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Workaholismo: a cocaína do Século XXI

  • Atitude, Comportamento, Secundário 2, Sub-Editoria Atitude
  • 2024-08-13
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Compulsão pelo trabalho pode ter sérias consequências afetando diversas áreas da vida

A compulsão pelo trabalho, conhecida como workaholismo, é um transtorno obsessivo-compulsivo, as possíveis causas da sua manifestação são através de demandas autoimpostas, incapacidade de regular hábitos de trabalho e uma dedicação excessiva ao trabalho, excluindo a maioria das outras atividades da vida. 

Segundo a neuropsicóloga, mestre e professora do Insper de liderança e gestão de pessoas, Luciana Lima, a compulsão por trabalho pode funcionar como uma forma de escapar de problemas emocionais não resolvidos, oferecendo um alívio viciante. “Esse transtorno se torna particularmente problemático em uma sociedade que glorifica o excesso de trabalho, tornando o tratamento ainda mais desafiador. Diferente da dependência química, onde é possível alcançar a sobriedade ao se abster da substância viciante, no caso do trabalho, se abster totalmente não é uma opção viável, uma vez que o trabalho é essencial para a subsistência”, alerta.

Lima diz que a compulsão pelo trabalho pode ter sérias consequências, afetando diversas áreas da vida. Entre os principais efeitos, se destaca a eficácia reduzida no trabalho, com alta incidência de retrabalho devido à falta de ordem e processos claros. “O risco elevado de estresse crônico e a síndrome de Burnout são outras consequências graves, resultantes do ritmo de trabalho autoimposto. Além disso, o workaholismo pode resultar em relações disfuncionais. Muitos workaholics desenvolvem esse comportamento ao observar seus pais usando o trabalho para desviar de intimidades e desafios interpessoais’, alerta. 

Esses indivíduos, por sua vez, perpetuam a disfunção em suas próprias famílias, levando seus parceiros a estados de desolação e depressão. Problemas de saúde física, mental e emocional também podem ser comuns entre workaholics, que tendem a colocar outras dimensões da vida em segundo plano. O estresse elevado diminui a imunidade, enquanto os relacionamentos disfuncionais e a compulsão pelo trabalho podem abalar o estado emocional.

“Se perceber como workaholic não é fácil, já que muitos encontram prazer nesse estilo de vida e levam tempo para perceber os impactos negativos que ele acarreta, como a incapacidade de parar de trabalhar, mesmo após recomendações de amigos e familiares. Por isso, pesquisadores do Departamento de Ciências Psicológicas da Universidade de Bergen desenvolveram a Escala de Dependência de Trabalho de Bergen, um questionário que ajuda a determinar se uma pessoa é viciada em trabalho. Se uma pessoa responde “frequentemente” ou “sempre” a pelo menos quatro das sete declarações, ela provavelmente sofre de workaholismo”, explica a neuropsicóloga.

De acordo com Lima, prevenir e tratar o workaholismo requer um esforço contínuo e multifacetado. “Primeiramente, é essencial aceitar a existência do problema, sem desculpas ou negações. Dependendo da gravidade, pode ser necessário buscar ajuda profissional, incluindo terapias e medicações. Se reconectar consigo mesmo e com outras áreas da vida, como família, hobbies e lazer, é fundamental para equilibrar a relação com o trabalho. Aprender a impor limites, descansar adequadamente e celebrar pequenas conquistas são passos importantes para combater a compulsão”, sugere.

Segundo Lima, a criação de uma cultura corporativa que valorize o equilíbrio entre vida pessoal e profissional é essencial, já que líderes empresariais têm um papel essencial na prevenção e tratamento do workaholismo nas organizações. Programas de bem-estar, horários flexíveis e um ambiente de trabalho que incentive pausas regulares podem fazer uma grande diferença na saúde mental dos colaboradores. 

“O combate ao workaholismo é um desafio contínuo que requer conscientização, aceitação e ação. Ao reconhecer a gravidade do problema e tomar medidas para enfrentá-lo, é possível criar um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo, onde o sucesso não esteja à custa da saúde e bem-estar dos indivíduos”, finaliza Luciana Lima.

Sobre Luciana Lima:

Neuropsicóloga, doutora pela USP e mestre pela FGV em Administração e professora do Insper nas disciplinas de Gestão de Pessoas e Liderança. Autora de dois livros (HR Business Partner e Estratégia de Pessoas nos BRICS) e mais de 15 artigos científicos, sendo inclusive um deles premiado no SEMEAD/2017 e com menção honrosa pelo British Academy of Management/2019.

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