Com as baixas temperaturas, sintomas de artrose e outras dores articulares tendem a se intensificar; especialista traz orientações práticas para aliviar o desconforto
Quem convive com dores crônicas sabe que o inverno pode ser um período especialmente desafiador. As baixas temperaturas favorecem a rigidez, reduzem a circulação sanguínea e podem aumentar a sensibilidade das terminações nervosas, provocando incômodos mais frequentes e intensos nas articulações. Para ajudar a enfrentar esse cenário, a Zimmer Biomet consultou o médico ortopedista Dr. Mauro Meyer, especialista em quadril e joelho, que reuniu dicas fundamentais para preservar a mobilidade e reduzir o impacto do frio na qualidade de vida.
“É comum que as pessoas sintam mais dor nesta época porque os músculos tendem a ficar mais tensos e a lubrificação natural das articulações se torna menos eficiente. Além disso, há a tendência de reduzir a prática de atividades físicas, o que pode piorar ainda mais os sintomas”, explica o médico.
- Mantenha-se em movimento
Mesmo que o frio desanime, Dr. Mauro lembra a importância de não adotar uma postura sedentária. Caminhadas leves, alongamentos e exercícios de baixo impacto ajudam a manter as articulações ativas, evitando a rigidez e estimulando a circulação sanguínea. “O movimento também libera endorfina, que auxilia no controle natural da dor”, complementa.
- Fortaleça os músculos
Músculos fortes funcionam como um “escudo” de proteção para as articulações, reduzindo a sobrecarga nos ossos e cartilagens. Exercícios de fortalecimento orientados por profissionais, como fisioterapeutas ou educadores físicos, ajudam a preservar a mobilidade e prevenir crises de dor mais intensas.
- Controle o peso corporal
Em relação ao excesso de peso, Dr. Mauro destaca que essa condição está diretamente ligada ao agravamento de dores em articulações como joelhos, quadris e tornozelos. “Reduzir a carga sobre essas estruturas ajuda a retardar o avanço da artrose e a diminuir os incômodos durante as atividades do dia a dia. Pequenas mudanças de hábito já fazem diferença”, aponta o ortopedista.
- Use compressas quentes e frias
A aplicação de calor relaxa a musculatura, melhora a circulação e reduz a rigidez articular. Já o frio pode ser útil em momentos de inflamação mais intensa, ajudando a reduzir o inchaço e aliviar a dor. Alternar entre compressas quentes e frias, conforme orientação médica, potencializa os benefícios.
- Siga corretamente as medicações prescritas
O uso de analgésicos, anti-inflamatórios ou suplementos deve ser sempre feito de acordo com a prescrição médica, aponta Dr. Mauro. “Automedicar-se pode trazer riscos, enquanto seguir o tratamento corretamente garante maior controle da dor e contribui para a evolução positiva do quadro clínico”, alerta.
- Invista em uma alimentação equilibrada
Uma dieta rica em frutas, legumes, verduras e alimentos com propriedades anti-inflamatórias, como peixes, oleaginosas e azeite de oliva, pode contribuir para reduzir os sintomas. A hidratação também não deve ser esquecida: mesmo no frio, ingerir líquidos é fundamental para manter o bom funcionamento do organismo.
- Cuide da saúde emocional
Estresse, ansiedade e até mesmo quadros depressivos podem aumentar a percepção da dor. Reservar momentos de lazer, manter boas noites de sono e, se necessário, buscar apoio psicológico ou terapias integrativas faz parte do cuidado integral com o corpo e a mente.
- Mantenha a rotina ativa
Além dos exercícios físicos, Dr. Mauro comenta que a realização das tarefas do dia a dia e atividades prazerosas ajuda a manter a autonomia e a autoestima. “A rotina ativa é um dos pontos mais importantes. Ela estimula o corpo, favorece o bem-estar mental e reduz a sensação de isolamento que pode ser mais frequente no inverno”, explica o médico.
- Faça acompanhamento médico regular
Somente um especialista pode avaliar corretamente a evolução da dor e indicar ajustes no tratamento. Consultas regulares permitem identificar precocemente sinais de agravamento e definir a melhor estratégia para cada paciente, seja conservadora ou cirúrgica.
Quando a cirurgia na articulação se torna necessária
Apesar das medidas preventivas e dos tratamentos de suporte, existem casos em que a artrose ou outras doenças degenerativas avançam a ponto de comprometer de forma significativa a mobilidade e a qualidade de vida. Nestes cenários, a indicação pode ser a artroplastia – cirurgia de substituição da articulação por uma prótese ortopédica.
Segundo o Dr. Mauro Meyer, os avanços tecnológicos, como o uso de plataformas robóticas a exemplo do ROSA®, têm elevado a precisão dos procedimentos de quadril e joelho, garantindo alinhamento adequado das próteses e recuperação mais rápida para os pacientes.
“Hoje conseguimos oferecer tratamentos personalizados e altamente eficientes. A robótica não substitui o médico, mas contribui com dados precisos que resultam em cirurgias mais seguras e resultados mais duradouros”, finaliza o especialista.















