Exercícios para o assoalho pélvico podem contribuir para a função sexual masculina, mas não fazem o órgão crescer como um músculo
“Doutor, é possível malhar o pênis igual na academia?”. A pergunta, que pode parecer inusitada, tem uma explicação anatômica. Apesar de o pênis não ser formado por músculos voluntários que possam ser trabalhados como bíceps ou pernas, a região genital está diretamente relacionada ao assoalho pélvico, conjunto de músculos que participa de funções como ereção, ejaculação e controle urinário.
“A ideia de ‘malhar o pênis’ também revela uma preocupação muito presente entre os homens: a busca por desempenho. Só que desempenho sexual não se resume a ter uma ereção mais rígida ou durar mais tempo. Existe toda uma fisiologia por trás da resposta sexual, e o assoalho pélvico é apenas uma das estruturas envolvidas”, comenta Lucimar Ghelfi, psicóloga, psicoterapeuta sexual e cofundadora da Lucy, empresa especializada em terapia cognitivo-comportamental para saúde sexual masculina
Pensando nisso, veja algumas dicas para trabalhar essa musculatura de forma adequada:
- Aprenda a identificar o assoalho pélvico
Uma forma simples de localizar essa musculatura é imaginar que você está tentando interromper o jato de urina, a contração feita nesse momento envolve parte dos músculos-alvo. Mas atenção, essa é apenas uma técnica de identificação, não um exercício. Interromper o xixi repetidamente durante a micção não é recomendado, pois pode prejudicar o funcionamento normal da bexiga.
Depois de identificar a região, os exercícios devem ser praticados fora do banheiro, com contrações voluntárias e controladas, seguidas de relaxamento.
- Mais força não significa melhor resultado
Como em qualquer grupo muscular, fazer mais força ou aumentar exageradamente as repetições não garante resultados melhores. Os ganhos vêm da regularidade, não da intensidade extrema.
O erro mais comum é acreditar que “quanto mais, melhor”. Na prática, o objetivo é aprender a contrair e relaxar a musculatura de maneira adequada, não mantê-la contraída o tempo todo.
- Relaxar é parte do exercício
O assoalho pélvico não deve ficar contraído continuamente. O equilíbrio entre contração e relaxamento é essencial para que a musculatura funcione bem. Tensão excessiva na região, inclusive, pode estar associada a sintomas incômodos, e nesses casos o treino precisa ser reavaliado individualmente, com acompanhamento profissional.
- O exercício não aumenta o pênis
Fortalecer o assoalho pélvico pode melhorar a função sexual, mas não faz o pênis crescer, como aconteceria com um músculo submetido à musculação. É importante não confundir o fortalecimento dessa musculatura, que tem função real e comprovada, com técnicas que prometem aumentar o tamanho do órgão, que não têm o mesmo embasamento.
- Desconfie de promessas de resultado rápido
As redes sociais popularizaram uma série de métodos que prometem ereções mais fortes, maior controle da ejaculação ou aumento peniano quase instantâneo. Antes de adotar qualquer técnica, vale checar se existe evidência científica sobre sua eficácia e segurança. O treino do assoalho pélvico é, por natureza, um processo gradual, bem diferente das fórmulas milagrosas que circulam por aí.
“No fim, a resposta para “dá para malhar o pênis?” depende do que se entende por “malhar”. O órgão não pode ser treinado como um músculo de academia, mas a musculatura que sustenta a função sexual masculina pode, sim, ser fortalecida. O caminho é separar o que tem comprovação científica do que promete atalhos sem sustentação, e buscar orientação profissional quando necessário”, finaliza Lucimar.
Sobre a Lucy
A Lucy é uma empresa de saúde sexual masculina fundada por Lucimar Ghelfi, Bernardo Saleme, Waldemar Krueger e Thiago Pereira, com o propósito de melhorar a qualidade de vida sexual dos homens por meio de protocolos terapêuticos baseados em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). A empresa aplica o método Ghelfi, desenvolvido ao longo de 40 anos pela psicóloga e psicoterapeuta sexual masculina Lucimar Ghelfi. Um método científico voltado ao tratamento de disfunções e inadequações sexuais de causa psicogênica e oferece, por meio de aplicativo próprio, um acompanhamento estruturado, com anamnese digital baseada em critérios clínicos reconhecidos internacionalmente e orientações para que os usuários conheçam melhor o próprio corpo, identifiquem os mecanismos envolvidos na ejaculação, reduzam a ansiedade sexual, aumentem a autoconfiança e melhorem a qualidade da ereção. Desde sua fundação, a Lucy já atendeu mais de 34 mil usuários. Seu método é validado pela Sociedade Brasileira de Urologia e já foi apresentado no Congresso Brasileiro de Urologia e no Congresso Americano de Urologia em Washington.












