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Rodrigo Faour lança em Salvador o livro A Audácia dos Invertidos

  • Destaque 1-palavras, Literatura, Palavras, Sub-Editoria Palavras
  • 2025-11-25
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Um dos grandes especialistas em história da música brasileira, o pesquisador Rodrigo Faour lança novo livro, desta vez sobre um assunto diferente: a trajetória do movimento LGBTQI+ entre os anos 1950 e 1980 no Rio de Janeiro e sua importância no Brasil

A audácia dos invertidos (Ed. Record) se inspira em documentos de acervos pessoais e depoimentos de personagens que viveram essa história. Os termos utilizados no título têm uma razão de ser. “Audácia” era uma gíria gay dos anos 1970 e “invertidos” um termo usado pela polícia para descrever, por exemplo, as habitués da boate Gaivota, que funcionou na Barra da Tijuca nos anos 1980 e era frequentada pela viúva do ditador Costa e Silva. O evento de lançamento integra a programação do Festival Mínimos Óbvios – Ano 4 e será realizado no dia 26/11, às 19h, na Casa Rosa (Praça Colombo, 106, Rio Vermelho). 

Livro revisita a Cinelândia, antigo ponto de encontro da comunidade, lembra o encontro de Foucault com Madame Satã e ressalta o papel de artistas como Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Gal Costa, Leci Brandão, Dzi Croquettes, Lucia Veríssimo, Angela Ro Ro e outros nomes do showbiz, mas também de anônimos com histórias igualmente fascinantes, além de artistas da noite, famosos apenas no gueto. O livro identifica ainda origem do termo sapatão e revela a relação do jogo do bicho com o movimento de travestis nas cercanias da Praça Tiradentes, durante o carnaval

Entre as décadas de 1950 e 1980, o Rio de Janeiro se consolidou como um dos maiores centros de efervescência cultural e resistência do movimento LGBQTI+ no Brasil. Em A audácia dos invertidos, Rodrigo Faour revela um Rio de Janeiro oculto que lançou moda e moldou comportamentos e identidades que hoje integram o imaginário da cultura queer nacional. 

A obra reconstrói a história da comunidade LGBTQI+ no Rio de forma abrangente, por meio de registros em jornais, fanzines, revistas e relatos de personagens anônimos e personalidades que viveram amores, sofrimentos e conquistas em uma cidade onde a liberdade, a repressão e o preconceito sempre andaram lado a lado, mas com uma população que criou para si um espaço para existir, muito acima da média brasileira. Dos primeiros bailes gays de Carnaval aos pioneiros shows importantes de travestis, das lendárias boates aos pontos de encontro secretos, A audácia dos invertidos resgata espaços, corpos e experiências que a história oficial ignorou e silenciou. 

 Assim, neste livro estão reunidas as histórias da origem de alguns dos bares mais antigos do Brasil voltados para o público LGBTQI+; os primeiros grupos de ativismo; os concursos de beleza, que eram quase uma obsessão da comunidade gay e travesti desse tempo; os pioneiros times de futebol feminino, majoritariamente formado por lésbicas; e até as gírias e expressões que nasceram no cotidiano dessa metrópole marcada pelo desejo e pela arte, desafiando a repressão. A produção artística também se destaca: filmes, novelas, músicas e peças com temática voltada a essa comunidade fizeram do Rio de Janeiro um verdadeiro palco de visibilidade e resistência. 

 Com uma pesquisa extensa e um olhar crítico e afetuoso, Rodrigo Faour faz, em A audácia dos invertidos, um registro histórico poderoso e revelador do Rio de Janeiro, expondo as raízes da cultura de um grupo marginalizado, perseguido por família, religião, sociedade, imprensa, polícia e governo e, ao mesmo tempo, irresistivelmente livre, a ponto de criar estratégias de sobrevivência e visibilidade para viver seus gostos próprios e afetos, com muitos de seus personagens vivos para contar tudo pela primeira vez – sem qualquer censura – ao autor. Um retrato emocionante de uma cidade que ajudou a moldar a identidade do movimento LGBTQI+. 

SOBRE O AUTOR 

Rodrigo Faour é graduado em Jornalismo, com mestrado, doutorado e pós-doutorado em Letras pela PUC-Rio. Especialista em nossa música popular, tem diversos livros sobre o tema, incluindo História da Música Popular Brasileira sem Preconceitos (em dois volumes), História sexual da MPB e as biografias de Angela Maria, Dolores Duran, Cauby Peixoto, Claudette Soares, Leny Eversong e Beth Carvalho. É pesquisador musical, palestrante, professor, diretor e roteirista de espetáculos, apresentador e produtor de shows, programas de rádio, TV e YouTube, onde atualmente mantém o canal “Rodrigo Faour Oficial”, de música e comportamento. 

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