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A cidade na história – Uma odisseia humana na Terra

  • Destaque 1-palavras, História e Patrimônio, Palavras, Sub-Editoria Palavras
  • 2023-12-08
  • Sem comentários
  • 4 minutos de leitura

PARTE 2

Na primeira parte desse texto falamos sobre três cidade, Nínive, Atenas e Roma, e as suas características em comum. O Império Romano expandiu-se por toda a Europa, norte da África e Oriente Médio difundindo sua cultura e absorvendo contribuições dos povos que dominava. Assim, as artes, a arquitetura, as técnicas e os materiais de construção, o modo de fazer cidades, tudo foi influenciado pelos romanos, que assimilaram os saberes de outros povos.

Extensão do Império Romano. Povos pré-romanos da Península Ibérica (Wikipédia)

            Na Idade Média (486 a 1453 d. C.), por conta da desagregação do Império Romano, invasões, guerras e epidemias, houve o esvaziamento de muitas cidades, com a migração de populações dos centros urbanos para a zona rural. A partir do século XI, devido ao movimento comercial promovido pelas Cruzadas, e com um excedente agrícola, muitas cidades cresceram em importância. As cidades fortificadas eram as escolhidas para grandes feiras e atraíram comerciantes e artesãos, que se organizaram em corporações de ofícios. No entanto, no século XIV, as cidades europeias sofreram outro revés com a peste negra, que dizimou cerca de 1/3 desta população devido às suas condições insalubres. A partir do Renascimento, as cidades foram objeto de estudo e propostas elaboradas por arquitetos e urbanistas, principalmente, italianos, que criaram um conceito de cidade ideal. Este era pautado na lógica, na racionalidade para o bom funcionamento, e na coletividade. A praça era o coração da cidade, na qual edifícios do poder civil e religioso dividiam as atenções pela monumentalidade. A simetria era uma característica também desejada, que foi concretizada em algumas reformas urbanas, no entanto, a maioria das propostas nunca se concretizou. Os tratados de arquitetura da época difundiam essas ideias. Duas cidades italianas, Pienza e Palma Nova (Patrimônio Mundial), representam esses princípios. A primeira, cidade medieval, sofreu uma reforma urbana planejada pelo arquiteto Bernardo Rosselino, que se inspirou no tratado De Re Aedificatoria, do seu renomado professor Leon Battista Alberti (OVERSTREET, 2022). A intervenção na praça Pio II foi iniciada com a demolição de edifícios medievais, e tem como principal edificação a Catedral de Santa Maria da Assunção, mas Rosselino não conseguiu dar uma forma retangular à praça, que ficou trapezoidal. Palma Nova foi uma experiência quase única, pois foi projetada e fundada de raiz pelo arquiteto Vincenzo Scamozzi, que escreveu L’idea della architectura universale, obra considerada o último tratado de arquitetura do Renascimento. A cidade foi concebida como uma fortaleza em forma de estrela de 9 lados. Três portas dão acesso à cidade, cujas 18 ruas convergem para uma praça hexagonal.

https://cittadelgiglio.com/pienza-cidade-ideal-do-renascimento. Palma Nova (Hoefnagel, 1593).

            A Península Ibérica (Al-Ândalus) recebeu a contribuição da cultura árabe, que a ocupou por quase oitocentos anos (711 a 1492 d. C.). O Califado de Córdoba ocupou o que hoje seria parte de Portugal e parte da Espanha. Em Portugal, a fusão dessas culturas está registrada em cidades como Lisboa, Sintra e Coimbra, por exemplo. Em Lisboa, os mouros se instalaram numa colina em cujo platô ergueram a alcáçova, o centro do poder político e militar da cidade, onde ficava o alcácer, um palácio fortificado. O bairro de Alfama (Al hama) foi a região escolhida pelos muçulmanos para abrigar a medina, pois reunia todas as condições por eles exigidas para habitar: lugar elevado, que possibilitava a defesa e abundância de água de qualidade. As muralhas que delimitavam a medina, em parte herança romana, além de proteção, garantiam a unidade da coletividade (MALHEIROS, 2012).

https://pt.wikipedia.org/wiki/Urbanismo_isl%C3%A2mico_em_Portugal
https://www.e-cultura.pt/artigo/19320

            Na medina não havia praças, mas becos (adarves) e ruas sinuosas, cujas larguras eram irregulares e definidas pelas casas: “[…] primeiro constrói-se as casas, só depois se traça a rua nos espaços que sobram entre edifícios […].” ( MALHEIROS, 2012). A mesquita era o centro da medina, e foi destruída no século XII, quando os cristãos retomaram a cidade, mas há indícios que havia ao menos duas mesquitas: uma onde foi erguida a Sé, a igreja de Santa Maria Maior; a outra, onde há a igreja de Santa Cruz do Castelo.

Rua das Flores e Rua das Damas, em Alfama, Lisboa. Mapa de Alfama e arredores (Google Maps).

            No final do século XV, Espanha e Portugal se lançaram ao Novo Mundo para colonizá-lo. Aqui dominaram os povos originários e trouxeram colonos e africanos escravizados. Construíram vilas e cidades, muitas delas erguidas em lugares altos, próximos a rios, lagoas e ao mar, e com muralhas. Em 1549, Salvador foi fundada para ser a capital da colônia portuguesa na América, sede do Governo Geral. A pequenina cidade foi planejada de raiz seguindo os preceitos mencionados ao longo desse texto e as orientações oriundas do Mestre das Obras do Reino, Miguel de Arruda, executadas pelo mestre de obras Luís Dias. Então, de quem herdamos o modo de fazer cidades?

REFERÊNCIAS

MARREIROS, A. L. P. dos S. Labirintos de Luxbûna: Alfama e a influência da arquitectura Islâmica. 2013. Dissertação (Mestrado Integrado em Arquitetura) – Universidade Lusíada de Lisboa, Lisboa, 2013.

OVERSTREET, K. Explorando a história das cidades renascentistas ideais. Traduzido por Rafaella Bisineli. Publicado em 10 fev. 2022. Disponível em:

https://www.archdaily.com.br/br/974964/explorando-a-historia-das-cidades-renascentistas-ideais. Acesso em: 9 out. 2023.

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