Banda baiana tem som plural com fusão de diversos ritmos brasileiros
Num mundo onde o tempo parece transcorrer em ritmo acelerado, a experiência de quem vive atormentado pelos excessos. Alguém que vivencia um sentimento de insatisfação e, ao mesmo tempo, de êxtase. Esse tipo de experiência serviu de inspiração para “O todo que peço”, música que marca o lançamento de Terrara, projeto musical que explora as possibilidades da música a partir da sonoridade baiana e nordestina, experimentando a fusão com diversos ritmos, música eletrônica e rock, num som plural e brasileiro.
À frente da banda o músico e compositor Anderson Cunha e a cantora Tiana. No dia 01 de agosto o single será lançado em todas as plataformas digitais acompanhado de um lyric vídeo. O refrão da música – Esse vício do aqui/ Essa urgência do agora – não deixa de ser uma provocação sobre esse modo de viver desembestado, mas sem a pretensão de apontar caminhos ou verdades.
A letra fala dos excessos que atravessam o corpo e a alma: desejo, vício, prazer e descontrole. É sobre insaciedade e gozo. Um retrato cru da humanidade diante do que consome — e do que transborda. “A gente passou muito tempo maturando essa primeira música porque ela carrega muito mais do que uma estética ou um estilo. Fala sobre desejo, exagero, vício, alma. Sobre o quanto a gente pode se perder ou se encontrar quando sente demais. E eu sinto demais”, define Tiana.
Integrante do grupo Sertanília, o compositor Anderson Cunha explica que este novo trabalho lhe permite dar vazão a um outro lado criativo. “Venho há muito tempo com o Sertanília abordando o universo do sagrado e agora com a Terrara, foco mais no humano e suas imperfeições, suas angústias”, afirma. “É o projeto que me possibilita a experimentação de combinações novas, principalmente da sonoridade brasileira e nordestina com o eletrônico”, conclui.
A sonoridade da Terrara mistura guitarras distorcidas, beats eletrônicos e elementos do sertão nordestino resultando num som único, forte e envolvente. O single “O todo que peço” inaugura uma estética híbrida, intensa e simbólica. O arranjo traz camadas que alternam peso e sutileza, criando uma experiência sensorial de entrega total.
Clipe diferenciado
Destaque também para a estética adotada pela banda na música de lançamento. O resultado é impactante, além de belíssimo. Uma jornada visual que une o artesanal da xilogravura à distorção caótica do rock através do uso de elementos abstratos, texturas orgânicas e simbolismos abertos. O clipe foi feito pela produtora Coda.
A cantora Tiana também fala da sua expectativa sobre o lançamento: “o que eu realmente espero é que a música encontre quem precise dela. Que ela provoque, incomode, faça pensar. Que alguém ouça e diga: “eu me reconheço nisso!”.“O todo que peço” é o primeiro single de um total de nove canções que estão sendo produzidas para o primeiro álbum da banda. A próxima música será lançada ainda neste semestre em data a ser definida.

















