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ARTIGO – “A voz que não desliga” fala sobre as transformações que o rádio enfrenta

  • Audiovisual, Destaque 2-tela, Sub-Editoria Tela, Tela
  • 2025-09-24
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Alvaro Bufarah Junior, professor do Centro de Comunicação e Letras (CCL) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) 

É um grande erro e uma visão muito simplista dizer que o rádio acabou. Quem pensa assim não entende a mágica dele: a simplicidade, a velocidade e a proximidade. O rádio não ficou para trás, ele se transformou, se adaptou e ficou ainda mais forte no meio digital. Sua capacidade de se reinventar é a prova viva da sua importância. 

E a gente tem dados que provam isso. Segundo a pesquisa Inside Radio 2024, da Kantar IBOPE Media, o rádio chega a mais de 76% da população brasileira, e 82% das pessoas ouvem pelo menos uma vez por mês. A maioria, 71%, ainda sintoniza o rádio tradicional (FM/AM), mas quase um terço, 29%, já usa a internet pra isso. Ou seja, as rádios estão em todos os lugares: na frequência, no site, no aplicativo e nas redes sociais. 

O consumo de áudio em geral explodiu. Um estudo do IBOPE Media de 2024 mostra que a gente gasta, em média, 25 horas por semana ouvindo áudio. Deste total, mais da metade, 52%, é rádio ao vivo. Os podcasts vêm logo atrás com 23%, e o streaming de música fica com 25%. Isso mostra que o rádio, seja no formato convencional ou online, continua sendo o preferido. 

E os podcasts? Muita gente achou que eles seriam inimigos do rádio, mas na verdade viraram grandes parceiros. Eles ajudam as emissoras a oferecerem conteúdo a qualquer hora, explorando temas específicos. Hoje, a produção de podcasts no Brasil não para de crescer, com um público estimado em mais de 30 milhões de ouvintes. Essa diversidade no consumo de áudio só fortalece a categoria como um todo. 

A história do rádio aqui no Brasil se confunde com a história do país. Tudo começou com Edgar Roquette-Pinto, o “Pai do Rádio Brasileiro”, que em 1923 fundou a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Ele tinha uma visão clara, dizendo que o rádio seria “a escola de quem não tem escola”, uma ferramenta para levar conhecimento a todos. 

Mas a grande “Era de Ouro” do rádio veio a partir dos anos 30. Com a publicidade, surgiram emissoras gigantes como a Rádio Nacional, e o rádio se tornou o coração da cultura popular. Era a época das radionovelas, dos programas de auditório e das transmissões de futebol. Nomes como Chacrinha, Hebe Camargo, Carmen Miranda e Ângela Maria viraram ídolos. A voz de locutores como Heron Domingues no Repórter Esso se tornou sinônimo de credibilidade. O rádio não só refletia a sociedade, ele a unia, conectando um país inteiro com a mesma trilha sonora e as mesmas notícias. 

O que garante a vida longa do rádio é sua capacidade de se adaptar. Hoje, as emissoras não ficam só no FM ou AM; elas viraram plataformas multimídia. Você assiste a programação ao vivo, escuta pelo aplicativo e interage nas redes sociais. O rádio virou um “hub” de conteúdo, onde você pode ouvir seu programa favorito a qualquer momento, em formato de podcast ou videocast. 

E o futuro tem um nome: Inteligência Artificial (IA). Longe de ser uma ameaça, a IA é uma baita aliada. Ela ajuda na produção, na gestão de conteúdo e, principalmente, na personalização. Algoritmos já são usados para entender o que a audiência mais gosta, ajustar a playlist em tempo real e até criar boletins de notícias automáticos. Mas calma, a tecnologia aprimora o meio, mas não tira o lugar do ser humano. A voz, a credibilidade e a capacidade de se conectar com as pessoas de forma genuína continuam sendo o grande diferencial do rádio. 

No fim das contas, o rádio no Brasil é a prova de que um bom meio de comunicação não morre, ele evolui. No Dia do Rádio, a gente celebra essa jornada incrível e reforça que, com sua simplicidade e proximidade, ele segue sendo uma das forças mais democráticas e influentes na nossa comunicação. 

*O conteúdo dos artigos assinados não representa necessariamente a opinião do Mackenzie. 

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