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Como identificar profissionais qualificados em meio à popularização dos procedimentos 

  • Bem Estar, Destaque 2-vitalidade, Sub-Editoria Vitalidade, Vitalidade
  • 2026-07-16
  • Sem comentários
  • 4 minutos de leitura

Freepik

Com o aumento dos procedimentos estéticos no Brasil, especialistas alertam que formação adequada, título reconhecido e estrutura hospitalar segura devem pesar mais do que redes sociais, preço ou popularidade na escolha do profissional

O Brasil permanece entre os maiores mercados de cirurgia plástica do mundo, com dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery mostram que o país figura de forma consistente entre os líderes globais em procedimentos estéticos, realidade que ampliou o acesso aos tratamentos, mas também aumentou um desafio para os pacientes: distinguir profissionais devidamente qualificados daqueles que atuam sem a formação necessária para realizar cirurgias com segurança.

O tema voltou a ganhar atenção após sucessivos casos divulgados pela imprensa envolvendo complicações graves, procedimentos realizados por profissionais sem especialização adequada e cirurgias executadas fora de ambientes hospitalares apropriados. Embora a maioria das intervenções ocorra de forma segura, especialistas afirmam que a escolha do médico continua sendo o principal fator de prevenção de riscos evitáveis.

Para a cirurgiã plástica facial Dra. Danielle Gondim, formada pelo Instituto Ivo Pitanguy, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e com formação complementar em centros internacionais de referência em cirurgia facial, a popularização dos procedimentos estéticos criou uma falsa sensação de simplicidade em torno de intervenções que continuam sendo atos médicos complexos. Sua trajetória e qualificação profissional são descritas em seus materiais institucionais.

“A cirurgia plástica é uma especialidade médica que exige anos de formação específica. O paciente precisa entender que resultado estético e segurança caminham juntos. Muitas vezes, a atenção está concentrada apenas nas fotos de antes e depois ou no número de seguidores nas redes sociais, quando os critérios mais importantes são formação, experiência e estrutura de atendimento”, afirma.

O primeiro passo é verificar a formação médica

Segundo a especialista, um dos erros mais comuns é acreditar que qualquer médico que realize procedimentos estéticos seja necessariamente cirurgião plástico.

No Brasil, a formação considerada adequada para exercer a especialidade inclui graduação em Medicina, residência médica em Cirurgia Geral e posteriormente residência em Cirurgia Plástica reconhecida pelo Ministério da Educação ou programas credenciados pelas entidades responsáveis pela formação médica.

Além disso, o profissional deve possuir Registro de Qualificação de Especialista (RQE), documento que comprova oficialmente sua especialização junto aos Conselhos Regionais de Medicina.

“A existência do RQE é uma das formas mais simples e objetivas de verificar se aquele médico possui formação reconhecida na especialidade que está oferecendo. É uma informação pública e que pode ser consultada pelos pacientes”, explica.

Filiação à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica é um indicativo importante

Outro critério recomendado é verificar se o profissional integra a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, principal entidade da especialidade no país.

A associação exige formação específica, cumprimento de critérios técnicos e atualização contínua dos seus membros. Embora a filiação não seja obrigatória para o exercício profissional, ela costuma funcionar como um indicador adicional de qualificação.

“O paciente deve buscar informações em fontes oficiais. A consulta ao CRM, ao RQE e às entidades médicas oferece muito mais segurança do que decisões baseadas exclusivamente em publicidade ou recomendações informais”, diz a médica.

Estrutura hospitalar também deve ser avaliada

A análise não deve se limitar ao currículo do profissional. O local onde a cirurgia será realizada também precisa ser observado.

Hospitais credenciados, centros cirúrgicos equipados, equipe de anestesia qualificada e protocolos de segurança são fatores que influenciam diretamente a capacidade de resposta diante de qualquer intercorrência.

De acordo com a cirurgiã, procedimentos considerados rotineiros continuam sendo cirurgias e exigem planejamento rigoroso.

“Não existe procedimento sem risco. O que existe é a redução dos riscos por meio de indicação adequada, avaliação pré-operatória criteriosa, equipe preparada e ambiente seguro para a realização da cirurgia”, afirma.

Redes sociais não substituem credenciais médicas

A presença digital passou a ter peso crescente na decisão dos pacientes. No entanto, especialistas alertam que a popularidade online não deve ser confundida com qualificação técnica.

Fotos de resultados, vídeos virais e grande volume de seguidores podem transmitir credibilidade, mas não substituem a verificação das credenciais profissionais.

“A comunicação digital tem seu papel na educação dos pacientes, mas ela não pode ser o único critério de escolha. O paciente precisa investigar a formação do médico com o mesmo cuidado que dedica à avaliação dos resultados apresentados”, observa.

Segurança tende a ganhar mais importância na decisão dos pacientes

O amadurecimento do mercado de cirurgia plástica tem levado parte dos pacientes a adotar uma postura mais criteriosa antes de decidir por um procedimento. Além da busca por resultados naturais e individualizados, cresce o interesse por informações relacionadas à formação dos profissionais, protocolos de segurança e qualidade da assistência médica.

Para Danielle Gondim, esse movimento representa uma evolução positiva na relação entre pacientes e cirurgia plástica.

“A segurança de uma cirurgia começa muito antes do procedimento. Ela envolve uma avaliação criteriosa do paciente, indicação adequada, equipe preparada e uma estrutura capaz de oferecer assistência completa em todas as etapas do tratamento”, conclui.

Sobre Danielle Gondim

Dra. Danielle é cirurgiã plástica especializada em face, com reconhecimento internacional. Desde a infância interessada pelas artes, formou-se no Instituto Ivo Pitanguy, onde também atuou como docente por quase cinco anos. Ao longo da carreira, realizou fellowships nos principais serviços de cirurgia plástica do mundo, incluindo centros liderados por Dr. Nayak e Ben Talei, nos Estados Unidos, e por Dr. Francisco Bravo, em Madri.

Membro das associações Internacional, Americana e Brasileira de Cirurgia Plástica, é frequentemente convidada a palestrar em congressos relevantes da especialidade no Brasil e no exterior. 

Em 2025, foi premiada por seu trabalho no Congresso Mundial de Cirurgia Plástica da ISAPS, realizado em Singapura, reconhecimento concedido a um grupo restrito de especialistas.


Criadora da técnica Singular Restore®, alia ciência e arte para alcançar resultados naturais, nos quais a jovialidade se destaca sem evidência de intervenção cirúrgica. Seu trabalho é pautado pela individualidade facial e pela preservação da identidade de cada paciente.

Procurada por pacientes de diferentes países, também recebe semanalmente médicos do Brasil e do exterior interessados em conhecer sua abordagem técnica.

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