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Heitor Werneck: a genialidade criativa no espectro autista como potência artística

  • Destaque 1-envelhescência, Envelhescência, Sub-Editoria Envelhescência
  • 2025-04-10
  • Sem comentários
  • 3 minutos de leitura

Aos 58 anos, o produtor artístico Heitor Werneck é uma força criativa por trás de grandes eventos como a Parada LGBT de São Paulo e de outras regiões do Brasil, além da Virada Cultural de São Paulo. Diagnosticado tardiamente com autismo nível 2 de suporte, Heitor é um exemplo de superação e genialidade que rompe barreiras e inspira.

Com QI de 423 e características da síndrome de Savant, Heitor transcende os desafios impostos pela hipersensibilidade aos estímulos e pelas dificuldades sociais próprias do espectro. Sua mente excepcional, no entanto, encontra na arte e na produção cultural um canal potente de expressão. Ele transforma seu universo interno em experiências que mobilizam milhões de pessoas nas ruas e nas redes, conectando causas, afetos e estética.

“Meu cérebro não funciona dentro do padrão, mas ele encontra soluções que talvez um cérebro típico não encontrasse. A arte é onde tudo isso faz sentido”, afirma Werneck.

Werneck começou sua carreira no meio cultural nos anos 1980 e construiu um currículo que passa por teatro, moda, ativismo e produção de eventos. Estilista, produtor cultural, é precursor do fetichismo no Brasil e idealizador da primeira festa liberal do país, o Projeto Luxúria. Fundou a Escola de Divinos, uma marca que foi um ícone e trouxe a moda underground brasileira como foco internacional e se tornou um grande referencial para cultura clubber.

Heitor também atua como consultor em séries e filmes da HBO, Netflix, Globo e, entre as suas principais atividades, realiza ações sociais em prol de membros da comunidade LGBTQIAP+ voltadas para saúde, alimentação e acolhimento em parcerias com ONGs, empresas e órgãos do governo. Além de estar sempre engajado em campanhas de prevenção ao HIV e a promoção da sexualidade positiva.

E desde 2017, quando assumiu a direção artística da Parada LGBT+ de São Paulo, Werneck é uma das figuras mais criativas e visionárias do evento, considerado o maior do mundo em número de participantes, ao desenvolver um importante papel em ajudar a transformá-lo em uma plataforma de impacto estético e político. 

Em 2025, o tema escolhido da Parada LGBT de São Paulo — “Velhices” — também se conecta com sua jornada pessoal de descoberta e autocompreensão na maturidade.

“Durante muito tempo, envelhecer era algo que eu temia. Hoje, é parte da minha libertação. Descobrir que sou neurodivergente nessa etapa da vida me ajudou a dar nome ao que antes era apenas dor, cansaço e mal-entendidos. Mas também me trouxe uma nova potência criativa. Na arte, eu não preciso traduzir o que penso. Eu mostro”, afirma o produtor. 

Pessoas com síndrome de Savant apresentam habilidades extraordinárias em áreas específicas — como música, matemática ou arte — ao mesmo tempo em que enfrentam dificuldades em outras esferas cognitivas ou sociais. No caso de Werneck, o hiperfoco e a memória detalhista e uma capacidade incomum de conexão criativa entre ideias são ferramentas valiosas na concepção dos desfiles, carros alegóricos, performances e discursos que compõem a Parada.

Essas características, presentes em uma pequena parcela de pessoas autistas, combinadas com o envolvimento de Heitor nas pautas LGBTQIAPN+, fazem dele um nome singular na produção cultural brasileira.

Mesmo assim, a jornada não é simples. “A cidade é barulhenta, intensa, invasiva. Preciso de longos períodos de silêncio para conseguir me regular. E o trabalho em equipe exige uma energia emocional que nem sempre tenho disponível”, confessa.

Além de sua atuação artística, Werneck é um defensor da inclusão de pessoas neurodivergentes no mercado criativo e da visibilidade das múltiplas vivências dentro da população LGBTQIAPN+. Seu trabalho é reconhecido não apenas por sua excelência técnica, mas por sua sensibilidade em representar subjetividades diversas com autenticidade e beleza.

“Existe um apagamento grande das neurodivergências na cultura queer. Ser autista e gay, ser artista e autossuficiente, ser velho e criativo — tudo isso quebra expectativas que nos são impostas”, assinala.

Para ele, a edição de 2025 da Parada será uma oportunidade não apenas de celebrar as velhices LGBTQIA+, mas também de ampliar o debate sobre neurodiversidade, inclusão e longevidade com dignidade.

“Ser autista não é limitação. É apenas uma forma diferente — e, muitas vezes, brilhante — de perceber o mundo”, conclui.

Neste momento em que a Parada de São Paulo propõe refletir sobre o envelhecimento da população LGBT+, Heitor Werneck se torna símbolo vivo da interseccionalidade entre idade, neurodivergência, arte e resistência.

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