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Envelhecimento saudável deve começar antes dos 60, alerta geriatra

  • Destaque 1-envelhescência, Envelhescência, Sub-Editoria Envelhescência
  • 2026-07-16
  • Sem comentários
  • 2 minutos de leitura

Foto: Freepik

Especialista reforça importância da prevenção, hábitos saudáveis e acompanhamento geriátrico a partir dos 50 anos

O envelhecimento da população brasileira tem ampliado a discussão sobre qualidade de vida, prevenção de doenças e cuidados com a saúde ao longo dos anos. Mais do que tratar problemas já instalados, a geriatria vem ganhando espaço como especialidade fundamental para orientar hábitos saudáveis e contribuir para um envelhecimento ativo e funcional. Especialistas alertam que, diferentemente do que se possa imaginar, o acompanhamento geriátrico não deve começar na velhice, mas bem antes disso.

De acordo com o geriatra Dr. Vinicius Altomani, do Hospital Santa Catarina – Paulista, o especialista atua na prevenção e no acompanhamento integral do processo de envelhecimento. “Além de ser o médico do idoso, o geriatra também é o médico que lida com o envelhecer. Geralmente, recomendamos o início do seguimento para a população 50+, no entanto qualquer adulto interessado em envelhecer de forma saudável pode se beneficiar deste suporte”, afirma.

A avaliação geriátrica é ampla e vai além da análise de sintomas pontuais, uma vez que considera aspectos físicos, emocionais, cognitivos e sociais do paciente. O especialista explica que a assistência geriátrica inclui desde medicina preventiva até o controle de doenças prevalentes com o avanço da idade, assim como a revisão do uso de medicamentos, a fim de garantir o resultado mais eficaz para cada caso e evitar excessos e tratamentos desnecessários.

Entre os pilares do envelhecimento saudável estão a alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, manutenção das relações interpessoais e acompanhamento médico preventivo. Segundo o especialista, hábitos simples ainda são os mais importantes. “O envelhecimento ativo está ligado, antes de mais nada, a um estilo de vida. Muitas vezes as pessoas procuram soluções rápidas, como suplementos vitamínicos, mas têm dificuldade em manter uma boa alimentação e uma rotina benéfica”, destaca o Dr. Vinicius.

Sinal amarelo: é hora de buscar ajuda
No dia a dia, sinais como cansaço frequente, falta de disposição, dificuldade para realizar pequenos esforços, alterações de peso sem causa aparente e sono inadequado podem indicar a necessidade de rever costumes diários e buscar orientação médica. A avaliação periódica individualizada permite a atualização do histórico do paciente, o que contribui para identificar precocemente fatores de risco e prevenir complicações futuras, com estratégias para apoiar a manutenção da saúde e bem-estar.

Além das demências – como, por exemplo, a doença de Alzheimer – e da fragilidade física, diversas patologias apresentam maior incidência com o envelhecimento, como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, câncer e Parkinson. Queixas relacionadas à saúde osteomuscular, dores crônicas, mobilidade, tonturas e alterações de memória também estão entre as mais frequentes nos consultórios geriátricos. Outro ponto de atenção é a saúde mental da população idosa, já que quadros de depressão e ansiedade seguem amplamente subdiagnosticados.

A importância do tema tem sido reforçada internacionalmente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu o período entre 2021 e 2030 como a Década do Envelhecimento Saudável, iniciativa que visa estimular políticas e ações com foco na população idosa. “Neste contexto, o geriatra tem papel central, com a gestão do envelhecimento, prevenção, diagnóstico precoce e manutenção da autonomia e da qualidade de vida ao longo dos anos”, conclui o geriatra do Hospital Santa Catarina – Paulista.

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