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5 anos após a Covid-19, oncologia colhe frutos da revolução científica da pandemia

  • Destaque 1-vitalidade, Saúde, Sub-Editoria Vitalidade, Vitalidade
  • 2025-03-12
  • Sem comentários
  • 2 minutos de leitura

Da urgência global contra o coronavírus nasceram avanços que estão ajudando a remodelar o combate ao câncer, com progressos que vão da telemedicina às vacinas criadas a partir do mRNA

Em março de 2020, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a Covid-19 como uma pandemia, a comunidade médica não poderia prever a extensão do que estava por vir. Passados cinco anos, entre reflexões sobre erros e acertos, é inegável que há legados inesperados desse período a serem celebrados no combate à outra doença que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta atualmente aproximadamente 53,5 milhões de pessoas em todo o mundo: o câncer. 

“A corrida contra o tempo para combater o coronavírus acelerou inovações que hoje beneficiam milhões de pacientes oncológicos. No momento em que recordamos os cinco anos desde o início da pandemia, fica claro que a medicina emergiu mais forte e mais preparada para enfrentar outros desafios na saúde, incluindo o câncer”, afirma Carlos Gil Ferreira, diretor médico da Oncoclínicas&Co. e presidente do Instituto Oncoclínicas.

Para ele, as transformações catalisadas pela Covid-19 continuarão moldando o futuro do tratamento oncológico, oferecendo esperança renovada para milhões de pacientes em todo o mundo. “A pandemia nos forçou a repensar paradigmas e acelerar processos que, em condições normais, levariam décadas. Hoje, colhemos os frutos dessa revolução científica no tratamento do câncer”, enfatiza. 

1. Revolução do mRNA: da Covid-19 ao câncer

A tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), que ganhou destaque mundial com as vacinas contra Covid-19, emerge agora como uma promissora ferramenta contra o câncer. “O sucesso das vacinas de mRNA abriu caminho para potencial aplicação em imunoterapias personalizadas contra tumores. Estamos testemunhando resultados preliminares impressionantes em alguns tipos de câncer”, destaca Ferreira.

2. Telemedicina: quebrando barreiras geográficas

O isolamento social imposto pela pandemia consolidou a telemedicina como ferramenta essencial. “Descobrimos que muitas consultas de acompanhamento podem ser realizadas remotamente, permitindo que pacientes de áreas distantes mantenham contato regular com seus oncologistas. Isso revolucionou o acesso ao tratamento especializado”, explica o especialista.

3. Aceleração de pesquisas clínicas

A urgência da pandemia estabeleceu novos padrões para a condução de estudos clínicos. “Aprendemos a realizar pesquisas com mais agilidade, sem comprometer a segurança. Hoje, aplicamos esse conhecimento para acelerar o desenvolvimento de novos tratamentos contra o câncer”, pontua o diretor médico da Oncoclínicas.

4. Monitoramento remoto e tecnologias digitais

A necessidade de acompanhamento à distância impulsionou o desenvolvimento de ferramentas digitais para monitoramento de pacientes. “Aplicativos e dispositivos vestíveis permitem acompanhar sintomas e efeitos colaterais em tempo real, possibilitando intervenções mais rápidas quando necessário”, ressalta Ferreira.

5. Colaboração científica global

A pandemia demonstrou o poder da colaboração internacional em pesquisa médica. “Vimos a comunidade científica global unida como nunca antes. Essa cultura de compartilhamento de dados e descobertas permanece, acelerando avanços no tratamento do câncer”, afirma o oncologista

A experiência com a Covid-19 deixou um legado duradouro para a oncologia. “Embora a pandemia tenha sido um período desafiador, as lições aprendidas e as inovações desenvolvidas continuarão beneficiando pacientes com câncer por muitos anos”, conclui Carlos Gil Ferreira.

Saiba mais em: www.grupooncoclinicas.com.

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