Estudo aponta a inflamação no cérebro como peça-chave na progressão da doença. Segundo o Dr. Octávio Guarçoni, o risco patológico pode ser reduzido com rotinas físicas, controle alimentar e regulação da resistência à insulina.
Novos insights do relatório “Alzheimer’s Disease Facts and Figures 2025”, revelam que a Doença de Alzheimer (DA) pode se iniciar até vinte anos antes da aparição dos primeiros sintomas. Essa patologia, que acomete aproximadamente 55 milhões de pessoas no mundo inteiro, segundo a Organização Mundial da Saúde, segue despertando a atenção da comunidade científica, com novos desdobramentos revelados no mês de novembro.
A descoberta ficou à cargo de um estudo publicado na revista Nature Neuroscience, liderado pelo professor da UFRGS e neurocientista, Eduardo Zimmer, que aponta para o estado de inflamação contínua do cérebro como predecessor da progressão da doença.
De acordo com o Dr. Octávio Guarçoni, referência em saúde metabólica, a pesquisa fez com que a crença à respeito das altas concentrações das proteínas beta-amiloide e tau, tidas como ‘agravantes exclusivos’ do quadro de Alzheimer, fossem reconsideradas.
“Esse novo estudo, publicado na Nature Neuroscience, revela que a inflamação contínua no cérebro é que pode ser o fator determinante na D.A, já que a presença das placas eram observadas em pacientes com diferentes estágios da doença. Isso traz uma lição valiosa para a comunidade científica e para o público geral”, revela.
Somando 10 anos à frente da Guarçoni Health Center, o Dr. Octávio Guarçoni reforça a importância de combater os processos inflamatórios no cérebro, evidenciando a correlação entre hábitos saudáveis e a prevenção de doenças. “Há muitas atitudes que podemos adotar para melhorar esse cenário, como praticar atividade física, manter controle alimentar, regular a resistência à insulina e combater a obesidade. Em alguns casos, o uso de medicamentos também pode ser necessário. Todas essas medidas são fundamentais para reduzir o risco de doenças no futuro”, explica.
Oferecendo dicas práticas para a melhoria na qualidade de vida, a fim de prolongar a saúde e o bem-estar, o profissional aconselha o ajuste de pequenas rotinas, como o sono, alimentação, glicemia e a movimentação corporal.
“Atendo diariamente pacientes que chegam exaustos, inflamados e que acreditam ‘não ter solução’. O que mais me impressiona é que, quando conseguimos ajustar esses elementos (sono, alimentação e afins), o cérebro responde rápido. É como se ele estivesse esperando uma chance para se reorganizar. Hoje, o paciente moderno não quer apenas tratar doenças, mas preservar o cérebro, a memória e a disposição. E isso exige uma medicina mais ‘preventiva’ e próxima do dia a dia. Não adianta esperar o problema aparecer”, conclui o doutor.

















