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Festas de São João aumentam riscos de queimaduras

  • Destaque 2-vitalidade, Saúde, Sub-Editoria Vitalidade, Vitalidade
  • 2024-06-20
  • Sem comentários
  • 2 minutos de leitura

Crédito: Divulgação

De acordo com a Sesab, nos últimos 10 anos, o mês de junho já chegou a concentrar 68,38% de todos os atendimentos por explosão de bombas na unidade de referência da rede estadual  

As tradicionais celebrações juninas já acontecem por toda o Nordeste brasileiro. Em meio as comidas típicas, musicalidade e elementos característicos dos festejos, outra tradição se destaca: os fogos de artifícios. Entretanto, a combinação desses artefatos explosivos com as fogueiras e o consumo de álcool merece atenção especial para evitar acidentes e queimaduras. 

Dados da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) apontam que nos últimos 10 anos, o mês de junho já chegou a concentrar 68,38% de todos os atendimentos por explosão com bomba no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, unidade referência nos cuidados com ferimentos provocados por explosões e queimaduras da rede estadual. Os dados reforçam a importância da cautela ao celebrar o São João e outros festejos juninos a fim de evitar situações de maior gravidade.  

O médico clínico-geral e cardiologista Bruno Andrade, professor do Centro Universitário UniFG, instituição pertencente ao Ecossistema Ânima, destaca os riscos envolvidos em acidentes com queimaduras e as medidas que precisam ser tomadas imediatamente após as ocorrências. 

De acordo com o cardiologista, as queimaduras podem causar desde simples cicatrizes superficiais até reduções teciduais importantes, com perda funcional do membro afetado. “A intensidade da sequela vai depender de alguns fatores como por exemplo a extensão da área afetada, o grau de acometimento dos tecidos e se a abordagem terapêutica foi realizada de forma adequada”, explica. 

O professor da UniFG aponta, ainda, qual o tratamento inicial e as medidas que devem ser tomadas imediatamente após acidentes que resultem em queimaduras. No que se refere a queimaduras leves, por qualquer que seja o meio, o médico aponta que a área afetada deve ser lavada com água corrente fria, com jato suave, por cerca de 10 minutos. “Também é indicado a colocação de compressas úmidas e frias. Não se deve tentar remover sujeira ou eventuais corpos estranhos aderidos a superfície queimada. Além disso, nenhum produto caseiro deve ser colocado sobre a área afetada, como por exemplo, manteiga, pó de café, creme dental ou qualquer outra substância”, aconselha o médico. 

Já em caso de queimaduras mais graves e extensas, a vítima deve ser levada com urgência ao serviço médico mais próximo. “As medidas iniciais são mais efetivas quando iniciadas precocemente”, alerta Andrade.  

Tratamento  

Segundo elucida o médico, o tratamento das queimaduras envolve desde medidas gerais, como limpeza adequada, analgesia, necessidade ou não de antibióticoterapia, administração de vacina antitetânica (reforço), prevenção de eventos tromboembólicos e de lesões agudas da mucosa gástrica, realização de curativos que podem ser expostos ou oclusivos, até a necessidade de procedimentos cirúrgicos.  

“Faz parte do atendimento inicial à vítima de queimadura o protocolo ABCDE do trauma, com avaliação de vias aéreas, respiração, circulação, avaliação do nível de consciência e exposição. Outro aspecto importante da abordagem à vítima grave de queimadura é a ressuscitação volêmica adequada, que requer uma estimativa da superfície corporal afetada pela queimadura”, finaliza o professor.  

Saiba mais em www.centrouniversitariounifg.edu.br   

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