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Famílias multiespécie e a importância de acolher toda forma de luto

  • Bichos, Destaque 1-planeta, Planeta
  • 2025-10-22
  • Sem comentários
  • 4 minutos de leitura

Pets podem ser incluídos como dependentes em planos funerários familiares (Divulgação/Grupo Zelo)

Pets desempenham papel importante na dinâmica das famílias e sua perda pode ter impacto significativo que exige cuidados

Animais de estimação estão cada vez mais integrados à vida dos tutores e suas dinâmicas sociais e afetivas. Há anos eles vêm ganhando mais espaço como filhos, companheiros e membros legítimos das famílias. Hoje o Brasil possui a terceira maior população pet do mundo, contando com mais de 150 milhões de animais, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). 

Com um mercado cada vez mais atento à essa proporção e às necessidades dos pets e seus tutores, a variedade de produtos e serviços também cresce. Eles têm espaço garantido em shoppings, restaurantes, parques, hotéis, podendo acompanhar os tutores em muitas de suas rotinas. Com isso, observamos um fenômeno de consolidação do conceito de famílias multiespécie. Ou seja, aquelas em que humanos e animais convivem em equilíbrio, em uma mesma casa. 

E por viver intensamente esses momentos de lazer, descanso e cuidado, exercendo de fato seu papel como membro das famílias, o falecimento de um pet tem se tornado um acontecimento cada vez mais significativo nesses núcleos familiares em todo o mundo, o que vem sendo olhado de forma diferente e mais cuidadosa pela sociedade e pela psicologia nos últimos anos. 

A perda de um animal de estimação pode gerar impactos psicológicos relevantes e com a proximidade do Dia de Finados, muitos aproveitam para lembrar e homenagear também a sua memória e história. 

Para Renata Roma, psicóloga especialista em luto pet, “perder um pet pode ser tão doloroso quanto perder um membro da família. Para muitas pessoas, esse vínculo é profundo, cotidiano, cheio de histórias e de afeto. Mas esse luto muitas vezes é solitário, porque não é reconhecido socialmente. A pessoa sofre, mas sente que não tem espaço para expressar essa dor.” Segundo ela, o acolhimento faz toda a diferença. “Pesquisas mostram que quando existe apoio, especialmente em vínculos muito fortes, o impacto do luto é menos pesado. Já quando não há suporte, o risco de complicações aumenta”. Roma reforça que estratégias como a criação de rituais ou cerimônias de despedida, o uso de fotos e diários de memórias, além de dedicar tempo e espaço para reconhecer o papel do animal na estrutura familiar, ajudam na aceitação da ausência e na elaboração da perda.

Quando a tristeza se prolonga excessivamente ou interfere nas atividades do dia a dia, pode ser necessário buscar apoio profissional de alguém com formação e certificação específica em luto pet: “Como alguém que atende essa população percebo como o preparo faz diferença real no jeito como a pessoa é acolhida.” Ela também alerta que a experiência com perdas envolvendo eutanásia costumam ser especialmente delicadas: “A eutanásia é um dos momentos mais difíceis. É uma decisão dolorosa para o tutor, e, por isso, o luto pode se intensificar. Nessas situações, o suporte social e profissional é essencial para que essa dor não se transforme em algo ainda mais complicado”. 

No Grupo Zelo, maior empresa de serviços funerários do Brasil, as famílias multiespécie são uma realidade e os tutores são bem acolhidos tanto nos momentos de cuidados e bem-estar dos seus pets, quanto após o seu falecimento. A empresa oferece não só planos funerários exclusivos para pets, como também a opção de que eles sejam incluídos entre os dependentes dos planos da própria família. 

Espaço de Velório Pet do Grupo Zelo em Belo Horizonte (Divulgação/Grupo Zelo)

Dados da empresa mostram que entre 2023 e 2024 houve um crescimento de 20,8% no número de cremações de pets em suas operações no Brasil, o que mostra a preocupação com uma despedida digna para esses animais. De acordo com Alessandro Oliveira, diretor do Grupo Zelo, “ainda se fala pouco sobre esse tipo de preparação e cuidado com o falecimento de um pet, mas por outro lado existe uma demanda ativa e crescente de tutores que buscam alternativas acolhedoras, personalizadas e mais humanizadas de lidar com essas perdas”, explica. A empresa possui cemitério, crematório e até mesmo espaço de velório 100% dedicado aos pets e vem expandindo e especializando seus serviços nos últimos anos. “Temos a opção de a família realizar um velório com presença de familiares e amigos para a última despedida, assim como a transmissão online em que esse tutor recebe link para velar o pet, de forma virtual, antes que seja direcionado para a cremação. Entendemos que a necessidade dessa última despedida, assim como acontece nos falecimentos humanos, é legítima e ajuda esses tutores no processo de luto”, completa Alessandro.

Renata Roma, psicóloga especialista em luto pet

Para Renata Roma, “o luto por pets não é apenas uma fase que termina, mas uma experiência que transforma a pessoa. Integrar essa perda à identidade é parte fundamental da adaptação. Esse processo leva tempo e precisa de acolhimento, tanto de quem está vivendo a perda quanto das pessoas ao redor. Validar emocionalmente a dor dos tutores, acolher e oferecer espaços legítimos para a expressão dessa dor são atitudes essenciais para que as famílias multiespécie possam viver o luto de forma saudável, consciente e respeitosa.”

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