Ir para o conteúdo
  • Envelhescência
  • Ribalta
    • Música
    • Teatro
    • Circo
    • Dança
    • Agenda
  • Planeta
    • Saia de Casa
    • Natureza
    • Bichos
  • Palavras
    • Literatura
    • História e Patrimônio
    • Educação
    • Balbúrdia
  • Tela
    • Audiovisual
    • Artes Visuais
    • Decoração
  • Banquete
    • Comida
    • Bebida
  • Atitude
    • Beleza
    • Moda
    • Comportamento
  • Vitalidade
    • Saúde
    • Bem Estar
  • Envelhescência
  • Ribalta
    • Música
    • Teatro
    • Circo
    • Dança
    • Agenda
  • Planeta
    • Saia de Casa
    • Natureza
    • Bichos
  • Palavras
    • Literatura
    • História e Patrimônio
    • Educação
    • Balbúrdia
  • Tela
    • Audiovisual
    • Artes Visuais
    • Decoração
  • Banquete
    • Comida
    • Bebida
  • Atitude
    • Beleza
    • Moda
    • Comportamento
  • Vitalidade
    • Saúde
    • Bem Estar
Facebook Instagram

Proibição de redes sociais na Austrália expõe problema global: crianças desaprendem a conversar

  • Destaque 1-palavras, Educação, Palavras, Sub-Editoria Palavras
  • 2025-12-11
  • Sem comentários
  • 2 minutos de leitura

Getty Images

O alerta é da psicóloga Camila Canguçu, especializada em desenvolvimento infantil e supervisora do Programa de Atenção ao Transtorno do Espectro do Autismo (PRATEA) da Faculdade de Medicina da Unicamp

A lei que entrou em vigor na Austrália proibindo o acesso de menores de 16 anos às redes sociais reacendeu um debate em vários países, inclusive no Brasil: qual é o impacto real das plataformas digitais sobre crianças e adolescentes? Especialista em desenvolvimento infantil, a psicóloga Camila Canguçu alerta que os riscos envolvem saúde mental, desenvolvimento social e dificuldade no controle de impulsos. 

“O impacto das redes sociais é gigantesco para todos nós. Vivemos colados ao celular como se ele fosse parte do nosso corpo. Mas, quando falamos de menores de idade, estamos falando de cérebros em formação”, afirma Camila Canguçu. A especialista explica que o cérebro infantil ainda não desenvolveu plenamente áreas responsáveis pelo controle de impulso, justamente as mais afetadas pelo uso excessivo de telas. “As redes prejudicam esse sistema e aumentam ansiedade, depressão e o sentimento de inadequação”. 

Um dos fenômenos mais comuns é o medo de ficar de fora. “Em inglês existe uma sigla para isso: FOMO (‘Fear of Missing Out’ ou, em português, ‘Medo de ficar de fora’). Se não estiverem atualizadas, as crianças podem se sentir isoladas.” 

Excesso de tempo on-line dificulta interação social 

A hiperconexão digital provoca um isolamento real. “As crianças passam tanto tempo on-line que deixam de brincar e de interagir. Entre 10 e 15 anos, é comum vê-las lado a lado, cada uma no seu celular. Isso prejudica a construção de amizades, a conversa e até o repertório social. Elas estão desaprendendo a conversar entre si”, alerta. 

Supervisora do Programa de Atenção ao Transtorno do Espectro do Autismo (PRATEA) da Faculdade de Medicina da Unicamp, Camila Canguçu lembra que transtornos como autismo e TDAH também sofrem impacto do uso prolongado de eletrônicos. “Quanto mais tempo conectadas, mais difícil fica a autorregulação. Pesquisas mostram que crianças pequenas expostas por muitas horas têm mais dificuldade de se acalmar e ficam mais ansiosas. Quando o dispositivo é retirado, melhoram em pouco tempo.” 

A nova lei australiana estabelece que as redes sociais serão responsáveis pelo conteúdo oferecido a crianças e adolescentes, um modelo que pode inspirar outros países. “É um ponto importante, porque não há filtro eficaz para o que as crianças acessam. Leis que estabeleçam critérios são essenciais para diminuir danos e proteger o desenvolvimento infantil.” 

Sobre Camila Canguçu

Camila Canguçu é doutora em Psicologia pela Medaille College, nos Estados Unidos, e supervisora do Programa de Atenção ao Transtorno do Espectro do Autismo (PRATEA) da Faculdade de Medicina da Unicamp. É especialista em Análise do Comportamento Aplicada (ABA), abordagem reconhecida como a mais eficaz no tratamento do autismo.

Graduada pela PUC-Campinas e mestre pela Universidade São Francisco (USF), alia experiência acadêmica e clínica à vivência pessoal como mãe de um menino autista, o que aprofundou seu interesse e especialização no desenvolvimento infantil.

Gostou do conteúdo?
Compartilhe:

AnteriorAnteriorVisto de estudos é opção segura e acessível para morar e trabalhar em Portugal
PróximoPrêmio Oceanos de Literatura em Língua Portuguesa 2025 anuncia os vencedores desta ediçãoPróximo
Foto de Iven

Iven

Postagens Recentes

Câncer de próstata: aconselhamento genético pode identificar riscos hereditários e beneficiar toda a família

3 de novembro de 2026

Muito além do colo do útero: HPV também está associado ao câncer de garganta

3 de novembro de 2026

Da Bahia para o mundo: modelos negras conquistam espaço nas passarelas internacionais

3 de novembro de 2026

Especialista baiana participa de missão científica na Coreia do Sul e amplia conhecimentos em estética regenerativa

3 de novembro de 2026
Ver mais

Jornalista que gosta muito do que faz e que quer dar espaço para quem quer mudar o mundo para melhor.

Icon-facebook Instagram

Postagens Recentes

Câncer de próstata: aconselhamento genético pode identificar riscos hereditários e beneficiar toda a família

Muito além do colo do útero: HPV também está associado ao câncer de garganta

Da Bahia para o mundo: modelos negras conquistam espaço nas passarelas internacionais

Conheça Doris e Equipe

Copyright © 2023. Todos os direitos reservados.

  • Política e Privacidade
  • Contato
  • Anuncie aqui