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Itaú Cultural abre “Artistas do vestir: uma costura dos afetos”, com estilistas baianos e curadoria de Carol Barreto e Hanayrá Negreiros

  • Atitude, Moda, Sub-Editoria Atitude
  • 2024-11-29
  • Sem comentários
  • 2 minutos de leitura

Nesta quarta, dia 27 de novembro, o Itaú Cultural abre Artistas do vestir: uma costura dos afetos, mostra que encerra o seu calendário de grandes exposições neste ano e segue em cartaz até 23 de fevereiro de 2025. Com concepção e realização do IC e curadoria de Carol Barreto e Hanayrá Negreiros, ela se estende pelos três andares do espaço expositivo do Itaú Cultural e aborda as formas de pensar e fazer a moda brasileira a partir da pluralidade. São cerca de 80 obras de 70 artistas, vários deles baianos. A própria curadora Carol Barreto é baiana e dá aulas na Universidade Federal da Bahia (UFBA).

A mostra é dividida em três pisos, que as curadoras chamam de “famílias”. O primeiro, localizado no andar 1, se chama Ancestralidades e traz obras de artistas que trabalham com temáticas ancestrais. A maior da seção, que se estende do térreo ao piso, é uma obra comissionada de Goya Lopes, designer e artista baiana conhecida pela valorização da cultura afro-brasileira com arte na moda, que completa 50 anos de carreira neste ano. Trata-se de três tecidos de 7m x 1,4m cada um – Dia e Noite; Tecendo o destino e Teares.

A segunda família, no piso -1, é a Contemporaneidades, com obras que abordam temas atuais, como questões políticas, de gênero, raciais e performáticas. Uma das estilistas baianas desse andar é Márcia Ganem, detentora da patente de uso da fibra de poliamida na moda nos Estados Unidos, Brasil e alguns países europeus. Ela apresenta dois vestidos, um feito com gemas lapidadas e outro com rendas de bilro e pérolas de água doce.

O último piso, no -2, é o Fazeres Contínuos, que remete aos desenhos e costuras contínuos de um ateliê de moda. Ele é também um espaço para acolher performances e oficinas, que serão organizadas pela equipe de mediação cultural e relacionamento do Itaú Cultural. Uma das estrelas dele é a soteropolitana Cllaudia Soares, designer de moda que exibe um vestido fabricado com sacolas plásticas que iriam para o lixo, feito especialmente para a exposição.

Além dos nomes que citei, há vários outros artistas baianos na mostra, como Mestre Didi, Ekedy Sinha, Alberto Pitta etc. A própria curadora Carol Barreto exibe uma obra dela.

Segue o link do press kit digital da exposição, no qual há release, fotos e outras informações: https://www.itaucultural.org.br/presskit/artistas-do-vestir/

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