O curta-metragem “Amazônia Xamã”, dirigido pelo cineasta amapaense Rodrigo Pedroza, foi consagrado com o prêmio de Melhor Filme no festival AIMAF, realizado em Atenas, na Grécia, e ainda recebeu Menção Honrosa, consolidando sua presença entre os grandes destaques da mostra ao integrar a lista dos Top Films do evento.
Ao longo de sua circulação internacional, “Amazônia Xamã” vem acumulando uma expressiva coleção de reconhecimentos. Entre eles estão os prêmios de Melhor Filme e Melhor Direção no Nature Without Borders International Film Festival (NWBIFF); Melhor Filme no Indie Film Fest; Melhor Filme no Cripton Festival; Melhor Filme de Ficção Científica em Rotterdam; além de uma Menção Honrosa em um festival realizado em Nova York. Acaba de ser selecionado para o Festival Internacional de Cinema Negro , que acontecerá em Nashvlle, Tennessee, EUA.
Sobre o filme – “Amazônia Xamã” apresenta uma narrativa de ficção científica ambientada em um futuro distópico, no qual robôs garimpeiros e máquinas madeireiras substituem os homens na devastação da Amazônia, perpetuando novas formas de colonialismo e exploração ambiental. Em contraponto ao avanço tecnológico, o filme valoriza os conhecimentos ancestrais dos povos indígenas e presta homenagem ao cacique Raoni, símbolo da resistência na defesa da floresta e dos direitos dos povos originários.
A obra propõe uma reflexão profunda sobre os ciclos históricos de violência e exploração que marcaram a colonização do Brasil e questiona se ainda é possível construir um futuro diferente para a Amazônia. Ao unir elementos da ficção científica com temas ambientais, históricos e culturais, o curta provoca o público a pensar sobre desenvolvimento, memória, preservação e justiça.
Para o diretor Rodrigo Pedroza, o reconhecimento internacional representa mais do que uma conquista pessoal. É também uma oportunidade de ampliar a visibilidade do cinema produzido na Amazônia e fortalecer o Amapá como um importante polo de criação audiovisual.
“Ver uma história nascida na Amazônia ser aplaudida em diferentes culturas e agora receber o prêmio de Melhor Filme na Grécia é a confirmação de que nossas narrativas têm potência para dialogar com o mundo. Esse reconhecimento pertence a todos que acreditam na força do cinema amazônico”, destaca o cineasta.












