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Assédio moral é real! Dados mostram a violência psicológica praticada nas empresas

  • Atitude, Comportamento, Destaque 3, Sub-Editoria Atitude
  • 2025-07-24
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Indiferença, não reconhecimento do trabalho executado, ameaças e até falas ríspidas podem ser indicativos para práticas de assédio moral e abuso de poder nas empresas. De acordo com a psicóloga clínica e especialista em Terapia Cognitiva Comportamental, Paula Marques, a recorrência desse tipo de atitude no ambiente laboral pode afetar a saúde mental do colaborador e causar adoecimentos como ansiedade e burnout – o também chamado esgotamento mental.

Uma pesquisa realizada pelo SINDSAÚDE aponta que 87% das pessoas alvos do estudo confessaram ter sido vítimas de algum tipo de assédio pelos seus superiores. A pesquisa foi realizada no ano passado, mas traz um panorama preocupante, sobretudo em relação a esta área de atuação – um segmento que exige calma, atenção e bom ambiente para que os trabalhadores possam atender às expectativas dos pacientes, como também um alerta para a prática do assédio em outros segmentos de atuação profissional.

Na Bahia, foram recebidas 791 denúncias sobre assédio moral e sexual pela Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do estado, aproximadamente duas ocorrências por dia útil – conforme análise divulgada em 2023. Para Paula Marques, que também é psicóloga jurídica, os ataques à vítima começam de forma, por vezes, imperceptível. Isso faz com que elas não se atentem para um tratamento de maneira desigual ou que estejam sendo diminuídas em comparação aos colegas. “Se por um lado temos ainda poucas referências, em termos de dados estatísticos sobre o assunto, por outro crescem nos consultórios o número de casos de pessoas com sintomatologia de ansiedade e esgotamento emocional relacionadas ao trabalho”, alertou

Ainda segundo ela, quando o abuso é reiterado, o corpo passa a mostrar sinais claros de que algo não anda bem. Foi o que aconteceu com a também profissional da área de psicologia, Normanda Vidal. Após passar por situações constrangedoras em público, desvalorizada e excluída, em uma instituição de ensino na qual foi convidada a trabalhar, ela começou a apresentar sinais de desconforto emocional. “Eu sentia fortes dores de cabeça, estava desmotivada, cansada e sofria perseguição da direção, além de descaso quanto a minha situação gestacional de risco – dita antes mesmo da contratação”, pontuou ela que também foi alvo de gritos da chefia imediata e era constantemente infantilizada por ela.

É essencial se atentar ao comportamento do líder na postura em relação ao liderado, no tom de voz inadequado, numa exposição em público sobre uma falha ou erro; bem como a indiferença ao abalo que essas atitudes causam na vítima. “Por vezes, quem está no poder nem mesmo sente quando extrapola. Como dizem, ‘o poder sobe à mente’ e, alguns gestores, tendem a levar essa frase ao pé da letra, crendo que tudo podem e que tudo deve ser aceito.

Quanto a essa realidade, a médica do trabalho Ana Paula Teixeira destaca que os líderes também precisam de supervisão, consultoria e treinamento continuado para que abusos não ocorram dentro da empresa, ainda mais de forma recorrente. Ela, que é especialista em Saúde e Bem-estar, costuma realizar palestras institucionais sobre boas práticas no trabalho para manter um sistema organizacional que funcione, sem adoecer. “Depois de mais de três décadas observando os impactos emocionais da liderança, estou finalizando um guia que será lançado em breve. Ele convida líderes a realizarem uma autoavaliação estruturada, com base em um instrumento validado internacionalmente, para refletirem sobre suas práticas e promoverem ambientes mais saudáveis”, ressaltou Ana Paula Teixeira.

Além de adoecer, assédio é crime!

Sobre o aspecto legal, a advogada trabalhista Paula Lima destaca que mulheres se encontram em condição de maior vulnerabilidade, resultante de um conjunto de fatores históricos, culturais e estruturais. “A principal causa dessa realidade é a persistência de uma sociedade com bases patriarcais e machistas, que, historicamente, condiciona a mulher a um papel de fragilidade e subordinação”, explica.

“A experiência prática e a análise de casos judiciais revelam que o assédio (moral e sexual) frequentemente se manifesta associado a outras formas de violação de direitos, como a discriminação de gênero, a desigualdade salarial e os obstáculos à ascensão profissional. Soma-se a isso o impacto da maternidade, a sobrecarga da dupla jornada e a existência de ambientes organizacionais ainda marcados por condutas discriminatórias”, alerta a especialista.

O fato de, por vezes, o assédio ocorrer dentro de uma sala, em locais não públicos ou pela existência de testemunhas, algumas pessoas não conseguem levar o processo adiante. “No Direito do Trabalho, apenas a palavra da vítima não basta para validar o assédio. É preciso que haja provas testemunhais que indiquem que alguém presenciou a situação. Documentos como conversa via WhatsApp ou por e-mail; gravações, caso a empresa tenha monitoramento por imagem; ou gravações capturadas pela própria vítima, podem ser fortes ferramentas comprobatórias nestas situações”, concluiu.

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