Calu Manhães, artista da Chapada Diamantina, Bahia, dá vida a Maria Bethânia em “Gal, o Musical” e celebra uma das maiores irmandades da música brasileira
A força poética e a presença cênica de Maria Bethânia ganham nova vida nos palcos através da interpretação de Calu Manhães em “Gal, o Musical”, espetáculo dirigido por Marília Toledo e Kleber Montanheiro que estreia sua primeira temporada 06 de março na cidade de São Paulo, com previsão de circulação nacional para próximas temporadas. Cantora, musicista e atriz, Calu assume o papel de uma das maiores artistas da música brasileira, reafirmando a dimensão simbólica, afetiva e ancestral que Bethânia representa na história cultural do país.
Nascida na Chapada Diamantina (BA) e bacharela em Música Popular pela UFBA, Calu desenvolveu uma trajetória artística atravessada pela música, pelo teatro e pelo audiovisual, sempre dialogando com as culturas populares brasileiras e a contemporaneidade. Essa formação plural se reflete em cena, permitindo que sua Bethânia surja profunda, sensível e conectada à essência espiritual que consagrou a artista no imaginário brasileiro.
Em sua temporada de estreia em São Paulo, “Gal, o Musical” celebra não apenas a trajetória de Gal Costa, mas também a força coletiva de artistas que marcaram a cultura brasileira, entre elas, Maria Bethânia, agora revisitadas pela voz, pelo corpo e pela sensibilidade de Calu Manhães
Calu atuará ao lado de Walerie Gondim, que interpreta Gal Costa. Walerie é amplamente reconhecida por sua atuação como a cantora no musical de Djavan. O elenco reúne ainda uma forte presença de artistas baianos, como Theo Charles, no papel de Gilberto Gil, e Edu Coutinho, que interpreta Caetano Veloso, e Denise Fersã como Mãe Menininha, reforçando a potência coletiva e a representatividade da cena baiana no espetáculo.
Dentro da narrativa de “Gal, o Musical”, a personagem de Maria Bethânia ocupa um lugar central ao revelar a irmandade histórica com Gal Costa, relação que nasce na Bahia, se fortalece nos encontros do Teatro Vila Velha e ganha projeção nacional como um dos pilares afetivos e criativos da Tropicália.
Com passagens por importantes palcos, festivais e produções audiovisuais (como o filme musical “Um Ano Inesquecível – Outono”, dirigido por Lázaro Ramos e “O Filho de Mil Homens”, de Daniel Rezende), Calu Manhães consolida-se como uma intérprete capaz de honrar o legado de Maria Bethânia sem recorrer à imitação, oferecendo ao público uma leitura autoral, potente e profundamente respeitosa.

















