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O que você precisa saber para evitar as hepatites virais

  • Destaque 2-vitalidade, Saúde, Sub-Editoria Vitalidade, Vitalidade
  • 2025-07-21
  • Sem comentários
  • 4 minutos de leitura

Dia Mundial da Luta contra as Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho, chama atenção para os riscos da doença e a importância do diagnóstico precoce

O fígado é responsável por cumprir importantes funções: produzir as principais proteínas do organismo, armazenar e liberar glicose e neutralizar substâncias tóxicas absorvidas pelo intestino, promovendo uma verdadeira desintoxicação. Para mantê-lo em dia é preciso ficar alerta e perceber quando algo vai mal. Entre as principais doenças que podem acometê-lo estão as hepatites virais.

As hepatites se caracterizam pela inflamação do fígado, que pode ser aguda ou crônica, sendo as mais comuns as hepatites provocadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda, com menor frequência, o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte do País) e o vírus da hepatite E, que é pouco presente no Brasil, sendo encontrado principalmente na África e na Ásia.

Do ponto de vista clínico, as hepatites podem ser assintomáticas e passar despercebidas ou apresentar sintomas gerais, como mal-estar, náuseas, cansaço físico e perda de apetite. Nos quadros mais clássicos, o paciente pode apresentar fezes esbranquiçadas, urina escurecida e coloração amarelada (icterícia) da pele e dos olhos.

“A recomendação é agir de forma preventiva, conhecendo as formas de transmissão dessas doenças e por meio da aplicação de vacinas que estão disponíveis para as hepatites A e B”, destaca Dr. Celso Granato, infectologista e diretor Clínico do Grupo Fleury, detentor da marca Diagnoson a+ na Bahia.

Como acontece a transmissão?

A transmissão das hepatites A e E é fecal-oral, sendo que o vírus A é contraído pela ingestão de água e alimentos contaminados ou transmitido de uma pessoa infectada para outra, em decorrência da falta de cuidados básicos de higiene, uma vez que o vírus é excretado pelas fezes das pessoas doentes.

Já os vírus B e C são adquiridos pela via parenteral, ou seja, pelo contato com secreções e sangue de indivíduos contaminados, como no caso de compartilhamento de seringas entre usuários de drogas injetáveis, instrumentos pérfuro-cortantes contaminados, como agulhas e seringas, instrumentos cirúrgicos e objetos de manicure ou transfusão de sangue contaminado. No caso da hepatite B, a principal forma de contaminação é pelo contato sexual, sendo ela considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST).

O médico explica que, embora a doença possa ser grave, a hepatite A não provoca infecção crônica e que a doença se resolve em poucas semanas. Com as hepatites B e C a história é diferente: há a possibilidade da doença se tornar crônica, ou seja, a pessoa pode permanecer com o fígado continuamente inflamado, demandando tratamento medicamentoso para evitar a evolução para cirrose ou câncer hepático.

Como prevenir?

É importante adotar condutas responsáveis no dia a dia. No caso da hepatite A, a melhor maneira de evitar a doença é melhorando as condições de higiene e saneamento básico. Já nas hepatites B e C é recomendável evitar compartilhar objetos de uso pessoal, como escova de dentes, utensílios de manicure e barbeadores de forma geral. Outras boas práticas são: se for fazer tatuagens e piercings, escolher lugares que utilizam materiais descartáveis e sejam bem recomendados no quesito higiene e, por fim, utilizar sempre camisinha durante as relações sexuais. 

A vacina contra hepatite A faz parte do calendário infantil, com uma dose aos 15 meses de idade. A vacina contra a hepatite B faz parte do calendário de vacinação da criança, do adolescente e do adulto e está disponível pelo SUS. Além disso, todo recém-nascido deve receber a primeira dose logo após o nascimento, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida.

Como saber se tenho hepatite? E quais os sintomas?

O diagnóstico é feito a partir da realização de exames laboratoriais específicos para pesquisar no sangue a presença de marcadores (antígenos e anticorpos) contra os diferentes vírus que causam a inflamação no fígado. Nas infecções crônicas, devem ser realizados exames para a quantificação do vírus, sendo que em algumas situações podem ser necessários testes moleculares (PCR) que pesquisam no sangue o material genético do vírus.

Como as infecções pelos vírus B e C podem ser silenciosas, é recomendado que todas as pessoas realizem testes para descobrir se são portadoras ou não, prevenindo assim a evolução e a disseminação da doença.

Na fase aguda da doença, que ocorre logo após a aquisição da infecção, podem ocorrer febre, mal-estar, dor no corpo, náuseas, vômitos e coloração amarela da pele e dos olhos (icterícia). Complicações podem ocorrer na fase crônica das hepatites B, C e D, decorrentes da insuficiência da função do fígado, como acúmulo de líquido no abdômen (ascite) e sangramentos. Vale ressaltar que boa parte das hepatites B e C são assintomáticas na fase aguda, podendo apresentar manifestações somente na fase crônica”, alerta o especialista.

Qual o tratamento?

“Somente um especialista pode indicar o tratamento adequado para cada paciente. Mas, em linhas gerais, a hepatite A se resolve espontaneamente em algumas semanas, sem a necessidade de qualquer medicamento, apenas medidas para amenizar os sintomas. Já as hepatites B e C, quando se tornam crônicas, necessitam de tratamentos específicos com medicamentos antivirais”, explica o Dr. Granato.

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