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Com indicados ao Grammy Latino, Festival Sangue Novo chega à 8ª edição revelando novos caminhos da música 

  • Música, Ribalta, Secundário 1, Sub-Editoria Ribalta
  • 2026-10-08
  • Sem comentários
  • 4 minutos de leitura

O festival acontece nos dias 17 e 18 de outubro, no Trapiche Barnabé, em Salvador. O projeto tem patrocínio da Tim e do Estado da Bahia, através do Fazcultura, Secretaria da Cultura e Secretaria da Fazenda. Apoio ProCultura, com realização da Maré Produções Culturais.

A música brasileira atravessa um momento de expansão e renovação, com novos artistas, gêneros e territórios ganhando espaço entre o público e mercado. Em 2025, o setor fonográfico brasileiro movimentou R$ 3,9 bilhões, crescimento de 14,1% em relação ao ano anterior, segundo a Pro-Música Brasil. O avanço acompanha uma cena ainda mais diversa, na qual diferentes sonoridades e artistas encontram novas formas de chegar ao público.

É nesse movimento que festivais voltados à descoberta e à valorização de novos nomes assumem um papel importante na construção da cena musical. Na Bahia, o Festival Sangue Novo se consolidou ao longo de suas edições como um espaço dedicado a artistas que estão movimentando a cena brasileira, aproximando nomes em diferentes momentos da carreira de um público interessado em conhecer novas sonoridades.

“A TIM acredita que a tecnologia e a conectividade têm o poder de aproximar pessoas, ampliar oportunidades e dar visibilidade a novas vozes. Por isso, temos orgulho de apoiar o Festival Sangue Novo pelo quarto ano consecutivo, um projeto que promove diversidade, inovação artística e a riqueza da produção cultural brasileira, criando pontes entre diferentes territórios, talentos e públicos no cenário baiano”, disse Ana Carolina Abees, Head de Brand Experience da TIM Brasil.

Nascido na Bahia, o festival construiu uma trajetória marcada pela diversidade de gêneros, territórios e perspectivas. Ao longo das sete primeiras edições, mais de 75 artistas passaram pelos palcos do Sanguinho, entre nomes que posteriormente ampliaram sua presença no circuito nacional e internacional, como Linn da Quebrada, Jaloo, Duda Beat, Majur, Jota.pê, Marina Sena, Xênia França, Tássia Reis, FBC, Flora Matos, Tuyo, Bala Desejo, Josyara, Tulipa Ruiz e outros.

A proposta também acompanha uma transformação na própria maneira em como a música é produzida, consumida ou descoberta. Se antes as grandes distribuidoras concentravam boa parte das oportunidades de circulação, o fortalecimento de cenas locais e a presença de diferentes territórios na programação dos festivais têm ampliado os caminhos para artistas que estão construindo suas trajetórias fora dos circuitos mais tradicionais.

Na última edição do Sangue Novo, em 2025, o festival reuniu artistas de diferentes regiões e linguagens, mantendo uma curadoria formada por 40% de nomes com raízes na Bahia e 60% vindos de outros estados. A programação também teve 80% de participação de artistas LGBTQIAPN+, mulheres e pessoas negras e pardas, números que ajudam a traduzir uma das principais características do evento: a busca por uma programação que reflita a pluralidade da música brasileira contemporânea.

“O Festival Sangue Novo é um convite à experimentação e à descoberta. Queremos que o público chegue aberto para se conectar com artistas brasileiros que vêm transformando, renovando e apontando novos caminhos para a música popular brasileira. Há oito anos, criamos um palco onde a diversidade de ritmos, sonoridades, territórios e identidades se encontram. Ao longo dessa trajetória, o festival também se tornou a porta de entrada para muitos artistas em Salvador, recebendo, em diversos casos, seus primeiros shows na capital baiana”, explica Fernanda Bezerra, curadora do Festival Sangue Novo.

Além de reunir apresentações, o evento também construiu uma relação de proximidade com o público ao longo dos anos. A experiência proposta pelo Sangue Novo passa pela descoberta de artistas, pela convivência entre diferentes cenas e pela criação de um ambiente em que novos trabalhos podem ser apresentados sem que o público precise esperar que esses nomes já estejam consolidados no mercado. 

A 8ª edição mantém essa perspectiva ao reunir, nos dias 17 e 18 de outubro, no Trapiche Barnabé, em Salvador, artistas que representam diferentes caminhos da música brasileira atual. Céu, Rachel Reis, Juliana Linhares, Bia Soull, Getúlio Abelha, Zé Ibarra, Guigga Maraká e Zaynara estão entre os nomes já confirmados para a programação, que deve reunir cerca de 13 atrações. Do Beat Melody ao forró, do funk à MPB, passando por diferentes experimentações da música popular brasileira, a line mantém o caráter plural que acompanha a identidade do festival.

A curadoria também parte da compreensão de que renovação não significa apenas apresentar artistas novos, mas acompanhar os movimentos que vem transformando a música nacional. São artistas que transitam entre gêneros, incorporam referências de diferentes territórios e criam novas possibilidades para a relação entre tradição e contemporaneidade. Para Fernanda, essa busca é parte essencial da identidade construída pelo evento ao longo dos anos.

“Criamos um elo verdadeiro entre artistas e público. Mais do que apresentar shows, o Sangue Novo propõe encontros, desperta curiosidades e convida o público a conhecer os artistas que estão ajudando a construir a música brasileira do presente e do futuro”, conclui a curadora.

O projeto tem patrocínio da Tim e do Estado da Bahia, através do Fazcultura, Secretaria da Cultura e Secretaria da Fazenda. Apoio ProCultura, com realização da Maré Produções Culturais.

SERVIÇO:

[Festival Sangue Novo VIII]

Local: Trapiche Barnabé –  Av. Jequitaia, 5 – Comércio, Salvador – BA;

Datas: 17 e 18 de outubro;

Ingressos: via Sympla.

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