualidade de vida. Além dos efeitos físicos, muitos idosos ficam com medo de cair novamente após um episódio, o que acaba resultando na redução das atividades físicas e sociais.

Exercício e adaptação da casa são essenciais

O Ministério da Saúde identificou fatores multidimensionais associados às quedas: sexo feminino, faixa etária igual ou superior a 75 anos, medo de cair devido a defeitos nos passeios, medo de atravessar a rua, artrite ou reumatismo, diabetes e depressão. As recomendações oficiais incluem avaliação multidimensional de saúde.

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) lista intervenções com eficácia comprovada nas diretrizes oficiais: exercício físico orientado para força muscular e equilíbrio, otimização medicamentosa (especialmente psicoativos), correção de fatores de risco ambientais por profissional especializado, prática de Tai Chi Chuan e intervenções multifatoriais. Estas últimas combinam exercícios, correção visual, tratamento de hipotensão ortostática e revisão de medicamentos.

Especialistas ressaltam a importância de adaptar o ambiente doméstico conforme a idade vai aumentando. Entre as medidas estão retirar tapetes soltos, instalar barras de apoio em banheiros, melhorar a iluminação e eliminar obstáculos nos caminhos. Alertam ainda para a necessidade de acompanhamento médico e cuidado redobrado com medicamentos que podem causar tonturas.

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