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Curta feito no Amapá, é semifinalista em festival de Hollywood e já soma 13 prêmios internacionais

  • Audiovisual, Secundário 1, Sub-Editoria Tela, Tela
  • 2026-09-02
  • Sem comentários
  • 4 minutos de leitura

*Curta-metragem amapaense foi reconhecido como Melhor Filme na Grécia e recebeu nota máxima em festival de Los Angeles*

O cinema produzido na Amazônia segue conquistando espaço no circuito internacional. O curta-metragem “Amazônia Xamã”, dirigido pelo cineasta amapaense Rodrigo Pedroza, foi selecionado como semifinalista do Hollywood Indy Festival, realizado em Hollywood, nos Estados Unidos. A nova conquista se soma a uma trajetória marcada por seleções e premiações em diferentes países, que já resultou em 13 prêmios internacionais para a produção.

A circulação internacional do filme ganhou um de seus principais capítulos em Atenas, na Grécia, onde “Amazônia Xamã” foi consagrado com o prêmio de Melhor Filme no AIMAF – Athens International Monthly Art Festival. A obra também recebeu Menção Honrosa e integrou a lista dos Top Films do evento, consolidando sua presença entre os destaques da mostra.

Nos Estados Unidos, o curta também obteve reconhecimento expressivo. No LA Independent Film Channel Festival, em Los Angeles, “Amazônia Xamã” alcançou nota 10 em todos os quesitos avaliados, reforçando a repercussão de sua proposta artística e narrativa diante de júris internacionais.

A trajetória do filme inclui ainda premiações em diferentes festivais e países. Entre os principais reconhecimentos estão os prêmios de Melhor Filme e Melhor Direção no Nature Without Borders International Film Festival (NWBIFF); Melhor Filme no Indie Film Fest e no Cripton Festival; além do prêmio de Melhor Filme de Ficção Científica, em Rotterdam, na Holanda. A produção também recebeu Menção Honrosa em um festival realizado em Nova York.

Uma Amazônia do futuro

“Amazônia Xamã” utiliza a ficção científica para imaginar um futuro distópico em que a tecnologia, em vez de representar necessariamente progresso e emancipação, passa a reproduzir estruturas históricas de exploração. No universo apresentado pelo curta, robôs garimpeiros e máquinas madeireiras substituem os homens na devastação da Amazônia, criando novas formas de colonialismo e aprofundando a exploração dos recursos naturais.

Nesse futuro marcado pela destruição, a tecnologia assume uma função simbólica: as máquinas tornam-se agentes de uma lógica de exploração que atravessa séculos. O filme estabelece, assim, uma relação direta entre os processos de colonização do passado e as ameaças contemporâneas à floresta, aos territórios e aos povos originários.

Em contraponto ao avanço tecnológico e à devastação, a narrativa valoriza os saberes ancestrais dos povos indígenas e presta homenagem ao cacique Raoni, uma das principais referências internacionais na luta pela preservação da floresta e pela defesa dos direitos dos povos originários.

A presença de Raoni no imaginário da obra amplia a dimensão política e simbólica do curta, conectando a narrativa futurista a uma memória viva de resistência. O passado, o presente e o futuro se encontram em uma Amazônia ameaçada, mas também atravessada pela possibilidade de resistência e transformação.

Ficção científica para refletir sobre o presente

Ao construir uma Amazônia futurista dominada por máquinas, “Amazônia Xamã” não pretende apenas imaginar um cenário distante. A obra utiliza a ficção científica como ferramenta para provocar uma reflexão sobre questões que já fazem parte do presente.

O filme questiona os limites de um modelo de desenvolvimento baseado na exploração indiscriminada dos recursos naturais e propõe uma reflexão sobre os ciclos históricos de violência que marcaram a colonização do Brasil. A partir desse olhar, a devastação ambiental aparece como continuidade de uma lógica histórica que transforma territórios, pessoas e recursos em objetos de exploração.

A narrativa também coloca em debate uma pergunta fundamental: é possível construir um futuro diferente para a Amazônia?

Ao combinar ficção científica, questões ambientais, memória histórica e cultura dos povos originários, Rodrigo Pedroza cria uma obra que busca provocar o espectador para além da experiência cinematográfica. A floresta apresentada no filme é território, memória, identidade e futuro.

A escolha da ficção científica permite ainda inverter perspectivas tradicionalmente associadas à Amazônia no cinema. Em vez de apresentar a floresta apenas como cenário exótico ou espaço a ser descoberto, “Amazônia Xamã” a coloca no centro de uma discussão sobre o futuro do planeta e sobre os modelos de sociedade que estão sendo construídos no presente.

Global Condor e o mercado audiovisual brasileiro

Mas a ligação de Rodrigo com o cinema não é só na direção e produção de filmes. Em 2025 ele lançou O Global Condor, e o mercado audiovisual brasileiro ganhou um software pioneiro criado por Rodrigo, com produção das empresas amapaenses Cia Viva e Kachupada Produtora. Aprovado pela ANCINE, o projeto já desponta como uma das mais completas plataformas para o desenvolvimento de projetos culturais e audiovisuais no país, com foco em acessibilidade, democratização do conhecimento e uso de inteligência artificial de ponta.

Uma plataforma inclusiva e revolucionária

Desenvolvido para atender a todas as etapas da criação e execução de projetos culturais – de roteiros para cinema e TV a propostas para editais, teatro e documentários – o Global Condor tem como diferencial sua plataforma 100% acessível. O sistema permite que qualquer pessoa, com ou sem deficiência, possa escrever, editar, estruturar, roteirizar e apresentar projetos completos, por texto, voz ou áudio.

“Criei o Global Condor a partir da carência de ferramentas acessíveis e completas que atendessem tanto a quem cria quanto a quem avalia os projetos, com uma preocupação real com a inclusão. O objetivo era ser o melhor do mercado — e conseguimos ir além disso”, afirma Rodrigo Pedroza, idealizador do software.

Principais funcionalidades

  • Roteirização com acessibilidade total: digitação convencional, comando de voz, audiodescrição automática e leitura técnica por áudio.
  • Estruturação de projetos culturais: com campos específicos para apresentação, justificativa, objetivos, cronograma, metas e orçamento.
  • Storyline, sinopse e personagens com análise psicológica assistida por IA.
  • Roteirização profissional com cabeçalhos, diálogos, transições e tradutor integrado.
  • Portfólios e capas personalizáveis para editais e plataformas de streaming.
  • Análise narrativa com gráficos de emoção, ação e reviravoltas.
  • Storyboard automático a partir do roteiro, com geração de imagens e vídeos.
  • Visor do Diretor: simulação de locações, iluminação, figurinos e trilhas sonoras com IA.
  • Biblioteca de pesquisa e cursos integrados para formação contínua.
  • Exportação em múltiplos formatos: texto, áudio ou ambos.

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