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Mostra “Raízes: Começo, Meio e Começo” leva ao Muncab mais de 200 obras de artistas afrodescendentes

  • Artes Visuais, Destaque 1-tela, Sub-Editoria Tela, Tela
  • 2024-07-22
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Crédito: Luan Teles / Secult-Salvador

Mostra com mais de 200 obras de 80 artistas negros entrou no circuito de visitação, no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, em Salvador

É possível subverter a lógica do tempo, pois, para a filosofia e as cosmovisões africanas, ele é recorrente, sagrado e infinito, assim como a representação horizontal do algarismo “8”, que é o resultado da soma dos números que formam o ano de 2024. Com isso, podemos nos voltar a ações determinadas, como retornar às origens. Essa é a imersão proposta pela exposição inédita “Raízes: Começo, Meio e Começo”, que entrou em visitação a no dia 19 de julho, às 18h, no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, em Salvador.

A exposição é dividida em cinco eixos temáticos: Origens, Sagrado, Ruas, Afrofuturismo e Bembé do Mercado. São mais de 200 obras reunidas assinadas por mais de 80 artistas afrodescendentes, o que inclui pinturas do sambista Heitor dos Prazeres (Rio de Janeiro, 1898-1966), esculturas do museólogo Emanoel Araújo (Bahia, 1940-2022) e retratos da fotógrafa carioca Lita Cerqueira. Além de criações de artistas da Angola, Senegal, Guiné e Congo que reverberam as tecnologias originárias das matrizes africanas fundamentais, para a construção identitária do Brasil.

Dar tempo ao tempo

Na cultura iorubá, introduzida no Brasil pelos povos originários da Nigéria, do Daomé e do Togo, a temporalidade é recorrente, com eventos e padrões que se repetem e renovam, distante da linearidade ocidental irreversível do início, meio e fim. Ciclos naturais, como colheitas agrícolas, também marcam o tempo, conectando o presente e o futuro com os antepassados, explicando a importância da sabedoria ancestral.

“‘Raízes: Começo, Meio e Começo’ entrelaça a circularidade do tempo, refletindo sobre tecnologias ancestrais. Presente, futuro e passado formam as raízes de um grande baobá. A diáspora afro-brasileira é uma ramificação dessa raiz ancestral”, explica a curadora Jamile Coelho, também diretora do Muncab.

Os símbolos Adinkra dos povos akan capturam a atemporalidade do projeto expográfico da cenógrafa Gisele de Paula e da identidade visual do urbanista M.Dias Preto. Sankofa, representado por um pássaro com a cabeça para trás, traduz que nunca é tarde para voltar e apanhar aquilo que ficou no passado.

Tecnologias ancestrais

O “itã”, contos na linguagem iorubá, diz que as raízes da árvore “Iroko” são tão profundas que atravessaram o oceano rumo às Américas. “’Raízes: Começo, Meio e Começo’ é uma jornada imersiva para contemplar esse berço civilizatório sob a perspectiva das manifestações artísticas, rituais religiosos e modo de organização social e política, transmitidos entre gerações”, acrescenta Jil Soares, co-curador.

O núcleo “Origens” simboliza o encontro entre as culturas dos continentes africano e americano, guiando o público pela travessia identitária das águas oceânicas. O território “Sagrado” aprofunda as tradições espirituais, celebrando a força dos espíritos através de artefatos, músicas e danças. O espaço “Ruas” abraça o “pretuguês”, neologismo que define o universo cultural enraizado nas matrizes africanas. O ambiente “Afrofuturismo” promove o encontro entre ficção científica, tecnologia, realismo fantástico e mitologia para retratar a vida plena da população negra. O eixo “Bembé do Mercado” registra os patrimônios culturais imateriais expressos na musicalidade, língua, versos, sotaques e saberes sociais.

“Raízes: Começo, Meio e Começo” também reverencia o princípio dinâmico de Exu, o orixá regente de 2024. A exposição é uma produção do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira em parceria com a RCD Produção de Arte com apoio do Instituto .

Muncab

O Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira preserva, documenta, difunde e valoriza as culturas de matrizes africanas. O acervo permanente possui mais de 400 obras de arte raras e históricas, modernas e contemporâneas de artistas negros, incluindo pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, joias, arte sacra e documentos que testemunham as culturas africanas nas artes visuais. Destacam-se assinadas por Yêdamaria (Bahia, 1932-2016), Mestre Didi (Bahia, 1917-2013), Rubem Valentim (Bahia, 1922-1991), Emanoel Araújo (Bahia, 1940-2022) e Agnaldo dos Santos (Bahia, 1926-1962).

Desde sua reinauguração em novembro de 2023, o Muncab já recebeu mais de 130 mil visitantes com exposições como “Um Defeito de Cor” e “Reverberações: refletindo a impressão da memória africana”. Cintia Maria celebra a primeira exposição concebida pela equipe curatorial do Muncab após sua reabertura: “É um momento significativo na trajetória da difusão da cultura afro-diaspórica em Salvador. Parte do compromisso de reflorestar imaginários como também faz uma provocação sobre o enraizamento das artes visuais”. 

Serviço:

Exposição – “Raízes: Começo, Meio e Começo”

Local: Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab)

Endereço: Rua das Vassouras, 25, Centro Histórico de Salvador, Bahia

Período: 19 de julho de 2024 a 9 de março de 2025

Horário: Terça a domingo, das 10h às 17h (acesso até 16h30)

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

Gratuidade: Quartas-feiras e domingos

Mais informações: (71) 3017-6722 e museuafrobrasileiro.com.br

Classificação indicativa: Livre

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