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ARTIGO. Longevidade Solidária é um compromisso com a vida

  • Destaque 2-envelhescência, Envelhescência, Sub-Editoria Envelhescência
  • 2024-10-17
  • Sem comentários
  • 4 minutos de leitura

Marcos Ferreira - Crédito: Mauro Stanichesk

Por Marcos Ferreira: investidor anjo e especialista em longevidade

Entrar na maturidade e estudar a longevidade é um momento que nos gera muita reflexão. Olhamos para trás e contemplamos a jornada percorrida, entendemos nossos acertos, comemoramos as vitórias, muitas delas,  que jamais imaginávamos conseguir e refletimos como aproveitar toda essa vivência, de forma que deixemos um legado para as próximas gerações.

Sou pai de um homem e tio de seis, incluindo duas sobrinhas – uma delas muito me ensinou no período em que morou comigo. Com as preocupações com uma adolescente migrando para sua fase adulta, senti na pele a preocupação de temas relacionados à igualdade de gênero e à proteção das mulheres e meninas vulneráveis. Como ainda estava atuando em uma empresa, guardei este sonho para trabalhar em outro momento, de forma que pudesse me entregar de forma total.

Há alguns anos, tive o privilégio de me envolver com um projeto que tem sido uma luz em meio às estatísticas sombrias que assolam nosso país: o projeto de apadrinhamento da Plan International Brasil. Diante dos dados alarmantes sobre casamentos infantis, exploração sexual, violência e feminicídio que assombram o Brasil, senti que precisava fazer algo mais do que apenas lamentar essas realidades. Eu precisava agir.

A Plan International é uma organização que está presente em mais de 80 países, com uma história de 87 anos de dedicação às crianças e aos direitos das meninas. No Brasil, há 27 anos, eles têm feito um trabalho notável, impactando milhões de vidas em comunidades no Maranhão, Bahia, Piauí e São Paulo. Ao longo desse tempo, mais de 10 milhões de meninas e meninos foram impactados, e mais de 75 mil crianças foram diretamente beneficiadas. Esses números não são apenas estatísticas, são histórias de vidas transformadas, de esperança restaurada e de futuros reimaginados.

O que me inspirou a aceitar o convite para ser o primeiro homem embaixador dessa causa foi o compromisso da Plan International em enfrentar de frente as questões que afligem as meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade. Eles trabalham para criar mudanças estruturais e sistêmicas que promovam a igualdade de gênero e protejam os direitos das crianças. O trabalho inclui programas de educação, empoderamento econômico, prevenção da violência e promoção da saúde sexual e reprodutiva.

Atualmente, há mais de 16 mil crianças apadrinhadas pelo programa da Plan International Brasil, mas ainda há mais de 2 mil crianças esperando por um padrinho ou madrinha. As crianças participam de atividades e projetos, recebem visitas de agentes de desenvolvimento comunitário e são monitoradas sobre o cumprimento de seus direitos. Mas todos os recursos arrecadados com o apadrinhamento são revertidos para ações que alcançam toda a comunidade e não especificamente cada criança apadrinhada. 

O Relatório de atividades da Plan explica que as equipes cadastram crianças em comunidades atendidas na Região Metropolitana de São Luís, em Codó e cidades do entorno – no Maranhão –, e em Teresina, no Piauí, para que elas possam ter madrinhas e padrinhos na Plan, com quem trocam cartas regularmente. Essas pessoas também fazem uma doação mensal regular, que é destinada à realização de programas e projetos como Cambalhotas, Escola de Liderança para Meninas e Empodera Elas nas comunidades. O apadrinhamento tem uma doação mensal recorrente a partir de R$ 65, com efeitos de longo prazo e benefícios para toda a comunidade, como aponta a pesquisa interna Changing Lives. E quem apadrinha uma ou mais crianças recebe informações anuais sobre a criança e sua evolução. Além das cartas, madrinhas e padrinhos costumam enviar presentes de aniversário, Dia das Crianças e nas festas de final de ano – em geral, itens educativos, material escolar, brinquedos.

Estando mais próximo pude testemunhar o impacto positivo que o apoio pode ter na vida de uma criança. Dentre as diversas iniciativas da Plan, um dos que mais me chama atenção é o de Programa de Apadrinhamento, em que voluntários podem contribuir com um valor mensal, a partir de R$ 65. Em contrapartida, além de beneficiar crianças, a organização envia cartas e atualizações regulares sobre o progresso e cada uma delas é um lembrete poderoso do poder da solidariedade e do compromisso de cuidar uns dos outros.

Mas mais do que isso, ser padrinho é um compromisso de longo prazo, é um compromisso de vida. Estar ao lado de uma criança em sua jornada, de ser uma fonte constante de apoio e encorajamento, de ser um agente de mudança em um mundo que muitas vezes parece desolador.

Sobre Marcos Eduardo Ferreira – Investidor Anjo, Especialista em Longevidade e Mercado Securitário. Possui experiência de 32 anos como Executivo na MAPFRE. Nos últimos 15 anos, ocupou o cargo de CEO no Brasil e América do Sul, período em que também viveu como expatriado em Bogotá (2017 a 2020). Após essa trajetória profissional, decidiu embarcar em um período sabático, com o objetivo de reorganizar sua vida familiar e aprimorar seus conhecimentos em temas relacionados à Longevidade.

Durante esse período de pausa, Marcos cursou a 1ª Turma do Programa de Especialização em Mercado de Longevidade da FGV – SP. Além disso, investiu em startups e, cofundou o Homens de Prata, canal no Youtube. Em julho de 2022, lançou a Silver Hub – Aceleradora e Agregadora de Negócios, com foco no apoio ao desenvolvimento de empreendedores e startups que oferecem produtos e serviços para o público 50+. Marcos é um entusiasta do empreendedorismo e um observador ativo dos impactos da longevidade, além de ser um grande incentivador da economia prateada.

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