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Repatriação de obras de artistas negros resgata a cultura afrodiaspórica no Brasil

  • Artes Visuais, Destaque 1-tela, Sub-Editoria Tela, Tela
  • 2024-10-08
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Fotos: Pintura “Revolta dos Malês” por Sol Bahia (Crédito: Con/Vida)

Mais de 700 peças originárias da Bahia, de Pernambuco e do Ceará vão integrar acervo do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, em Salvador

“A repatriação do acervo, que reúne mais de 700 obras, não se trata apenas de devolver essas peças às suas origens, mas de ressaltar a contribuição de cerca de 100 artistas negros para a cultura afrodiaspórica no Brasil”, conta a diretora do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), Jamile Coelho.

As obras, de diversos artistas da Bahia, Pernambuco e Ceará, foram repatriadas pelo Muncab, em Salvador. Elas englobam pinturas, esculturas, adornos e paramentas, criadas a partir de técnicas variadas.

Entre as peças, estão obras de ferro assinadas por José Adário, renomado ferreiro dos Orixás da Bahia; panôs geométricos da designer Goya Lopes; pinturas do artista plástico Babalú (Sinval Nonato Cunha, 1945-2008), irmão de J. Cunha, que retratam a paisagem do Pelourinho; além de esculturas em madeira de Celestino Gama da Silva, o Louco Filho, e de seu pai, Boaventura da Silva Filho (1929-1992), o Louco.

“Historicamente, a cultura brasileira tem sido marcada por uma estética eurocêntrica, enquanto a arte negra é frequentemente associada ao popular. Com o retorno dessas mais de 700 obras ao Brasil, abre-se também a oportunidade de repensar e debater a produção artística do século XX sob a nova perspectiva de nossas raízes”, pontua a diretora do espaço.

As peças datam de um período que vai dos anos 1960 até o início dos anos 2000. As obras foram doadas a partir de 2025 pela historiadora de arte Marion Jackson e pela artista plástica Bárbara Cervenka, duas colecionadoras estadunidenses que adquiriram legalmente as obras desde 1992, em visitas periódicas à Bahia. A partir de 2019, ambas visitaram diversas instituições até escolherem o Muncab como o destino para a devolução do acervo que montaram.

De acordo com o Museu, o processo de repatriação encontra-se na fase de inventário das peças, com detalhes completos ainda a serem descobertos. “Durante a análise conduzida pelo grupo de trabalho do Muncab, ficou clara a importância de trazer esse acervo de volta para a Bahia, e para uma instituição museu racializada, reforçando o valor histórico e cultural de cada peça”, explica Jamile.

Para ela, a devolução é significativa não apenas pelo volume impressionante, que a torna a maior doação privada estrangeira da história da cultura afrodiaspórica no Brasil. A importância também reside na diversidade de abordagens, temáticas e suportes presentes nesse acervo.

“Isso nos convida a refletir sobre a contribuição desses artistas na construção da identidade brasileira, tanto em uma perspectiva histórica quanto na projeção de um futuro em que a valorização da arte negra seja central”, avalia.

Futuras exposições

O Muncab prevê que o acervo circule pelo país e que a primeira exposição seja realizada em Salvador, antes de percorrer outras regiões do Brasil. O museu já adota uma política de empréstimo de obras para diversas instituições museais brasileiras, e essa prática continuará com a chegada do novo acervo, ampliando as oportunidades de itinerância tanto no mercado nacional quanto internacional.

Segundo o Museu, o Ministério da Cultura tem sido um parceiro essencial desde a concepção do Muncab e continua sendo o principal apoiador da instituição no Brasil.

“Embora o museu não seja federalizado, sua existência é viabilizada graças ao apoio do MinC. No contexto da repatriação, temos avançado no diálogo para garantir que esse processo seja concretizado, respeitando as prerrogativas legais e institucionais do nosso país”, destaca a diretora.

Foto: Cristian Carvalho/Muncab

Sobre o Muncab

O Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab) é dedicado à preservação, documentação, difusão e valorização das culturas de matrizes africanas, que influenciam o Brasil e as Américas. O acervo permanente é composto por mais de 400 obras de arte raras e históricas, modernas e contemporâneas de artistas negros. São pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, joias, arte sacra e documentos que testemunham a estética africana nas artes visuais.

Além de reunir documentação histórico-cultural afro-brasileira, o papel do Muncab é promover ações e iniciativas de intercâmbio com os países africanos, sobretudo aqueles de onde vieram os maiores contingentes de negros escravizados, como Angola, Moçambique e Guiné.

Outras repatriações

A luta pela reparação e a valorização do legado cultural indígena e negra têm sensibilizado museus e colecionadores ao redor do mundo, refletindo sobre a importância da devolução de obras aos seus países de origem. Exemplo disso, são os 585 artefatos indígenas que estavam no Museu de História Natural de Lille, na França, integrarão o acervo do Museu do Índio, vinculado à Funai, no Rio de Janeiro. E o Manto Tupinambá, com mais de 350 anos, doado pelo Museu Nacional da Dinamarca para o Museu Nacional do Rio de Janeiro.

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