A noite desta quinta-feira, 13, foi de pura celebração para a música brasileira — e, especialmente, para a Bahia — no Grammy Latino 2025. Diretamente de Las Vegas, o anúncio dos vencedores revelou um brilho inconfundível da produção musical baiana, que conquistou o mundo com força, poesia e inovação.
O BaianaSystem, sempre ousado e sonoro, levou para casa o prêmio de Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa, consolidando mais uma vez sua posição como uma das bandas mais inventivas da atualidade. Com sua mistura única de guitarra baiana, ritmos pulsantes e identidade estética poderosa, o grupo mostrou que a Bahia segue ditando tendências e expandindo fronteiras.
Outra grande vitória do estado veio com Luedji Luna, que venceu a categoria Melhor Álbum de Música Popular Brasileira/Música Afro-Portuguesa Brasileira com o disco Um Mar Pra Cada Um, lançado em maio deste ano. A artista, reconhecida por sua voz profunda e composições que entrelaçam ancestralidade, afeto e contemporaneidade, reafirmou seu lugar no cenário musical internacional com um trabalho sensível, potente e absolutamente necessário.
Mas quem dominou a noite foi Liniker, baiana de coração e oficialmente reconhecida pela Câmara Municipal de Salvador em março. Indicada em sete categorias — incluindo as cobiçadas Álbum do Ano, Gravação do Ano e Canção do Ano — a artista saiu do palco como a maior vencedora do Grammy Latino 2025. Com Caju e seus desdobramentos, Liniker arrebatou os prêmios de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa, Melhor Interpretação Urbana em Língua Portuguesa e Melhor Canção em Língua Portuguesa, um feito histórico que celebra sua força criativa e sua capacidade única de emocionar e transformar.
A festa brasileira não parou por aí. Ana Castela, Chitãozinho & Xororó e Lauana Prado também brilharam na categoria Melhor Álbum de Música Sertaneja, enquanto os mestres Alcione, Zeca Pagodinho e Mart’nália deram um show de representatividade e talento na disputa pelo prêmio de Melhor Álbum de Samba/Pagode.
Foi uma noite inesquecível, que reafirma a potência da música feita no Brasil — e, em especial, na Bahia. Um marco que celebra trajetórias, exalta identidades e projeta ainda mais longe o som plural que pulsa nesse país.















