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Bienal do Lixo Salvador une em exposição novos talentos e artistas consagrados na transformação do resíduo em arte

  • Calendário, Destaque 2-saia-de-casa, Saia de Casa, Sub-Editoria Saia de Casa
  • 2025-09-03
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Evento acontece de 4 a 7 de setembro, no Farol da Barra, e reúne artistas estreantes e veteranos em reflexões sobre consumo, descarte e reaproveitamento de materiais, celebrando criatividade e sustentabilidade

A Bienal do Lixo 2025, que será realizada no Farol da Barra, em Salvador (BA), entre os dias 4 e 7 de setembro, terá em sua programação uma grande exposição de arte sustentável. A mostra reunirá artistas consagrados e novos talentos que transformam resíduos em obras impactantes, promovendo novas perspectivas sobre consumo, descarte e reaproveitamento de materiais. As obras utilizam diferentes resíduos, como plástico, papelão, metais, vidro e eletrônicos, convertidos em peças artísticas inovadoras. Um dos destaques internacionais é a estreia no Brasil da ONG Ocean Sole, do Quênia, que apresentará duas esculturas de grande porte — uma girafa e um elefante — confeccionadas a partir de chinelos reciclados retirados de praias e oceanos.

Sediada em Nairóbi, a Ocean Sole recicla mais de um milhão de chinelos por ano, apoiando comunidades locais e conscientizando sobre a poluição marinha. “Estamos honrados em trazer nossa história para o Brasil. Por meio da arte, destacamos a poluição por resíduos plásticos, protegemos a vida marinha e criamos meios de subsistência sustentáveis”, afirma Erin Smith, CEO da Ocean Sole.

A exposição também contará com obras de artistas brasileiros que trabalham a partir de resíduos, incluindo veteranos como Jota Azevedo e Cacau, que participaram da primeira edição da Bienal, em 2022, em São Paulo. “A arte que utiliza materiais reciclados vem ganhando reconhecimento em todo o mundo. Em breve, terá grande valor, assim como outras formas de expressão consagradas”, avalia Jota Azevedo.

Co-curador da exposição, Cacau apresentará uma instalação sonora interativa inspirada na composição Trenzinho Caipira, de Heitor Villa-Lobos, com letra de Ferreira Gullar, de quem foi aluno. Totens feitos de sucata convidarão o público a criar sons a partir de instrumentos confeccionados com materiais recicláveis. “Há dois anos venho pesquisando como transformar resíduos em música. Essa obra provoca a reflexão: qual destino damos ao que produzimos e descartamos? Para onde nos leva esse ‘trem’ da sociedade contemporânea?”, questiona o artista.

Para os estreantes, a participação no evento marca um divisor de águas. “Ser convidada para a Bienal do Lixo é uma honra, pois sempre busquei ressignificar materiais por meio da minha arte”, afirma Agatha Faveri. “Minha obra destaca a importância do reaproveitamento e de como o público pode enxergar o lixo como possibilidade criativa”, acrescenta Calvo. Já Gabriel Gombossy reforça: “A Bienal do Lixo mostra que a criatividade pode dar novo valor aos resíduos, ampliando o debate sobre consumo, descarte e reutilização”.

De Ilhéus (BA), Goca Moreno destaca o aspecto social: “Eventos como este aproximam arte e sociedade, criando um espaço onde estética e consciência caminham juntas”. A fotógrafa Marina Moterle, também estreante, apresentará registros de resíduos coletados em viagens internacionais. “Participar é um marco na minha história. Minhas obras convidam à reflexão sobre consumo e descarte, valorizando catadores e povos originários como agentes de regeneração”, afirma.

Além da exposição principal, a Bienal terá oficinas práticas de upcycling. A ONG Refoliar ministrará quatro oficinas para 120 participantes, criando porta-retratos sustentáveis a partir de abadás, sem necessidade de costura. A ONG Humana Brasil, por sua vez, oferecerá oficinas de chaveiros e porta-joias confeccionados com tecidos reaproveitados, além de um ponto de coleta de roupas. Ambas também colaborarão com os looks do Desfile Sustentável, marcado para sábado (6/9).

A programação traz ainda o Desfile de Moda Consciente, os Painéis de Diálogos e a Mostra de Cinema, sediados na Associação Atlética da Bahia.

Organizada pelas agências La Mela e Usina, a Bienal do Lixo 2025 é viabilizada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura. O evento ocupará uma área de 3.000 m² no Farol da Barra, com um domo central de 175 m² para abrigar a exposição principal.

Consolidada como um dos mais importantes eventos culturais e ambientais do Brasil, a Bienal promove reflexão essencial sobre o impacto de nossas escolhas e o poder da arte como ferramenta de transformação social e ambiental.

Patrocinadores

A Bienal do Lixo 2025 é apresentada pelo Ministério da Cultura e Rabobank, com realização das agências La Mela, Usina, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Patrocínio: Rabobank, GWM, Klabin, Deloitte, Química Anastacio, Suhai Seguradora, Irani Papel e Embalagem, Burger King, Starbucks, Popeyes, Banco do Nordeste, Vivensis, Faber-Castell, Celomax, Green Mining e Positiv.a. Apoio: Prefeitura de Salvador (BA).

Em sintonia com os objetivos da COP30, a Bienal reafirma seu papel de transformação e conscientização no cenário global das mudanças climáticas.

– BIENAL DO LIXO SALVADOR
Data: 4 a 7 de setembro de 2025
Local: Farol da Barra
Horário: Das 10h às 19hs

Entrada: Gratuita via Sympla
Site: www.bienaldolixo.com.br

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