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A pele não conta idade, conta verões: o que fica quando a estação passa

  • Atitude, Beleza, Destaque 1-atitude, Sub-Editoria Atitude
  • 2026-01-11
  • Sem comentários
  • 2 minutos de leitura

Segundo a dermatologista Denise Ozores, noites mal dormidas, excesso de telas e sol acumulado comprometem os mecanismos naturais de reparo da pele

A idade da pele nem sempre acompanha a do documento. Para a dermatologia, ela revela outra métrica, menos objetiva e mais reveladora: o acúmulo de verões. Exposição solar intensa, noites encurtadas, alterações na rotina de sono e longas horas diante das telas fazem parte do imaginário da estação, mas deixam marcas que raramente surgem de imediato.

Durante o verão, o corpo entra em um regime de esforço contínuo. A pele, principal barreira de proteção do organismo, precisa lidar simultaneamente com o aumento da radiação ultravioleta, calor, suor e inflamações microscópicas. Ao mesmo tempo, hábitos comuns do período, como dormir menos e usar mais o celular à noite, reduzem a capacidade natural de recuperação cutânea.

A dermatologista Denise Ozores explica que o sono profundo é um dos pilares do equilíbrio da pele. “É nesse momento que o organismo regula a renovação celular, restaura a barreira cutânea e controla processos inflamatórios. Quando o sono é encurtado ou fragmentado, esse sistema perde eficiência”, afirma.

Segundo a médica, o impacto do verão não se manifesta de forma imediata. “A pele consegue compensar por um tempo, mas o excesso se acumula. As consequências costumam aparecer semanas ou meses depois, em forma de manchas, linhas finas, sensibilidade e uma aparência mais cansada”, explica.

Outro fator que contribui para esse desgaste silencioso é o uso excessivo de telas. A luz azul emitida por celulares e computadores intensifica o estresse oxidativo e pode estimular processos de pigmentação, especialmente quando combinada à exposição solar. “É uma agressão contínua e pouco percebida. A pessoa não sente no momento, mas o efeito é cumulativo”, diz Denise.

Além disso, a exposição prolongada às telas à noite interfere diretamente na produção de melatonina, hormônio essencial para o sono reparador. “Sem esse descanso profundo, a pele não entra em modo de regeneração. Não é algo que se resolva depois com cosméticos caros ou procedimentos isolados”, alerta.

Para a dermatologista, a pele reflete hábitos de vida muito mais do que a idade cronológica. “Duas pessoas da mesma idade podem apresentar peles completamente diferentes. O que muda é como cada uma viveu seus verões e o quanto respeitou os limites do próprio corpo”, afirma.

Ela reforça ainda que o bronzeado, frequentemente associado à saúde e ao bem-estar, é na verdade uma resposta defensiva da pele ao dano solar. “A cor pode desaparecer, mas a agressão fica registrada nas células”, explica.

No fim, o balanço sempre aparece. O verão passa, mas a pele registra. “Ela não conta idade. Conta hábitos. E, mais cedo ou mais tarde, eles se refletem no espelho”, conclui.

Sobre Denise Ozores

Dra. Denise Ozores (CRM-SP 101677) é médica dermatologista com atuação destacada na promoção da beleza natural e da estética humanizada. Trabalha com protocolos que respeitam a identidade de cada paciente e priorizam resultados sutis e harmoniosos. Sua abordagem clínica combina rigor técnico e sensibilidade estética, com foco em autocuidado e bem-estar. Atua em São Paulo, em clínicas como a Alphaview Star, e é referência nacional em tratamentos personalizados de dermatologia estética.

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